30 de jun de 2011

Aconteceu em 30 de junho de 1905

A conceituada revista alemã Annalen der Physik publicou um dos mais importantes trabalhos do físico alemão Albert Einstein: “Zur Elektrodynamik bewegter Körper” (“Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento”) (Annalen der Physik. 17:891-921). Este trabalho apresentou sua teoria da relatividade especial à comunidade científica.



Eclipse Parcial do Sol nessa 6a.feira, 01 de julho de 2011

Observatório Nacional - 30/06/2011

Josina Nascimento
Coordenação de Astronomia e Astrofísica
 
Na primeira manhã de julho de 2011 o Sol não aparecerá completamente numa pequena região do oceano Índico, próxima da Antártica. Somente naquela região, será visível o Eclipse Parcial do Sol que vai acontecer nessa 6a.feira no início do dia. O eclipse vai ocorrer entre 5 e 6,30hs da manhã, horário de Brasília.

Somente em novembro de 2013 norte e parte do nordeste do Brasil verão um eclipse do Sol, que será parcial. E será também parcial o próximo eclipse do Sol visível nas regiões central, sul e sudeste do Brasil, mas teremos que esperar até fevereiro de 2017 para assistir o fenômeno.





A descoberta da maior colisão de aglomerados de galáxias tem participação de cientista do Observatório Nacional

Observatório Nacional

Os aglomerados de galáxias são as últimas estruturas a se formarem no Universo, por colisão de sistemas menores ou de outros aglomerados. Estudar essas estruturas em colisão significa conhecer os processos de sua formação. As 3 principais componentes de massa dos aglomerados de galáxias são: a matéria escura (aproximadamente 80%), o gás quente (15% da massa e com temperaturas de 50 milhões de graus) que permeia as galáxias. Os restantes 5% ou menos são galáxias. Quando os aglomerados colidem o gás produzido por eles interagem, formando ondas de choque, acelerando partículas carregadas (o gás é tão quente que os átomos são totalmente ionizados, ou seja, é um plasma), etc. A matéria escura, como não interage com a matéria normal (a não ser pela força gravitacional), não é afetada. Consequentemente, a matéria escura e o plasma se separam. A partir de observações conjuntas de raios-X e lentes gravitacionais, pode-se, pela primeira vez na história, "ver" a separação e tentar deduzir as suas propriedades.

Centro do Aglomerado de galáxias Abell 2477 foi formado
a partir da colisão de quatro grupos de galáxias menores

Numa análise comparativa dos resultados obtidos das observações de raios-X, do satélite Chandra e de lentes gravitacionais, com o satélite Hubble, complementadas ainda com as observações realizadas da Terra pelos telescópios VLT e Subaru, notou-se que o aglomerado Abell 2744 não era resultado da colisão de 2 aglomerados, mas sim de pelo menos 4. Essa colisão múltipla gerou não somente a evidente separação entre matéria escura e o plasma na região central, onde se vê uma "bala" supersônica com velocidade provável superior a 4000km/s, como também gerou uma região exclusiva de matéria escura e nenhum gás (chamado de aglomerado escuro). Além disso, gerou outra região única em gás quente, sem matéria escura (chamado de aglomerado fantasma), fato nunca visto ou previsto. Dada a quantidade de fenomenologias novas nesse evento, o nome Pandora foi o primeiro nome a ser lembrado, já que essa deusa grega foi a responsável por liberar os males da humanidade. A proposta deste trabalho é liderada pelo pesquisador Renato Dupke do Observatório Nacional.

A relevância da observação desse sistema são inúmeras: evidencia a existência de matéria escura, sendo esse um dos problemas mais fundamentais da astronomia moderna; indica que estudos significativos na área de magneto-hidrodinâmica, a ciência que estuda o comportamento de fluidos carregados (plasma), deverão explicar o Pandora; se a velocidade de colisão é realmente superior a 4000-5000 km/s, isso implicará em modificações dos clássicos modelos cosmológicos, onde tais velocidades de colisão não são previstas. Ainda, a evolução de galáxias pertencentes aos aglomerados em ambientes tão hostis como esse (no Pandora a temperatura do gás ultrapassa a 150 milhões de graus) servirá como um laboratório para testar os seus modelos teóricos.

A caracterização de colisões de aglomerados também é importante em cosmologia e os levantamentos celestes recentes como o Dark Energy Survey ou o Sloan Digital Sky Survey e mesmo projetos com maior resolução espectroscópica como o  projeto hispano-brasileiro J-PAS/PAU-BRASIL, terão que levar em conta esses aglomerados no processo de estabelecimento de vínculos em parâmetros cosmológicos.

Confira outras matérias sobre esta notícia:


Filme:


Entrevistas no HST:
http://www.spacetelescope.org/news/heic1111/


http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2011/17/

ESA
http://sci.esa.int/science-e/www/object/index.cfm?fobjectid=48819





29 de jun de 2011

Pesquisadores do Inpe e Nasa desvendam causas do último “mínimo solar”

MCT - 16/06/2011

Durante o mínimo solar, que acontece aproximadamente a cada 11 anos, são observadas menos manchas escuras na superfície do Sol. Mais manchas significam em geral mais atividade e erupções no Sol e vice-versa. O número de manchas solares pode mudar de um ciclo para outro e, entre 2008 e 2009, observou-se o mais longo e fraco mínimo solar desde que os cientistas observam o Sol com instrumentação a bordo de sondas espaciais, a partir do início dos anos 1960.

Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a agência espacial americana, mantêm estudos em colaboração sobre a ação magnética do Sol sobre a Terra. Estes efeitos são geralmente inofensivos e o único sinal visível da sua presença são as auroras próximas aos pólos da Terra. Porém, em casos extremos, eles podem danificar ou até derrubar satélites, causar falhas nas linhas de transmissão ou induzir correntes perigosas em oleodutos, daí a importância de saber como estes efeitos geomagnéticos variam com o Sol.

Assinado por Bruce Tsurutani, da Nasa, e Walter D. Gonzalez e Ezequiel Echer, do Inpe, o artigo recentemente publicado em “Annales Geophysicae” mostra que a atividade solar chegou aos menores valores das últimas décadas com um atraso de 6 a 12 meses.

Segundo o estudo, fatores na velocidade do vento solar e na intensidade e direção de seus campos magnéticos ajudaram a produzir estes valores anomalamente baixos. “Em geral o mínimo solar é definido pelo número de manchas solares. Porém, os efeitos geomagnéticos na Terra atingiram o mínimo apenas em 2009. Assim, decidimos observar o que causou mínimo geomagnético”, explicam os pesquisadores.

Os efeitos geomagnéticos respondem basicamente a qualquer mudança na Terra devida a variações no Sol. Eles são detectados por magnetômetros (instrumentos que registram variações no campo magnético terrestre) instalados na superfície terrestre. O conhecimento das situações que causam e suprimem a atividade geomagnética intensa na Terra é um passo para a predição da ocorrência de tais eventos.

Causas

Três aspectos ajudam a determinar a quantidade de energia que é transferida do vento solar para a magnetosfera terrestre: a velocidade do vento solar, a intensidade do campo magnético fora da magnetosfera terrestre - conhecido como campo magnético interplanetário - e a direção deste campo magnético, já que é sabido que a componente sul deste campo é a que produz a conexão com a magnetosfera terrestre dando lugar à transferência de energia. O grupo de pesquisadores examinou uma a uma estas variáveis.

Os pesquisadores notaram que em 2008 e 2009 o campo magnético interplanetário foi o menos intenso de toda a era espacial. Isto foi uma contribuição óbvia ao mínimo geomagnético. Mas, como a atividade geomagnética não foi tão reduzida em 2008, este não poderia ser o único fator.

Para examinar a velocidade do vento solar, eles usaram os dados da sonda da NASA Advanced Composition Explorer (ACE), que orbita próximo à magnetosfera terrestre. Os dados desta sonda mostraram que a velocidade do vento solar manteve-se alta durante o mínimo das manchas solares. Só mais tarde ela começou a decair em correlação com o declínio nos efeitos geomagnéticos.

O passo seguinte foi entender a causa deste decréscimo. A equipe de pesquisadores achou que ela estaria nos chamados “buracos coronais”, coronal holes em inglês. São regiões mais obscuras e frias da atmosfera externa do sol. Do centro destas regiões saem jatos rápidos de vento solar, com velocidades acima de 800 km/seg, que desaceleram durante a expansão para o espaço.

Normalmente, durante os mínimos solares, os buracos coronais encontram-se próximos aos pólos do Sol. Como conseqüência, a Terra recebe vento solar proveniente das bordas destes buracos, que não é tão rápido quanto o vento solar proveniente da região central. Porém, em 2007 e 2008 os buracos coronais não ficaram confinados aos pólos como é normal.

Esses buracos coronais persistiram a baixas latitudes até o fim de 2008. Conseqüentemente, o centro dos mesmos apontou diretamente para a Terra, enviando o vento solar rápido nesta direção. Só quando finalmente os buracos se concentraram próximos aos pólos, em 2009, a velocidade do vento solar em direção à Terra efetivamente decresceu e, como resultado, também diminuíram os efeitos geomagnéticos e a ocorrência de auroras.

Os buracos coronais parecem também serem responsáveis pelo mínimo da componente sul do campo magnético interplanetário. Os campos magnéticos do vento solar oscilam na sua viagem do Sol à Terra. Estas flutuações são conhecidas como “ondas de Alfvén”. O vento saindo dos centros dos buracos coronais tem grandes flutuações, significando que a componente magnética na direção sul, assim como também nas outras direções, é consideravelmente grande. Entretanto, nos feixes do vento solar que provém das bordas dos buracos coronais, as flutuações, e também a componente sul, são menores. Mais uma vez, os buracos coronais de baixas latitudes teriam uma maior probabilidade de conectar-se com o campo magnético da Terra e causar efeitos geomagnéticos quando comparados aos buracos de medias e altas latitudes.

Trabalhando juntos estes três fatores, campos interplanetários fracos, combinados com menor velocidade do vento solar e menores flutuações magnéticas, causados pela localização dos buracos coronais, criam as condições perfeitas para um mínimo na atividade geomagnética.

Entre 1645 e 1715, houve um prolongado decréscimo na observação de manchas solares e ocorrência de auroras. Este período é conhecido como “Mínimo de Maunder”. Para os pesquisadores, naquela época aconteceu uma confluência de efeitos similares aos de 2009.



Fenômeno espacial 'estranho' é revelado por astrônomos do Brasil

iG - 22/06/2011

Estudo que tem participação de brasileiros revelou que aglomerado de galáxias Pandora é resultado da colisão de quatro aglomerados.

Pandora: as galáxias, parte mais brilhante, correspondem a menos que 5% da massa do aglomerado. O restante é gás (20%) e matéria escura (75%)

A análise de dados de telescópio do aglomerado de galáxias Abell 2744 revelou um fenômeno “estranhíssimo”, conforme relatou o Renato Dupke, pesquisador do Observatório Nacional. Ele participou do estudo internacional que reconstruiu a história de uma colisão cósmica que ocorreu durante um período de 350 milhões de anos.
O aglomerado fora do comum sofreu a colisão de quatro grandes aglomerados de galáxias, resultando em efeitos que nunca haviam sido observados antes. Colisões de aglomerados de galáxias já haviam sido observadas antes, mas apenas entre dois aglomerados. Os astrônomos acreditam que o estudo dos fenômenos incomuns resulta pode ajudar a revelar novidades sobre o espaço.
Um aglomerado é formado por galáxias, gás e matéria escura. “Em alguns pedaços do aglomerado Pandora tem só matéria escura, em outros não tem”, disse Dupke. A distribuição estranha do aglomerado pode revelar, no futuro, novas informações sobre como a matéria escura se comporta e como os vários ingredientes do Universo interagem entre si. Tanto que a Abell 2744 recebeu nome de Pandora, a deusa grega que revela os males da humanidade.

Para compreender o que estava a acontecer durante a colisão a equipe precisou mapear as posições dos três tipos de matéria no aglomerado. As galáxias, embora brilhantes, correspondem na realidade a menos que 5% da massa do aglomerado. O resto é gás (cerca de 20%) e matéria escura (cerca de 75%), que é completamente invisível.

O aglomerado de Pandora pode ser estudado com mais detalhe do que nunca graças a combinação de dados de telescópios como o Very Large Telescope do Observatório Europeu do SUL (ESO), o telescópio japonês Subaru, o Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, da NASA.
Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no cosmos, contendo bilhões de estrelas. O modo como se formam e se desenvolvem através de colisões repetidas tem profundas implicações no conhecimento do Universo.

Lâmpada fabricada à mão está acesa há 110 anos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/06/2011


Lâmpada centenária

Uma lâmpada em uma central de bombeiros na Califórnia está acesa há 110 anos e ninguém sabe como ou por que ela ainda não parou de funcionar.
A lâmpada foi acesa em 1901 na cidade de Livermore, norte da Califórnia e foi apagada apenas por alguns cortes de energia e a mudança de prédio dos bombeiros em 1976.
A lâmpada famosa e misteriosa tem até um comitê formado em seu centenário. O presidente é o chefe de divisão dos bombeiros aposentado, Lynn Owens.
"Ninguém sabe como é possível uma lâmpada funcionar por tanto tempo", disse Owens.
Ele acrescenta que a corrente baixa que alimenta a lâmpada de 60 watts pode ter prolongado sua vida, mas ninguém descobriu porque ela continua brilhando. E Owens afirma que cientistas de todos os Estados Unidos já foram ver a lâmpada.
A lâmpada entrou para o livro Guinness World Record e já virou atração turística de Livermore.
Fabricada a mão
"A lâmpada foi criada por um inventor chamado Adolphe Chaillet, que foi convidado pelo governo do Estado de Ohio para fundar uma fábrica de lâmpadas no século dezenove. Ele aceitou o convite e criou uma lâmpada especial", um presente para os bombeiros, afirmou Steve Bunn, que faz parte do comitê do centenário.
Bunn disse que, no começo pensou que a lâmpada centenária era um objeto comum, mas depois descobriu que ela custou muito mais do que as outras e sua fabricação, à mão, deu muito mais trabalho.
E a lâmpada famosa já demonstra isto na aparência de seus filamentos.
"A primeira coisa que fiz quando olhei para cima foi notar que o filamento escrevia a palavra 'no' (não, em inglês). Mas, então, olhei de outro jeito e vi que de fato ela dizia 'on', (ligada em inglês)", conta Steve Bunn.
Os 110 anos da lâmpada dos bombeiros de Livermore são comemorados em junho.

Por dentro do vulcão

Folha de São Paulo - 19/06/2011

Erupções como a do Puyehue, no Chile, já mudaram até o clima da Terra, ao criar  invernos vulcânicos; saiba como elas expelem cinza e gás na atmosfera.

Quem se assustou com a nuvem de cinzas cuspida pela cadeia vulcânica chilena Puyehue-Cordón Caulle nas últimas semanas provavelmente deveria ser grato aos céus (ou melhor à Terra) por não ter vivido na Europa e nos EUA em 1815, o chamado "ano sem verão".
Nevascas e geadas em pleno verão devastaram colheitas e mataram centenas de milhares de pessoas de fome. Isso tudo graças à poeira violentamente lançada na atmosfera pelo vulcão Tambora, na atual Indonésia.
Invernos vulcânicos, causados pelo bloqueio da radiação solar pelos dejetos dos vulcões em suspensão na atmosfera, mudaram a história mais de uma vez. Há, inclusive, cientistas que levantam a ideia de que a extinção em massa dos dinossauros há cerca de 65 milhões de anos aconteceu por causa de uma sucessão devastadora de erupções vulcânicas por todo o planeta. Antes mesmo dos dinossauros, as lavas também podem ter acabado com outras espécies de animais que viviam na Terra.
Ao mesmo tempo, os elementos trazidos das profundezas do planeta pelos cones fumegantes das erupções vulcânicas também acabam agindo como uma força geológica benévola, fertilizando a terra no longo prazo.
Entenda melhor o poderio dos vulcões do planeta Terra no infográfico abaixo.


Aconteceu em 29 de junho de 1868

Nasceu em Chicago, Estados Unidos, o astrônomo George Ellery Hale. Ainda como estudante de graduação do Massachussets Institute of Technology (MIT), Estados Unidos, Hale inventou o espectroheliógrafo, com o qual ele descobriu os vórtices solares e os campos magnéticos das manchas solares. Hale ajudou a fundar vários observatórios nos Estados Unidos, entre eles o Yerkes Observatory e o Mount Wilson Observatory. Sua participação também foi decisiva na construção do Palomar Observatory (Estados Unidos) e no desenvolvimento do hoje famoso California Institute of Technology (Caltech) em Pasadena, Califórnia, Estados Unidos.




Aconteceu em 28 de junho de 1910

Nasceu em Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos, o físico John D. Kraus. Ele foi o criador de vários tipos de antenas. Foi ele quem projetou o radiotelescópio Big Ear, construído, em sua maior parte, pelos estudantes da Ohio State University, Estados Unidos. Seus livros “Antennas” e “Radio Astronomy” ainda são clássicos destas áreas de estudo.




Agroglifos: mensagens ou fraude?

Folha de São Paulo - 19 de junho de 2011

MARCELO GLEISER

Que mensagem é essa dos círculos cortados em plantações, que precisa ser escrita sempre à noite e sem nenhuma testemunha?

Após meu texto da semana passada ter abordado o vídeo com a autopsia de um alienígena, achei pertinente continuar o tema, investigando agora outro sinal de que "eles" nos visitam: os misteriosos agroglifos. Desde o final dos anos 70, eles se espalham pelo mundo.

Antes, um esclarecimento: agroglifos são padrões simétricos do tamanho de campos de futebol que são cortados em plantações de trigo (em inglês, são "crop circles", algo como "círculos em plantações".)
Talvez o leitor se lembre do filme "Sinais", de 2002, dirigido por M. Night Shyamalan e estrelando Mel Gibson como um reverendo cujos campos recebem essas mensagens.

Nesse filme, os padrões são um código para direcionar naves de ETs em sua invasão. O longa faturou cerca de US$ 410 milhões. Se você buscar por "agroglifos" na internet, encontrará dezenas de belíssimas imagens, retratos dos vários tipos de padrões cortados em plantações trigo, principalmente no Reino Unido (pobres fazendeiros!)

Alguns parecem mandalas, outros têm aparência mais abstrata. Recentemente, surgiu um perto de um radiotelescópio, com o rosto de um ET e um disco perto -um CD gigante com uma mensagem para nós (veja o link:http://www.youtube.com/watch?v=-4CYcp5wObs).

Vários documentários se dedicam ao assunto. Um bem sensacionalista, dirigido por William Gazecki ("Agroglifos: Busca Pela Verdade"), entrevistou "autoridades" que confessaram não entender o mistério, atribuindo-o à ETs ou fenômenos paranormais. Outro, mais sóbrio, apresentado pela NatGeo na série "É Real?", mostrou como é relativamente fácil fazer os agroglifos.

A revista "Scientific American" publicou, em 2002, as confissões de um criador de agroglifos, o autor Matt Ridley. Em suas palavras: "Trate autoridades com ceticismo e verifique se não têm algum interesse na história ""muitos cerealogistas ganharam dinheiro escrevendo livros e guiando turistas boquiabertos por fazendas com agroglifos. Quanto à identidade dos criadores, incluindo os recentes com formas fractais, acredito mais provável que sejam estudantes do que ETs."

Formas geométricas fractais estavam em voga nos anos 90, quando esses padrões começaram a aparecer nos campos.

Teria sido genial se esses agroglifos tivessem aparecido bem antes de Benoit Mandelbrot ter inventado os fractais. Mas esse tipo de prova de inteligência ET nunca ocorre.

Aliás, agroglifos só começaram a aparecer em 1978, quando dois ingleses, Doug Bower e Dave Chorley, confessaram ter criado esses padrões para assustar as pessoas.

Mesmo assim, há quem continue acreditando na origem misteriosa dos agroglifos. Se seu objetivo é trazer uma mensagem, por que não o fazem em frente a testemunhas? A coisa ocorre sempre à noite, em segredo. E que mensagem é essa que precisa de grandes áreas em plantações, escrita continuamente por mais de 30 anos? Ou ela é muito complexa ou nós somos primitivos demais para entendê-la.

Talvez alguém esteja se divertindo às custas da necessidade de se acreditar no que não existe. Pergunto: o que existe, com sua beleza e grandiosidade, não é suficiente?

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"




Aquecimento global ou mini-era-do-gelo?

G1 - 19/06/11
por Cássio Barbosa

Eis a questão!

Quase todo os dias vemos na imprensa matérias e reportagens mostrando que a Terra está em processo de aquecimento. Tudo, ou quase tudo, por causa da ação do ser humano. Seja por queima de combustíveis fósseis, seja por queimadas de florestas, seja pela criação de gado. Sim, a flatulência dos rebanhos tem sido apontada como uma fonte crítica de gás metano, que é um excelente gás para reter calor. Duvido muito dessa nossa culpa toda (#prontofalei), mas esse não é o assunto hoje.

Quem acha que a Terra caminha para temperaturas elevadas em breve pode ter de repensar suas ideias.

Saíram nessa semana os resultados de três trabalhos independentes que apontam que o Sol está se comportando de maneira anômala. Assim: o Sol tem seu ciclo de manchas solares com periodicidade de 11 anos. Nesse tempo ele experimenta um pico de atividade solar, evidenciado pelo alto número de manchas e tempestades solares frequentes, mas também períodos de baixa atividade. Saímos (oficialmente) de um mínimo solar em abril-maio de 2009 (as datas variam um pouco) e a partir de então o Sol entrou no chamado Ciclo 24 e temos observado um aumento na atividade solar. Prova disso foi a ejeção de massa coronal ocorrida na semana passada que acabou não atingindo a Terra. Previsões apontam que o máximo deste ciclo deve ser muito mais baixo que o do Ciclo 23.
Mas, encerrado o Ciclo 24, o Sol deve entrar no Ciclo 25 e partir daí começam as grandes surpresas…
Os resultados dos três trabalhos mencionados acima mostram que a atividade solar está, de maneira global, diminuindo. Em cada máximo solar, registra-se um número cada vez menor de manchas, por exemplo. Com efeito, o máximo do Ciclo 25 seria o menor já registrado, isso se ele acontecer!

A análise independente do número de manchas solares, da coroa solar e das oscilações no diâmetro do Sol (sim, o Sol vibra como um sino!) aponta para uma drástica redução da atividade solar. No caso das oscilações, que servem para analisar o fluxo de plasma no interior do Sol, os resultados apontam para nenhuma atividade durante o máximo. Um máximo de zero mancha!

E na prática, o que isso vai acarretar para nós? Bom, ao que parece, o Sol já passou por um evento desses. Isso foi entre 1645 e 1715, aproximadamente, e ficou conhecido como “mínimo de Maunder”. Registros da época mostram que neste período as manchas solares eram extremamente raras, mostrando pouca ou nenhuma atividade solar por anos a fio. Coincidência (ou não!), a Europa enfrentou o que se chama hoje de “pequena era do gelo”. O mínimo de Maunder ocorreu justamente no meio desta mini era do gelo, coincidindo com o período mais frio dela. Não existem provas contundentes de que o mínimo de Maunder e as baixas temperaturas estejam correlacionados, mas não parece uma simples coincidência. O hemisfério sul não parece ter sido afetado tão drasticamente, como mostram os poucos registros da época. Isso porque a massa de água dos oceanos (que é um ótimo regulador da temperatura) é bem maior no Sul do que no Norte.

Bom, estamos falando de previsões, mas quando três delas, todas independentes, convergem para os mesmos resultados, é bom levá-las em consideração. Meus amigos aqui, especialistas em estudos do Sol estão todos empolgados com a possibilidade de termos outro mínimo de Maunder durante nossas vidas. Será?

27 de jun de 2011

Aconteceu em 27 de junho de 1857

O astrônomo alemão Hermann Mayer Salomon Goldschmidt descobriu o asteroide (45) Eugenia, pertencente ao Cinturão Principal de Asteroides, que fica entre os planetas Marte e Júpiter. Em novembro de 1998 foi descoberto um satélite orbitando este asteroide. Este foi o primeiro satélite de asteroide detectado e foi chamado (45) Eugenia I Petit-Prince. Hoje sabemos que 45 Eugenia é um sistema composto por três asteroides após a descoberta de mais um satélite em março de 2007.




Asteroide passa perto da Terra

Rádio Globo - 27/06/2011

"Em 2026, existe uma chance de um asteroide grande passar bem perto do planeta. Mas, até lá muita coisa pode acontecer", explica o pesquisador do Observatório Nacional,  Dr. Carlos Henrique Veiga.






Sol e planetas não foram construídos com os mesmos materiais

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/06/2011

Nebulosa solar

Depois de analisar cuidadosamente amostras trazidas pela sonda espacial Gênesis, cientistas da NASA descobriram que o nosso Sol e seus planetas interiores podem ter-se formado de maneira diferente do que se pensava.


Sol e planetas não foram construídos com os mesmos materiais
Lançada em 2000, a sonda Gênesis ficou coletando partículas solares entre 2001 e 2004, quando sua cápsula de retorno foi fechada e enviada de volta à Terra. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]


Os dados revelaram diferenças entre o Sol e os planetas no oxigênio e no nitrogênio, que são dois dos elementos mais abundantes no nosso Sistema Solar.

Embora a diferença seja pequena, as implicações podem ajudar a determinar como o nosso Sistema Solar evoluiu.
A teoria mais aceita atualmente para a formação dos sistemas planetários propõe que o material que sobra da nebulosa original - depois que a estrela se formou - agrega-se para formar os planetas.

Se fosse assim, não deveria haver disparidade entre os elementos que formam cada um dos corpos celestes do sistema.

Isótopos de oxigênio

"Nós descobrimos que a Terra, a Lua, assim como Marte e outros meteoritos que são amostras de asteroides, têm uma menor concentração de O-16 do que o Sol", disse Kevin McKeegan, membro da equipe científica da sonda. "A implicação é que eles não se formaram a partir dos mesmos materiais da nebulosa que criou o Sol - como e por que é algo ainda por ser descoberto."

O ar na Terra contém três tipos diferentes de átomos de oxigênio, que são diferenciados pelo número de nêutrons que eles contêm. Quase 100 por cento dos átomos de oxigênio no Sistema Solar são compostos de O-16, mas há também pequenas quantidades de isótopos de oxigênio mais exóticos, chamados O-17 e O-18.

Pesquisadores que estudaram o oxigênio nas amostras trazidas pela Genesis descobriram que a porcentagem de O-16 no Sol é ligeiramente mais alta do que na Terra ou nos outros planetas terrestres. As porcentagens dos outros isótopos são ligeiramente mais baixas.


Sol e planetas não foram construídos com os mesmos materiais
Coletor de partículas solares da sonda Gênesis, sendo desmontado em uma sala limpa. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/JSC]


Isótopos de nitrogênio

Eles avaliaram também as diferenças entre o Sol e os planetas quanto ao elemento nitrogênio.

Como o oxigênio, nitrogênio tem um isótopo, N-14, que representa quase 100 por cento dos átomos no Sistema Solar, mas há também uma pequena quantidade de N-15.

Em comparação com a atmosfera da Terra, o nitrogênio no Sol e em Júpiter tem um pouco mais de N-14, mas 40 por cento menos N-15. Tanto o Sol quanto Júpiter parecem ter a mesma composição de nitrogênio.

Como no caso do oxigênio, a Terra e o restante do Sistema Solar interior são muito diferentes em nitrogênio.

"Estes resultados mostram que todos os objetos do Sistema Solar, incluindo os planetas terrestres, meteoritos e cometas, são anômalos em comparação com a composição inicial da nebulosa da qual o Sistema Solar se formou," coautor da pesquisa.

Coleta de vento solar

Os dados foram obtidos a partir da análise de amostras coletadas do vento solar pela Gênesis - o material ejetado da porção externa do Sol.

Esse material é uma espécie de fóssil da nossa nebulosa original, porque a maior parte das evidências científicas sugere que a camada externa do nosso Sol não mudou de forma significativa nos últimos bilhões de anos.

Lançada em 2000, a sonda ficou coletando partículas solares entre 2001 e 2004, quando sua cápsula de retorno foi fechada e enviada de volta à Terra.

Por uma falha nos pára-quedas, em vez de ser capturada por um helicóptero, a cápsula chocou-se violentamante no solo.

Apesar do incidente, os cientistas conseguiram recuperar as amostras. Com isso, a demonstração de que elas não foram contaminadas é uma parte importante para a validação dos resultados agora anunciados.

Bibliografia:

A 15N-Poor Isotopic Composition for the Solar System As Shown by Genesis Solar Wind Samples
B. Marty, M. Chaussidon, R. C. Wiens, A. J. G. Jurewicz, D. S. Burnett
Science
24 June 2011
Vol.: 332 no. 6037 pp. 1533-1536
DOI: 10.1126/science.1204656
The Oxygen Isotopic Composition of the Sun Inferred from Captured Solar Wind
K. D. McKeegan, A. P. A. Kallio, V. S. Heber, G. Jarzebinski, P. H. Mao, C. D. Coath, T. Kunihiro, R. C. Wiens, J. E. Nordholt, R. W. Moses, Jr., D. B. Reisenfeld, A. J. G. Jurewicz, D. S. Burnett
Science
24 June 2011
Vol.: 332 no. 6037 pp. 1528-1532
DOI: 10.1126/science.1204636



17 de jun de 2011

Escolha a próxima revista...

Estamos realizando uma enquete para escolher a próxima revista que iremos publicar em nosso Blog.


Os títulos são:

Atmosfera
As Cores do Céu
Asteroides e
Calendário

Participe da enquete e vote no tema que mais lhe interessa.
Vote até o dia 30/06/2011



O curso inteiramente gratuito no Observatório Nacional

O Observatório Nacional realizará uma Escola de Inverno em Astronomia, voltada prioritariamente para alunos de graduação nas áreas de Ciências Exatas (a partir do 3º ano), bem como aos portadores de diploma de nível superior nessas áreas. Outros níveis de escolaridade poderão ser aceitos se houver vagas.

Data: de 25 a 28 de julho de 2011

Local: Auditório do Observatório Nacional
_____________________________________
Observatório Nacional - MCT
R. Gal. José Cristino, 77
20921-400, Bairro Imperial de São Cristóvão
Rio de Janeiro, RJ - Brasil

Cursos:

* Astrofísica Observacional - Dra. Simone Daflon

* Aglomerados de Galáxias - Dr. Renato Dupke

* Universo Escuro - Dr. Jailson Alcaniz

* Ciências Planetárias - Dra. Daniela Lazzaro

* Sistema Planetários Extrassolares - Dra. Carolina Chavero

* Métodos Modernos de Análise de Dados Astronômicos - Dr. João Luiz Kohl

* Evolução Estelar - Dr. Marcelo Borges

* Supernovas - Dr. Claudio Bastos

* Lentes Gravitacionais - Dra. Marcela Campista

Informações e incrições!

Equipe com brasileiros descobre dez exoplanetas

Revista Pesquisa Fapesp
Edição Online - 14/06/2011
Isis Nóbile Diniz

Grupo euro-brasileiro encontra planeta orbitando estrela jovem e “Jupíteres quentes”


Ilustração do planeta CoRoT-7b descoberto com ajuda dos pesquisadores brasileiros


Existe vida fora da Terra?

Uma pista para a reposta ganha ânimo quando se encontram planetas semelhantes ao nosso. Porém, interessantes descobertas também são realizadas durante a busca, como é o caso dos dez exoplanetas anunciados nesta terça-feira (14 de junho). As novidades são um corpo orbitando uma estrela muito jovem e os “Jupíteres quentes”, gigantes gasosos muito próximos de suas estrelas, extraordinariamente densos ou com órbitas excepcionalmente excêntricas por serem alongadas. Os pesquisadores, entre eles o grupo liderado por Sylvio Ferraz Mello, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), utilizaram o satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT para varrer o céu atrás desses corpos celestes.

Os dez novos exoplanetas – aqueles localizados fora do Sistema Solar - receberam os nomes de CoRoT-16b até 24b e 24c. Os brasileiros da equipe do físico e astrônomo Sylvio Ferraz Mello, que participam da missão desde 2009, analisam as observações desses corpos para se certificar de que realmente são planetas e desvendar as suas características. Nessa descoberta, os exoplanetas CoRoT-16b, CoRoT-20b e CoRoT-22b foram checados por eles. “Todos estão relativamente próximos do Sistema Solar, a dezenas de anos-luz”, conta Ferraz Mello.

Neste momento, os brasileiros se dedicam decifrar o CoRoT-22b. Já se sabe que ele tem um tamanho de 0,62 raio de Saturno e aparenta ser gasoso, mas sua massa deve ser menos que a metade do planeta famoso pelos anéis. “Sexta-feira foi pedido para nós o analisarmos. Estou entusiasmado, passei o final de semana todo estudando o planeta”, revela Ferraz Mello. “Ele é interessante por possuir uma órbita elíptica, isso significa que será possível estudar a sua maré”, completa. Há uma substância em estado líquido em grande quantidade no planeta que se relaciona com a gravidade - semelhante ao efeito que a Lua exerce nos oceanos da Terra, na nossa maré. Quando há essa espécie de mar em um planeta localizado perto da sua estrela, com o passar dos milhares de anos, a órbita dele tende a deixar de ser elíptica para se tornar circular devido à força da gravidade. Porém, neste caso, a maré não foi suficiente para tornar circular a órbita do CoRoT-22b – efeito comum em planetas mais antigos. O desafio será descobrir o porquê.

A análise do CoRoT-16b é uma das que está completa. Trata-se de um planeta gigante de curto período, com o raio de Júpiter e metade de sua massa. Ele percorre a sua órbita em 5,3 dias em torno de uma estrela madura como o Sol, com idade de 6 bilhões de anos. No entanto, essa órbita é excêntrica, algo raro para um planeta de tal de idade e tão próximo de sua estrela. Graças aos efeitos das marés, sua órbita atualmente elíptica está se tornando circular rapidamente. E, além disso, o estudo também mostrou que os parâmetros usados para determinar a dissipação térmica no interior do planeta precisam ser recalibrados.

Por apresentar órbita alongada, com período de 9,2 dias, o CoRoT-20b também é de um tipo raro. Essa especificidade pode estar relacionada à sua densidade extremamente elevada, duas vezes maior que a de Marte mesmo sendo um gigante gasoso, o que o transforma em um corpo celeste especial. Geralmente, os planetas descobertos em órbitas muito próximas às estrelas têm como destino cair nela. Com CoRoT-20b isso não acontecerá: suas características o tornam estável.

O CoRoT-17b é um gigante - tem 2,4 vezes a massas de Júpiter - orbitando uma estrela degrande massa e com idade de 10 bilhões de anos, o dobro da do Sol. Observar um sistema planetário tão antigo é importante para compreender a evolução desses corpos celestes. A diversidade é grande: CoRoT-18b é mais denso que Júpiter e CoRoT-19b possui a mesma massa, mas 1,5 vez seu tamanho. CoRoT-21b (2,5 vezes a massa de Júpiter), por orbitar uma estrela com brilho fraco – o que dificultou sua visualização -, teve que ser analisado do solo por meio dos maiores telescópios que existem, ESO, no Chile, e o Keck, no Havaí, nos Estados Unidos. CoRoT-23b também possui uma inesperada órbita excêntrica. Por fim, CoRoT-24B e 24C é um sistema com dois planetas do tamanho de Netuno em trânsito.

Colaboração brasileira

O satélite euro-brasileiro CoRoT, liderado pela Agência Espacial Francesa (CNES), foi a primeira missão espacial projetada para descobrir planetas extra-solares. O Brasil participa dela com os mesmos direitos que os parceiros europeus. Essa participação tem se revelado frutífera: cientistas brasileiros tiveram um papel importante em algumas das descobertas como a do CoRoT-7b, a primeira “super-Terra” jamais descoberta – apenas um pouco mais quente e com massa oito vezes a da Terra.

CoRoT está no seu quinto ano de operações e graças a ele os cientistas haviam descoberto, até este novo anúncio, 15 exoplanetas de todos os tamanhos e centenas de outros candidatos. Muitos estão sendo estudados para se determinar sua verdadeira natureza – se são realmente planetas. O que é feito sem descanso.

Do espaço, o satélite monitora milhares de estrelas ao mesmo tempo. Eventualmente, detecta minúsculas diminuições periódicas de brilho nas estrelas, o que pode ser causado por qualquer corpo celeste ou pelo eclipse do planeta ao passar na frente dela. Quando ocorre essa piscada na luz da estrela, o satélite a observa por mais dias. Se a piscada ocorrer sistematicamente, os pesquisadores, aqui da Terra, passam a analisar esse alarme.

Os trânsitos dos planetas passando em frente das suas estrelas permitem aos astrônomos medir o raio deles. Cálculos e observações terrestres determinam sua massa e provam, de uma vez por todas, sua condição de verdadeiros planetas. “Digamos que o objetivo final é encontrar uma ‘Terra’ igual à nossa. Mas estudar esses corpos é uma tarefa difícil, eles são muito pequenos e ainda estão além dos limites do que podemos observar”, explica Ferraz Mello.






Ascensão de uma superpotência na ciência?

Scientific American Brasil - 15 de junho de 2011

China avança nas pesquisas cientificas e pode se tornar o laboratório cientifico do mundo
por David Biello.

Desde a virada do século 21, o número de trabalhos científicos publicados predominantemente por pesquisadores chineses na Natureaumentou de seis para 150, segundo um novo índice recentemente publicado. A Universidade de Tsinghua e a Universidade de Pequim tornaram-se instituições de classe mundial e o volume total de publicações científicas da China aumentou de cerca de 20.000 em 2000 para 130.000 em 2010.

A ascensão da China como uma superpotência científica parece assegurada, pois o presidente Hu Jintao definiu explicitamente uma meta para a nação de se tornar líder mundial em pesquisas cientificas em 2020. Mas os desafios permanecem: no ano passado a revista britânica The Lancet identificou cerca de 70 documentos falsos provenientes de pesquisadores da Universidade de Jinggangshan. De fato, em fevereiro o Ministério chinês de Ciência e Tecnologia revogou um prêmio nacional científico para LianSheng Li, vice-diretor doNational Engineering Research Center, quando descobriram plagiados de outros pesquisadores.

A pressão para conter fraudes é intensa. Alguns céticos ainda acreditam que o número crescente de publicações de natureza nos últimos anos tem desempenhado um importante e negligenciado papel no aumento do número de artigos publicados na China, simplesmente fornecendo mais pontos de vendas e mais demanda para tais pesquisas.

No entanto, o aumento absoluto da ciência proveniente da China é inquestionável. Da mesma forma, não há dúvida de que a China já está servindo como um laboratório vivo para muitas das novas tecnologias a partir do acúmulo de projetos avançados de reator nuclear para aperfeiçoar as técnicas de fabricação de energia fotovoltaica. A China já é a oficina do mundo, e se eles parem com as fraudes, em breve poderão ser o laboratório científico do mundo.

Buracos negros gigantes já existiam no início do universo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/06/2011

Retratados na maioria das vezes como portais para outras dimensões, ou como aspiradores de pó cósmicos, os equívocos em torno de buracos negros são muitos e variados. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]


O que são buracos negros?

Retratados em filmes e nos programas de TV na maioria das vezes como portais para uma outra dimensão, ou como aspiradores de pó cósmicos sugando tudo ao seu alcance, os equívocos em torno de buracos negros são muitos e variados.

Na realidade, os buracos negros se formam quando, no final do seu ciclo de vida, as estrelas de grande massa colapsam e explodem em uma supernova.

Estes buracos negros relativamente insignificantes podem representar uma "semente" para o desenvolvimento dos buracos negros gigantes - os chamados supermassivos - encontrados no centro das galáxias. Eles crescem absorvendo gás, estrelas e outros buracos negros.

Buracos negros no início do universo

Usando a mais distante imagem de raios X já captada, astrônomos encontraram agora o primeiro indício direto de que buracos negros maciços eram comuns no início do universo.

A descoberta, feita a partir do Telescópio Chandra, mostra que os buracos negros muito jovens crescem de forma mais agressiva do que se pensava, acompanhando o crescimento de suas galáxias.

Esse crescimento acelerado significa que os buracos negros vistos pelo Chandra são versões menos extremas dos quasares - objetos raros, muito luminosos, alimentados material caindo sobre buracos negros supermassivos.

No entanto, as fontes de raios X agora detectadas são cerca de 100 vezes mais fracas, e os buracos negros têm uma massa 1.000 vezes menor do que os quasares.

Censo de buracos negros

As observações constataram que entre 30 e 100 por cento das galáxias distantes contêm buracos negros supermassivos em crescimento.

Extrapolando estes resultados, a partir da pequena área observada para o céu inteiro, haveria pelo menos 30 milhões de buracos negros supermassivos no início do universo.

Isto é 10.000 mais do que o número de quasares até agora estimado para o universo primordial.

Como a atmosfera da Terra absorve a grande maioria dos raios X, eles não são detectáveis a partir de telescópios terrestres, sendo necessário um telescópio espacial para fazer essas observações.

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Mistério da física está mais próximo de ser solucionado

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/06/2011

O experimento Superkamiokande é formado por milhares de detectores em uma instalação subterrânea, totalmente preenchida com água - é por isso que os cientistas estão usando um bote.[Imagem: Universidade de Tóquio]

Enigma

De onde veio toda a matéria do Universo? E para onde foi a antimatéria?

Este é um dos maiores mistérios da física moderna.

É por isso que a comunidade científica está tão entusiasmada com o anúncio de uma descoberta feita por um experimento conhecido com Superkamiokande, no Japão.

Os resultados indicam uma intrigante nova propriedade das enigmáticas partículas conhecidas como neutrinos.

Oscilações do neutrino

Existem três tipos, ou sabores, de neutrinos - neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau.

Experiências anteriores têm demonstrado que estes diferentes sabores de neutrinos podem, espontaneamente, transformar-se um no outro, um fenômeno chamado de "oscilação" de neutrinos.

Dois tipos de oscilações já foram observados, mas em seu primeiro período completo de funcionamento, o experimento T2K (Tokai-to-Kamioka) já encontrou indícios de um novo tipo de oscilação - o aparecimento de neutrinos de elétrons em um feixe de neutrinos do múon.

Um feixe de neutrinos do múon foi gerado no acelerador de prótons J-PARC, localizado em Tokai, e dirigido ao longo de 295 quilômetros até o detector subterrâneo Superkamiokande, localizado na costa leste do Japão.

Uma análise dos eventos induzidos por neutrinos no Superkamiokande indica que uma pequeno número dos neutrino do múon - seis, exatamente - transformaram-se em neutrinos do elétron durante a viagem.


Isto significa que agora já se observou experimentalmente que os neutrinos podem oscilar em todas as formas possíveis.

Partículas e anti-partículas

Esse nível de complexidade abre a possibilidade de que as oscilações de neutrinos e suas anti-partículas (chamadas de anti-neutrinos) possam ser diferentes.

E se as oscilações dos neutrinos e dos anti-neutrinos são diferentes, isso seria um exemplo do que os físicos chamam de violação de CP (carga-paridade).

Isto poderia ser a chave para explicar porque há mais matéria do que antimatéria no Universo - um excesso de uma delas não deveria acontecer dentro das leis conhecidas da física.

"Quase certamente"


O experimento funcionou de janeiro de 2010 até 11 de março deste ano, quando foi drasticamente interrompido pelo terremoto japonês.

Seis eventos de neutrinos do elétron foram observados claramente nos dados anteriores ao terremoto - na ausência de oscilações, deveria ter sido apenas 1,5.

Ainda que tal excesso só pudesse acontecer por acaso cerca de uma vez em cem, ele não é suficiente para confirmar uma descoberta real em física - a observação é chamado de "indicação".

"As pessoas às vezes pensam que as descobertas científicas são como interruptores de luz, que passam de desligado para ligado, mas, na realidade, elas vão do 'talvez' ao 'provavelmente', e daí para 'quase certamente' conforme você obtém mais dados. Agora nós estamos em algum lugar entre o 'provavelmente' e o 'quase certamente'," explicou o professor Dave Wark, do Imperial College London e membro do T2K.


China começa a construir maior radiotelescópio do mundo

Com informações da New Scientist - 15/06/2011

O maior e mais famoso do mundo radiotelescópio - o Observatório de Arecibo, em Porto Rico - estrela de vários filmes e grande aliado dos caçadores de extraterrestres, está prestes a ser destronado. Em uma parte remota da província de Guizhou, no sul da China, começou a construção de mais uma obra gigantesca de engenharia, bem ao gosto dos chineses.



O FAST terá um único disco, medindo 500 metros de diâmetro, ocupando o interior de um relevo que lembra uma cratera. [Imagem: Physicsworld.com]


Radiotelescópio de 500 metros

Prometendo transformar a radioastronomia, começou a ser construído o FAST - Five-hundred-metre Aperture Spherical radio Telescope) - radiotelescópio de abertura esférica de quinhentos metros. Será um único disco medindo, conforme expresso em seu nome, 500 metros de diâmetro, ocupando o interior de um relevo que lembra uma cratera.
Um conjunto de grandes motores será capaz de alterar a forma de sua superfície reflexiva, permitindo que o FAST faça varreduras de grandes áreas do céu.

Isso tornará o FAST três vezes mais sensível do que o radiotelescópio de Arecibo.

Com isso, os astrônomos esperam descobrir milhares de novas galáxias e outros corpos celestes do chamado céu profundo, a até 7 bilhões de anos-luz de distância.

Cratera cárstica

A província de Guizhou é repleta de depressões cársticas inacreditáveis, buracos formados pela água que corroeu as rochas calcárias durante eras.

Usando uma combinação de imagens de satélite e levantamentos aéreos, os astrônomos liderados por Rendong Nan, do Observatório Astronômico Nacional, em Pequim, selecionaram uma depressão com 800 metros de largura.

O incrível buraco é rodeado por montanhas, suficientemente longe dos centros populacionais para ser livre de interferência de frequências de rádio.

Os trabalhadores vão escavar um milhão de metros cúbicos de solo para dar à depressão a forma hemisférica necessária para apoiar a antena.

A construção do FAST está programada para terminar em setembro de 2016.

Maior antena do mundo

A gigantesca antena, que será a maior da Terra, será formada por 4.400 painéis de alumínio triangulares.

Os painéis serão interligados em nós, que poderão ser movidos para cima e para baixo através por um cabo ou por um sistema de motores, alterando a forma da superfície do prato.

Apesar de ter sido inspirado por Arecibo, o FAST tem diferenças importantes.

O prato de Arecibo tem uma curvatura esférica fixa. Isso significa que as ondas de rádio recebidas são focalizadas em uma linha acima da antena. Espelhos secundários e terciários ficam suspensos acima, para focalizar a linha em um ponto, que pode então ser processado pelos instrumentos.

Em um dado momento, apenas 221 dos 305 metros da antena estão sendo usados para efetivamente estudar o céu.

Foco ajustável

Para o prato de 500 metros de largura do FAST, espelhos pendentes desse tipo pesariam 10.000 toneladas.

Assim, os engenheiros do FAST decidiram usar o próprio prato para focalizar o sinal.

Para fazer isso, um subconjunto dos painéis na superfície do FAST serão movidos para formar um espelho parabólico de 300 metros de diâmetro - do tamanho do prato inteiro de Arecibo.Esse pequeno prato poderá ser formado em qualquer lugar da superfície de 500 metros, permitindo que o FAST rastreie objetos e estude diferentes partes do céu em um campo de visão muito maior.

 Pendurado acima da antena, um receptor vai recolher o sinal focalizado, permitindo o estudo simultâneo de 19 regiões do céu, em diferentes faixas do espectro radioelétrico - Arecibo só consegue estudar sete regiões a cada momento.

Relatividade e extraterrestres

Os astrônomos e astrofísicos acreditam que o FAST descobrirá milhares de objetos que nos ajudarão a entender melhor o universo. As observações de pulsares e restos de estrelas prestes a se tornar supernovas ajudarão a fazer uma espécie de sintonia fina da teoria da relatividade geral de Einstein.

Dezenas de milhares de novas galáxias - invisíveis aos telescópios ópticos - surgirão quando o FAST captar tenuíssimas emissões de rádio do gás hidrogênio neutro que elas contêm.

Isso dará pistas sobre a natureza da matéria escura e a evolução das galáxias.

Para os alvos mais perto da Terra, o FAST irá juntar-se ao projeto SETI, em sua busca por inteligência extraterrestre.

Ele será capaz de escutar 5.000 estrelas como o Sol em busca de transmissões alienígenas.

"O FAST poderá detectar um transmissor, semelhante ao radar da antena de Arecibo, a uma distância de mais de 1.000 anos-luz", diz Seth Shostak, do Instituto SETI.




Físico brasileiro cria softwares para 'caçar' cometas.

Folha de São Paulo - 13 de junho de 2011
Paulo Holvorcem usa a tecnologia para coletar e analisar o céu sem precisar sair de sua casa, na Bahia.

Última descoberta foi um novo cometa, há menos de um mês; foi o terceiro objeto do tipo que ele encontrou.

 
GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Enquanto a maioria das pessoas se contenta em admirar o céu, o físico Paulo Holvorcem quer deixar seu nome gravado nele. O gaúcho já tem no currículo uma verdadeira coleção de descobertas relevantes. A última delas, um novo cometa, aconteceu sem que ele precisasse sair de casa, em Porto Seguro, na Bahia.

Insatisfeito com a qualidade dos programas de computador para observação astronômica no mercado, Holvorcem desenvolveu um arsenal de softwares específicos.

Um deles permite que ele programe com exatidão as coordenadas de observação em um telescópio nos Estados Unidos e receba somente seus "pontos de interesse" no dia seguinte, por e-mail.

"Sem passar frio e sem precisar controlar manualmente o telescópio, como se fazia antigamente", explica ele.

Grandes centros e observatórios costumam restringir o acesso aos seus softwares porque não querem concorrência pelas descobertas. "Quem não faz parte deles tem dificuldades", diz Holvorcem, que tem doutorado em matemática.

Com o Universo sendo varrido por equipamentos potentes que recebem o apoio da Nasa e da Esa (Agência Espacial Europeia), Holvorcem ""que faz explorações amadoras"" criou uma tática para conseguir se destacar.

LADO B

Ele explora uma espécie de "lado B" da Via Láctea. Pontos com alta concentração de estrelas, que tornam a observação mais trabalhosa e normalmente menos interessante para quem precisa produzir um grande volume de descobertas para justificar seus financiamentos. Para contornar os problemas de observação, Holvorcem criou um programa que funciona como um interruptor de estrelas. O software reconhece pontos fixos, como estrelas e galáxias, e os apaga das imagens, deixando só os pontos de interesse.

O último dos três cometas que ele descobriu foi assim. Localizado no fim de maio, o objeto, cujo brilho era muito fraco, acabava ofuscado pela grande quantidade de estrelas em seu entorno.

"Era um cometa de magnitude 19. Ou seja, cerca de 150 mil vezes mais fraco do que as estrelas mais fracas visíveis a olho nu em uma noite de céu escuro, sem poluição luminosa, com a atmosfera com boa transparência", explica Holvorcem.

FRAQUINHO

Por ter um brilho tão sutil, o cometa levou um pouco mais de tempo do que o habitual até ser confirmado pala IAU (União Astronômica Internacional), entidade que bate o martelo nas decisões astronômicas.

Isso acontece porque, para confirmar as descobertas de cometas, os astrônomos precisam ter seus dados publicados e averiguados por outros membros da comunidade. Como nem todo mundo tem um telescópio grande ou um "interruptor de estrelas", demorou mais.

A confirmação oficial chegou em circular da IAU no dia 31 de maio e o cometa foi batizado de C/2011 K1 (Schwartz-Holvorcem).

A Terra vista do espaço!

Assista ao vídeo produzido pela Nasa que mostra a visão que os astronautas têm da Terra a partir da Estação Espacial Internacional



Um tour intimista ... das paisagens mais impressionantes da Terra ... captados pelos astronautas com suas câmeras digitais. Dr. Justin Wilkinson da equipe da NASA descreve os lugares especiais que astronautas focaram.
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14 de jun de 2011

Eclipse total da Lua em 15 de junho de 2011

Observatório Nacional


Quando ocorre eclipse total da Lua ?

A Lua completa uma volta em torno da Terra em aproximadamente 27 dias. Duas vezes a cada 27 dias, então, temos o alinhamento Terra, Lua e Sol :

• quando é Lua Nova, a Lua fica entre a Terra e o Sol

( a face iluminada da Lua está oposta à Terra )

• quando é Lua Cheia, a Terra fica entre a Lua e Sol

( a face iluminada da Lua fica voltada para a Terra )

Como o plano de órbita da Lua é inclinado em relação ao da Terra, não ocorre um eclipse total da Lua em todas as Luas Cheias. O eclipse total da Lua ocorre quando Lua, Terra e Sol estão alinhados de forma que a Lua atravesse total ou parcialmente a sombra que a Terra projeta no espaço. Essa sombra possui duas partes: umbra e penumbra. A umbra é aparte da sombra em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é a parte da sombra em que há alguma iluminação do Sol.

Como observar o eclipse total da Lua de 15 de junho de 2011 ?


Ao contrário dos eclipses do Sol, os eclipses da Lua podem ser observados a olho nu. No Brasil, não veremos o eclipse desde o início. No Amazonas e no Acre quando a Lua nascer já estará saindo da penumbra, ou seja não será visível o eclipse total.
A parte mais central do Brasil verá a Lua nascendo mergulhada na penumbra, mas já após o eclipse total. Quase todo o nordeste, sudeste e região sul, verão a Lua nascer já totalmente mergulhada na umbra eclipse total ). A chance de visualização será a leste, bem próximo do horizonte. Já com a Lua mais alta, em torno das 19 horas já se verá somente o eclipse parcial.

Aconteceu em 14 de junho de 1726

Nasceu em Edinburgh, Escócia, o geólogo James Hutton. Ele foi um dos grandes opositores à “teoria do netunismo”, criada pelo geólogo alemão Abraham Gottlob Werner, e que dizia que todas as rochas existentes no nosso planeta tinham sido formadas a partir de precipitações de matéria ocorridas durante uma única e enorme inundação. Hutton propôs que o interior da Terra era quente e que este calor é que fazia novas rochas serem criadas. Segundo ele a terra era desgastada pelo ar e pela água e depositada como camadas no fundo dos mares. O calor gerado pela Terra consolidava este sedimento em pedra e, a partir daí, criava novas terras. Esta teoria passou a ser conhecida como “plutonismo”. James Hutton é hoje considerado o “pai” da geologia moderna.



Aconteceu em 13 de junho de 1831

Nasceu em Edinburgh, Escócia, o físico James Clerk Maxwell. Ele modificou a equação de Faraday e mostrou que havia um conjunto de quatro equações diferenciais parciais já conhecidas (além da equação da continuidade) capazes de descrever o comportamento dos campos elétrico e magnético. Essas equações são hoje chamadas “equações de Maxwell”. Ele também obteve as equações de propagação de uma onda eletromagnética no vácuo. Para disputar o Adam’s Prize de 1857 Maxwell mostrou que os anéis de Saturno podiam ser estáveis se fossem formados por pequenas e numerosas partículas sólidas, fato esse confirmado pela sonda espacial norte-americana Voyager 1 em 1980.



Mais de 4 mil livros de ciência de graça

Com informações da Agência Fapesp - 06/06/2011

Livros eletrônicos de ciência

A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou a disponibilização de seu catálogo completo pela internet.

Os livros eletrônicos, em inglês, poderão ser baixados ou lidos de graça.

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos no formato pdf.

A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Democratização do saber

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas.

As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences,National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP.

A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Mais informações e acesso aos livros podem ser obtidos no endereço http://www.nap.edu/.