29 de out de 2012

Observatório Nacional sedia evento sobre tratamento de dados astronômicos




De 26 a 30 de novembro de 2012, o Observatório Nacional sedia o CERTOES II – Cursos Especiais de Redução e Tratamento de dados de Observatórios ESpaciais. Os cursos, ministrados em português, abordarão temas sobre redução, tratamento e exploração de dados dos satélites Suzaku e XMM-Newton, em raios-X e WMAP.

O evento é gratuito e voltado a alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, pesquisadores e professores. Para participar, é preciso ter conhecimento básico de Linux. Os interessados podem se inscrever até quarta-feira, dia 31 de outubro, pela página do evento. As vagas são limitadas.

Para outras informações, acesse a página do evento




26 de out de 2012

TV Brasil - Observatório Nacional completou 185 anos em outubro

Tv Brasil

O Observatório Nacional ganhou um livro e uma exposição que conta a história desde os projetos de compra até as peças que foram substituídas ao longo de 90 anos de atividade da máquina que permite a observação do espaço cósmico.




24 de out de 2012

Curso EAD 2012 do ON - Ainda dá tempo de se inscrever.


Curso EAD 2012 do ON

Atenção interessados no novo curso EAD 2012 sobre Magnetismo da Terra!

O curso é gratuito e não é necessário qualquer conhecimento prévio sobre geofísica ou ciências exatas. Basta estar interessado em assuntos como: observações do campo magnético da Terra no passado, observações atuais por satélites, geração do campo magnético no interior da Terra, manchas solares, tempestades magnéticas, etc.

Inscrições até 12 de novembro de 2012 no site do Observatório Nacional.

Não há limites de vagas.

O curso foi dividido em quatro módulos e sua duração é de aproximadamente quatro meses.

Link do curso e das inscrições:



23 de out de 2012

Emoção e divulgação científica marcam aniversário de 185 anos do Observatório Nacional


O Observatório Nacional celebrou seus 185 anos, comemorados no dia 15 de outubro, com festividades e atividades científicas, gratuitas e abertas ao público, realizadas ao longo da semana. No primeiro dia, durante a solenidade oficial, o Coral ON-MAST encantou a plateia com a apresentação de 10 músicas. Após a cerimônia, houve o descerramento da placa alusiva à data e a abertura da exposição “A Grande Luneta Equatorial – 90 anos de história”, montada dentro da cúpula. 

Coral ON & MAST durante a solenidade oficial de aniversário.

Na terça-feira, dia 16, o Fórum “A contribuição da Geofísica para P&D em petróleo e gás”, realizado com patrocínio da Petrobras, atraiu pesquisadores, profissionais e estudantes. À noite, um show do cantor Moraes Moreira animou os participantes.

Fórum “A contribuição da Geofísica para P&D em petróleo e gás” no auditório do ON.

Show com o cantor Moraes Moreira no campus do ON.

A emoção marcou a solenidade em homenagem aos ex-diretores do Instituto, realizada na quarta-feira, dia 17, quando foi feita também a outorga do título de Pesquisador Emérito ao pesquisador Jorge Ramiro de La Reza. Em seguida, o professor José Antônio de Freitas Pacheco, ex-diretor do ON e pesquisador do Observatório da Côte d’Azur/França, proferiu a palestra “Erupções gama: os eventos mais violentos do universo”.

Solenidade de  homenagem aos ex-diretores do Instituto e outorga do título de
Pesquisador Emérito ao pesquisador Jorge Ramiro de La Reza. 

Na quinta-feira, dia 18, diante de um auditório lotado, o coordenador do Curso Técnico em Metrologia do Inmetro, Gelson Rocha, apresentou a palestra “Metrologia Científica e Industrial: ciência e tecnologia apoiando à inovação e competitividade da Indústria Nacional”.

A Divisão de Atividades Educacionais do ON recebeu várias escolas e distribuiu material
educativo para os alunos e professores.

Nos dias 18 e 19, foi promovido o “Bate-Papo com o Astrônomo”, com a participação de diversas escolas. Aproximadamente 200 alunos vieram ao ON para conversar com o pesquisador Carlos Veiga, que tirou dúvidas e revelou curiosidades astronômicas aos estudantes. Durante toda a semana, houve atividades de visitação com o “ON de Portas Abertas”, realizadas na cúpula 46 e também na Sala da Hora, programação que integrou a Semana Nacional de C&T. As festividades foram encerradas com a apresentação da Escola de Samba Estácio de Sá.

Um dos momentos do “Bate-Papo com o Astrônomo”. 

Atuação

Fundado pelo Imperador D. Pedro I em 15 de outubro de 1827, o ON é uma das mais antigas instituições dedicadas à ciência no Brasil. No campus que ocupa desde a década de 1920, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro/RJ, o ON preserva o seu patrimônio histórico e mantém modernas instalações de pesquisa com equipamentos de última geração que acompanham a evolução tecnológica de suas áreas. 

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atua em três grandes áreas de conhecimento – Astronomia, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência, nas quais realiza pesquisa, desenvolvimento e inovação, com reconhecimento nacional e projeção internacional. Suas atividades incluem a formação de pesquisadores em cursos de pós-graduação, a geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira – popularmente conhecida como “Horário de Brasília” – e a divulgação do conhecimento produzido através de atividades especializadas. 

ASCOM/ON




19 de out de 2012

O Horário de Verão está chegando. Fique ligado e acerte seu relógio!



O Horário de Verão 2012/2013 

De 00h de 21/10/2012 até 00h de 17/02/2013

(Decreto n° 6.558 de 08/09/2008)


Um pouco mais sobre o Horário de Verão


Histórico

Princípio básico

Durante parte do ano, nos meses de verão, o sol nasce antes que a maioria das pessoas tenha se levantado. Se os relógios forem adiantados, a luz do dia será melhor aproveitada pois a maioria da população passará a acordar, trabalhar, estudar, etc., em consonância com a luz do sol.

O começo

As origens do Horário de Verão remontam ao ano de 1907, quando William Willett um construtor Britânico e membro da Sociedade Astronômica Real deu início a uma campanha para adoção do horário de verão naquele pais.
Naqueles dias o argumento utilizado era que haveria mais tempo para o lazer, menor criminalidade e redução no consumo de luz artificial.
Surgiram opositores de todas as áreas; fazendeiros, pais preocupados com as crianças que teriam que acordar mais cedo, etc.
Willett não viveu o suficiente para ver a sua idéia ser colocada em prática. O primeiro pais a adota-la foi a Alemanha em 1916, no que foi seguida por diversos países da Europa, devido à primeira Guerra Mundial.
A economia de energia elétrica foi visto como um esforço de guerra, propiciando uma economia de carvão, a principal fonte de energia da época.

Outros países

Nos EUA a introdução do Horário de Verão foi mais difícil, pois houve uma coincidência com a implantação do Horário de Verão e do sistema de fusos horários em 1918. O principal motivo foi a primeira Guerra Mundial também.

No Brasil

Ele foi adotado pela primeira vez em 1931, visando também à economia de energia elétrica.
Em seguida mostramos cópia do anuário do Observatório Nacional de 1932, que publicou um histórico sobre o assunto. Chamava-se Hora de Economia de Luz no Verão

Para maiores informações acesse o site da Divisão Serviço da Hora do Observatório Nacional.

Informações: DSHO/ON




16 de out de 2012

Curso EAD 2012 do ON


Atenção interessados no novo curso EAD 2012 sobre Magnetismo da Terra!

O curso é gratuito e não é necessário qualquer conhecimento prévio sobre geofísica ou ciências exatas. Basta estar interessado em assuntos como: observações do campo magnético da Terra no passado, observações atuais por satélites, geração do campo magnético no interior da Terra, manchas solares, tempestades magnéticas, etc.

Inscrições de 03 de setembro ao dia 12 de novembro de 2012 no site do Observatório Nacional.

Não há limites de vagas.

O curso foi dividido em quatro módulos e sua duração é de aproximadamente quatro meses.

Link do curso e das inscrições:





Inscrições abertas para Pós-Graduação no ON


ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA

Mestrado:Inscrições abertas
Doutorado: Inscrições abertas
Calendário


GEOFÍSICA

Mestrado: Inscrições abertas
Doutorado: Inscrições encerradas
Calendário


Iniciação Científica - PIBIC 

Bolsas disponíveis




Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012


ON de Portas Abertas



Acompanhe a programação do ON durante o evento e participe!


Exposição: 

A Grande Luneta Equatorial – 90 Anos de História.
(Com observação do céu diante de condições favoráveis) 

Local: 
Cúpula da Luneta Equatorial


Bate-Papo com o Astrônomo: 

Diversos assuntos sobre Astronomia podem ser debatidos em um papo informal com o Pesquisador do Observatório Nacional Dr. Carlos Henrique Veiga. 
(Agendamento: edilene@on.br ou 3504-9299)


Estande DAED

A Divisão de Atividades Educacionais recebe o público em estande montado no próprio setor disponibilizando jogos eletrônicos, distribuindo revistas, livretos e quebra-cabeças.

Não perca a visita guiada à “Sala da Hora”.



Controlando a fragilidade quântica


Folha de S.Paulo
MARCELO GLEISER

O Nobel de Física deste ano ajuda a entender o mundo bizarro do muito pequeno e ainda tem um lado prático

O prêmio Nobel de Física de 2012, conferido nesta semana, foi para o francês Serge Haroche e o americano David Wineland. Ambos são pioneiros da manipulação de sistemas quânticos, o mundo dos átomos, elétrons e outras partículas.

As descobertas têm importância tanto para compreensão dos efeitos bizarros que ocorrem no mundo do muito pequeno quanto para aplicações práticas, como relógios ultraprecisos e computadores quânticos.

O mundo quântico é extremamente frágil. Um dos maiores problemas da física quântica é como medi-lo sem interferir nele. Na nossa realidade, isso é bem mais fácil: você vê uma mosca, sabe onde está e, em princípio, pode medir sua velocidade: basta dividir a distância que a mosca percorreu pelo tempo de voo.

Mas, se essa mosca fosse um elétron, a coisa ficaria bem mais difícil. Quanto mais precisa for a medida da posição do elétron, mais vago o valor da sua velocidade. Isso porque o ato de medir interfere com o que está sendo medido: no caso, partículas de luz, os fótons, têm de ser refletidas no elétron e viajar até um detector.

Para saber melhor onde está o elétron, o fóton precisa ter maior energia. Com isso, acaba "empurrando" o elétron, interferindo na sua posição. Com a mosca isso também ocorre, mas os fótons não têm energia suficiente para empurrá-la.

Essa é a diferença entre o mundo clássico, o nosso mundo, e o mundo quântico. O desafio é como medir sem interferir, ou ao menos interferir preservando a natureza quântica dos fenômenos observados.

Haroche conseguiu "prender" fótons entre dois espelhos, fazendo com que ricocheteassem inúmeras vezes, viajando um total de 40 mil quilômetros antes de serem perdidos. Isso acaba construindo uma onda estável entre os dois espelhos, uma superposição coerente dos fótons. Para tal, o experimento tem de ser extremamente preciso e estável: qualquer interferência externa destruiria a coerência dos fótons. Esses "espelhos" foram feitos de material supercondutor e mantidos a temperaturas baixíssimas.

A informação sobre os fótons foi obtida emitindo átomos de rubídio um a um para não destruir a coerência dos fótons, um feito incrível. Haroche tentava reproduzir no laboratório um efeito conhecido como gato de Schrödinger, explorando a transição entre o mundo quântico e o mundo clássico.

Schrödinger imaginou que, se um gato estivesse preso numa caixa com um gás venenoso cuja emissão é controlada por átomos radioativos, um observador externo não saberia se o gato está morto ou vivo: só abrindo a caixa, observando o gato, teria uma resposta.

Ou seja, no mundo quântico, o estado do gato seria uma combinação dos dois, morto e vivo ao mesmo tempo -um estado de coerência quântica. Os fótons entre os espelhos fazem algo semelhante, uma superposição de dois estados que sobrevive por um tempo, até ser destruída após a passagem de vários átomos de rubídio.

Com isso, Haroche pôde estudar a destruição gradativa de um estado quântico pela primeira vez. Isso poderá ajudar no desenho de novos computadores que exploram as propriedades do mundo quântico para fazer cálculos muito mais eficientemente do que os atuais.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Facebook:goo.gl/93dHI



Semana agitada

Blog Só Ciência
por Cesar Baima

Luneta Equatorial de 46cm localizada no campus do Observatório Nacional

Quem gosta de ciência tem uma semana agitada pela frente. Como parte da Semana Nacional de Ciência de Tecnologia, que começa hoje e vai até domingo, diversas instituições estão com programação especial para o público. No Rio, o Observatório Nacional estará de portas abertas até sexta-feira, das 9h30 às 14h30, com exposição na cúpula da luneta 46, a maior do Brasil (na imagem acima), e visitação às instalações onde se afere a Hora Oficial do Brasil. Já das 18h às 20h os visitantes poderão participar de observação do céu com a luneta.

Já na Fiocruz, o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) terá exibição de pôsteres e fotos de atividades científicas e laboratoriais desenvolvidas na unidade, além de sessões de bate-papo com seus cientistas. Enquanto isso, no Museu da Vida, os visitantes terão a oportunidade de conhecer a história dos confrontos entre as organizações brasileiras ligadas à saúde pública e a indústria do fumo no século 20.

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), por sua vez, traz a 18ª edição do “VerCiência”, mostra internacional de ciência na TV, com 80 programas produzidos em oito países agrupados em cinco sessões temáticas: “Sustentabilidade, economia verde e erradicação da pobreza” (temas da Semana da Ciência 2012); “Dia da WGBH” (programação dedicada à produção da emissora da rede pública americana); “Dia da BBC” (reservado para a emissora britânica, referência mundial em programas de ciência na TV); “Dia da NHK” (com documentários enviados especialmente pela emissora pública do Japão) e “Aventura da ciência”, uma excursão ao mundo do conhecimento científico. Além disso, às 19h de amanhã, na Livraria da Travessa do Leblon, tem palestra de Helen Thomas, produtora do Departamento de Ciência da BBC. Confira a programação completa no site da mostra: www.verciencia.com.br.

Divirtam-se!



Um show de imagens ‘nebulosas’


Blog Observatório
por Cássio Barbosa


Qual será o futuro do Sol? O que deve acontecer com ele daqui a uns 5 bilhões de anos?
A evolução de uma estrela é ditada pela quantidade de massa que ela possui. Estrelas com pouca massa, como o nosso Sol por exemplo, devem transformar hidrogênio em hélio durante bilhões de anos.
Quando o reservatório de hidrogênio de uma estrela dessas se esgota, ela se torna uma gigante vermelha, expele suas camadas exteriores, e seu núcleo se contrai em uma anã branca. Para o nosso Sol, esse processo todo deve levar 10 bilhões de anos, mais ou menos. Como ele já viveu 5 bilhões de anos, ainda terá outros 5 bilhões de vida.



Estrelas com mais massa que o Sol, umas 10 vezes mais pelo menos, devem evoluir muito mais rápido, em escalas de tempo da ordem de milhões de anos. Nas fases finais, acabam explodindo em supernovas e podem terminar a vida como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.
Quando uma estrela do tipo do Sol chega à fase de gigante vermelha, suas camadas exteriores são lançadas ao espaço, e o núcleo se contrai em uma anã branca que produz um vento intenso. Esse vento é responsável por  “esculpir” o gás ejetado da gigante vermelha, formando imagens fantásticas. Essas são as nebulosas planetárias.
Algumas das nebulosas mais famosas e bonitas foram agora estudadas pelo telescópio espacial Chandra, que observa em raios X. A ideia desse projeto da Nasa é observar a emissão de raios X  causada pelas ondas de choque que surgem da colisão do vento rápido da anã branca com o gás ejetado durante a fase de gigante vermelha.
Os resultados do estudo revelam que as nebulosas que têm emissão difusa de raios X mostram estruturas esféricas, com a borda estreita e bem definida – tudo rodeado por halos pouco brilhantes, isso nas imagens ópticas. Todas as estruturas esféricas parecem ter menos de 5 mil anos, o que representa mais ou menos a escala de tempo para o vento começar a produzi-las. Uma nebulosa dessas deve ser o destino final do nosso Sol.
Adicionalmente, quase metade das nebulosas planetárias desse estudo possuem fontes pontuais emitindo em raios X, bem no centro. Entretanto, dentre todas as 21 nebulosas observadas, 20 parecem ter uma fonte central dupla, ou seja, a maior parte das estrelas que ejetam suas partes externas e criam nebulosas planetárias deve ter uma companheira.
As quatro nebulosas da foto deste post foram observadas pelo Hubble e pelo Chandra, e suas imagens foram combinadas para produzir uma imagem composta. As observações ópticas, feitas pelo Hubble, estão representadas pelas cores vermelho, verde e azul, já a emissão em raios X, detectada pelo Chandra, está em rosa.



9 de out de 2012

Presidente do CNPq sobre Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil



OF. CIRC. PR. nº 0473/2012
Brasília, 08 de outubro de 2012


Prezado Dirigente de Pesquisa,

O ano de 2013 reveste-se de um significado especial na história do CNPq: os 20 anos do acompanhamento censitário das atividades dos grupos de pesquisa no Brasil, cujo primeiro inventário foi realizado em 1993. Para comemorar esta data, o CNPq está desenvolvendo um novo sistema, mais ágil e com novas funcionalidades e conteúdo, a ser lançado no início do próximo ano. Por esse motivo, o 10º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil-DGP, que irá inaugurar o novo modelo, será realizado no primeiro semestre de 2013, retomando assim o calendário que vigorou nos primeiros censos do Diretório: o primeiro semestre dos anos ímpares.

No momento oportuno, divulgaremos a data do próximo censo. Como é natural, ele vai exigir um período de coleta um pouco mais extenso, tendo em vista as novas informações a serem prestadas. Todas as mudanças que estão sendo implementadas são resultantes dos trabalhos de uma Comissão de Avaliação do DGP, instituída em 2010 pelo Presidente do CNPq, por críticas e sugestões recebidas pelo Diretório ao longo dos últimos anos, e pela busca de soluções de problemas técnicos ou conceituais já apontados pela
comunidade científica e pelo próprio CNPq. A Produção CT&I do grupo, por exemplo, não será mais a soma de todas as produções dos seus participantes: o líder deverá selecionar, entre as produções dos participantes, aquelas que são específicas do grupo; o módulo de Técnicos também está sendo todo reformulado e se equiparará aos de pesquisadores e estudantes, que demandam CPF e Currículo Lattes. O sistema terá um novo módulo de Colaboradores estrangeiros (sem a exigência de CV Lattes) e guardará o histórico dos participantes, entre outras novidades.

É extremamente importante que os pesquisadores e estudantes iniciem, desde já, a atualização dos seus Currículos Lattes. Mais que isso, como o novo DGP exigirá o CV Lattes dos técnicos, significa que todos os participantes (só no censo de 2010 foram mais de 27 mil técnicos cadastrados) precisarão ter seus currículos no CNPq. Como na versão atual do DGP isso não é exigido, é possível que uma boa parte deles nem tenha ainda seus currículos cadastrados. Nesse ponto, é fundamental a colaboração dos Senhores Dirigentes.

Finalmente, solicitamos a cada um dos Senhores a gentileza de divulgar estecomunicado na página de sua instituição, agradecendo, antecipadamente, esta e outras iniciativas que venham mobilizar os participantes para que o Censo de 2013 retrate da melhor forma possível a atividade de pesquisa em cada instituição participante.

Atenciosamente,

GLAUCIUS OLIVA
PRESIDENTE






8 de out de 2012

A Grande Luneta Equatorial - 90 Anos de História

O Observatório Nacional inaugura em 15 de outubro, data em que comemora seus 185 anos, a exposição: 

A Grande Luneta Equatorial - 90 Anos de História   


A Luneta, que há 90 anos foi instalada no campus do Observatório Nacional, tem importância inegável para a Astronomia brasileira. A partir da sua chegada muitos projetos foram realizados, permitindo ao Brasil ingressar nos programas internacionais de observação de estrelas duplas visuais, planetas, asteroides, cometas, eclipses solares e lunares. 
A exposição acontece dentro da própria cúpula. Os visitantes poderão ver de perto a Grande Luneta Equatorial e levar para casa uma revista com todo conteúdo da exposição.





Sem ter 'céu próprio', primeiro observatório do país se reinventa


Folha de São Paulo

GIULIANA MIRANDA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO



Solitária, uma imponente luneta de seis metros de altura aponta para o céu, protegida por uma das poucas áreas verdes do bairro industrial de São Cristóvão. É um dos sinais da presença do mais antigo observatório astronômico do hemisfério Sul ainda na ativa.

Pouca gente sabe que ali, entre o estádio do Vasco da Gama e a feira de tradições nordestinas, é definida a hora oficial do Brasil. Prestes a completar 185 anos, o ON (Observatório Nacional), fundado por D. Pedro 1º, precisou se reinventar para continuar relevante para a ciência.

"Tem de ter criatividade e jogo de cintura", explica Sérgio Fontes, diretor do Observatório Nacional, reconhecendo que, muitas vezes, as limitações de verba e de flexibilização das atividades podem ser um empecilho para a competitividade do ON.

Sem os gigantescos telescópios de observatórios europeus e americanos e ladeado por forte poluição luminosa, o observatório teve de "terceirizar" suas observações ou buscar outras saídas.

Hoje, o ON é um dos líderes em astronomia solar. O Girasol (Grupo de Instrumentação e Referência em Astronomia Solar) construiu no campus um inovador telescópio para observação do Sol.

Luneta do Observatório Nacional, que completa 185 anos
Luneta do Observatório Nacional, que completa 185 anos

E, se não pode vencê-los, o observatório se juntou a grandes projetos internacionais, como o DES (Dark Energy Survey), que construiu as mais potentes câmeras do mundo para tentar desvendar a energia escura, um dos misteriosos componentes do Cosmos.

O ON também tem um projeto de monitoramento de asteroides e cometas potencialmente perigosos para a Terra. As observações são feitas em um telescópio em Pernambuco, e os dados são enviados para análise no Rio.

Mas as atividades relacionadas à geofísica e ao petróleo foram as que mais cresceram nos últimos anos, impulsionadas pela injeção de recursos da Petrobras, que, por lei, precisou reinvestir parte dos lucros em pesquisa.

Protegidos em um abrigo no subsolo da sede do observatório, ficam os relógios atômicos, responsáveis por definir a hora oficial do país. Enquanto um bom relógio de quartzo perde 30 segundos de precisão por ano, um desses leva mais de 1 milhão de anos para atrasar 1 segundo.

NA MÉDIA

Atualmente, são 12 relógios desse tipo. Grosso modo, é pela média deles que se chega à hora oficial. Nove estão na sede e três em outros lugares, por segurança.

Algumas empresas e serviços, especialmente os do setor financeiro, precisam saber com precisão a hora das operações. E é aí que o ON entra, oferecendo um serviço de certificação da hora certa.

A receita ainda é pequena, diz a administração, mas já foi o suficiente para a instituição gerar dinheiro pela primeira vez na história.

Já o outrora popular "disque hora certa" hoje quase não recebe ligações. "Quando começa ou acaba o horário de verão tem algum aumento, mas a maioria já confere tudo no site", diz Fontes.





4 de out de 2012

Segundo módulo do Curso EAD do Observatório Nacional está disponível


Atenção alunos!


MÓDULO 2 - O campo geomagnético interno  


  • 2.1. Como se formou a Terra?
    • Saiba mais sobre os planetas do Sistema Solar. 
    • Slides: Como se formou a Terra
  • 2.2. O geodínamo 
    • Faça você mesmo um experimento de magnetismo.
  • 2.3. As reversões do campo e a variação secular 


Link para o site do curso: http://www.on.br/ead_2012/site/


As inscrições estarão abertas até o dia 12/11/2012, último dia da primeira prova. 

Assista ao Vídeo de Apresentação.



Curiosity encontra leito seco de rio em Marte

Redação do Site Inovação Tecnológica

Curiosity encontra leito seco de rio em Marte
Esta foto é uma amostra de uma formação sedimentar que se estende pelo local onde o robô Curiosity estava passando rumo ao seu destino, uma região chamada Glenelg.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS]

Rio seco marciano

O robô Curiosity encontrou sinais do que pode ser o leito seco de um riacho que fluiu no passado em Marte.
Os cientistas da NASA batizaram o riacho seco marciano de "Hottah", em homenagem ao Lago Hottah, no Canadá.
Segundo os geólogos, a formação consiste em rochas expostas compostas de fragmentos menores cimentados entre si - um conglomerado sedimentar - com cerca de 15 centímetros de espessura.
Como estão apontadas para cima, os geólogos levantaram a hipótese de que as rochas foram rompidas no passado, quando já secas, eventualmente devido a impactos de meteoritos, o que explicaria sua angulação em relação à superfície - as rochas sedimentares são depositadas paralelamente à superfície.

Rochas sedimentares

O indício chave para que os geólogos afirmem tratar-se do leito de um antigo fluxo de água vem das dimensões e das formas arredondadas do cascalho no interior e no entorno da rocha sedimentar.
O Hottah marciano tem pedaços de cascalho embutidos, chamados clastos, alguns atingindo alguns centímetros de diâmetro, incorporados no interior de uma matriz de grãos de areia.
Alguns dos clastos são redondos, levando a equipe de cientistas a concluir que eles foram transportados por um fluxo vigoroso de água - os grãos são grandes demais para terem sido movidos pelo vento, afirmam eles.

Sinais de vida

A equipe está ansiosa para estudar a química do conglomerado sedimentar pode ele pode dar indicações da natureza da água que o depositou - seu pH, por exemplo - além de indicações do ambiente na época da sedimentação.
Infelizmente, leitos secos de fluxos de água corrente não são bons lugares para procurar por sinais de vida, conforme ensina a experiência na Terra - os sedimentos lodosos acumulados no fundo dos lagos são bem mais ricos de pistas nesse sentido.


Curiosity encontra leito seco de rio em Marte
Comparação entre a formação de rochas sedimentares encontrada em Marte (esquerda) e um conglomerado típico da Terra (direita). [Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS/PSI]

Seco demais

Na contramão do entusiasmo gerado pelo Hottah, a equipe que coordena o instrumento DAN (Dynamic Albedo of Neutrons) concluiu que a Cratera Gale, onde o Curiosity pousou, parece ser mais seca do que eles imaginavam.
O instrumento detecta a localização e a abundância de água graças à forma como o hidrogênio (um dos componentes da água) reflete os nêutrons.
Quando os nêutrons encontram partículas pesadas, eles ricocheteiam com pouca perda de energia. Mas quando atingem átomos de hidrogênio, que são muito mais leves, com uma massa similar à dos próprios nêutrons, eles perdem metade de sua energia.
Assim, a reflexão do feixe de nêutrons disparado contra o solo de Marte revela a proporção de água no solo.
Previsões feitas a partir das sondas em órbita de Marte indicavam uma proporção de até 6% de água no solo.
"Mas os resultados preliminares do Curiosity mostram apenas uma fração disso," contou Maxim Mokrousov, que projetou o equipamento DAN, sem fornecer os números exatos.
A esperança é que o resultado seja diferente nas amostragens feitas em outros locais durante o percurso do Curiosity.