26 de dez de 2012

Vídeo de encerramento do EAD 2012


Parabéns a todos os 8155 alunos participantes.



Lançamento do Anuário do Observatório Nacional 2013 será no dia 27


O Anuário do Observatório Nacional será lançado nesta quinta-feira, dia 27 de dezembro, com as previsões dos fenômenos astronômicos, calendários, posições dos planetas e estrelas e outros dados para o ano 2013.

Na sua 129ª edição, estão publicadas importantes informações astronômicas sobre as posições das estrelas e de astros do Sistema Solar, a orientação da Terra e as configurações de planetas e satélites. Estão divulgadas também todas as resoluções relacionadas ao sistema de hora legal e sua difusão. 

O público ainda encontra no Anuário os instantes do nascer, passagem meridiana e ocaso do Sol, Lua e planetas para Belém, Recife, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Para obter as informações de outras localidades, basta enviar a solicitação para o e-mail anuario@on.br.

A versão impressa do Anuário pode ser adquirida na Biblioteca do Observatório Nacional e custa R$ 10,00. Poderá também ser solicitada para envio postal, através de cheque nominal ao Observatório Nacional no valor de R$ 10,00, encaminhado para a Biblioteca do Observatório Nacional (Rua General José Cristino, 77, Rio de Janeiro/RJ ¨C CEP 20.921-405).

A versão eletrônica da publicação poderá ser consultada na página do 
Observatório Nacional (www.on.br), na seção “Serviços”.




21 de dez de 2012

Lua oculta Júpiter no próximo dia 25


No próximo dia 25, terça-feira, a Lua ocultará o planeta Júpiter às 21horas, horário de Brasília. Nesse dia, a Lua estará quase cheia, com 90% do seu disco iluminado. Pouco antes e pouco depois das 21h, o planeta pode ser visto bem próximo da Lua.

Júpiter já está bem visível na constelação de Touro, que, no Rio de Janeiro, na terça-feira, no horário da ocultação, estará bem alta a leste. Nesta fase, visto a olho nu, Júpiter parece uma estrela de magnitude -2,7, e seu brilho está maior que o da estrela Sirius, a mais brilhante vista no céu.

Promoção valendo um kit ON 2013


Bolsa Integral: Duas vagas para Estratigrafia Sequencial


Parceria entre o Portal Geofísica Brasil e a ABGP, a promoção Bolsa Integral oferece duas vagas totalmente gratuitas, com direito a certificado de participação, no minicurso Estratigrafia Sequencial. O minicurso será ministrado pelo Prof. Dr. Leonardo Borgui (UFRJ), de 22 a 24 de Janeiro de 2013, no Rio de Janeiro.

Bolsa Integral é uma iniciativa do Portal Geofísica Brasil, em parceria com a ABGP, voltada para a difusão de conhecimentos técnicos e o desenvolvimento de estudantes e profissionais com forte interesse na área de Petróleo e Gás.

Saiba como participar

20 de dez de 2012

Verão começa às 9h12 do dia 21 de dezembro


A entrada do verão é marcada pelo solstício.
No Rio de Janeiro, o Sol estará acima da linha do horizonte das 6h04 às 19h37

Este ano, o verão começa oficialmente nesta sexta-feira, dia 21 dezembro, às 9h12, e termina no dia 20 de março de 2013, às 8h02, quando começa o outono. A definição do início das estações é dada pela posição da Terra em sua órbita em torno do Sol e pela inclinação do eixo de rotação da Terra, explica a pesquisadora Josina Oliveira do Nascimento, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional.

Do início da primavera até o início do verão, o Sol nasce cada dia mais cedo e se põe cada dia mais tarde, até que a entrada do verão marca o maior dia e a menor noite. Amanhã, no Rio de Janeiro, o Sol estará acima da linha do horizonte das 6h04 às 19h37. Daí até a entrada do outono, os dias se tornam cada vez menores e as noites cada vez maiores, até que no dia da entrada do outono o comprimento da noite é igual ao comprimento do dia. As noites, então, vão aumentando, até a chegada do inverno. A partir disso, as noites diminuem até a chegada da primavera, quando novamente o dia e a noite tem o mesmo comprimento. A entrada do verão e do inverno é marcada, então, pelo “solstício” – comprimento diferente do dia e da noite –, enquanto primavera e outono, pelo “equinócio” – dia e noite com comprimento igual.

É essa variação no comprimento dos dias e das noites que justifica a implantação do “horário de verão”. Josina explica que nos locais próximos à linha do Equador, onde esse efeito é muito pequeno ou nulo, não faz sentido implantar o horário diferenciado.

O horário oficial do início das estações também varia a cada ano. De acordo com Josina, essa diferença se deve ao período de translação da Terra – aproximadamente 365 dias e 6 horas, ou precisamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46,08 segundos. A cada quatro anos, ocorre o ano bissexto, com 366 dias para compensar essa defasagem.


17 de dez de 2012

Nanotela cria "buraco negro" para células solares

Redação do Site Inovação Tecnológica
A nanotela deixa a luz entrar,
mas não a deixa sair, otimizando
o aproveitamento dos fótons
pelo material semicondutor.
[Imagem: Chou lab]

Armadilha para luz

Pesquisadores encontraram uma maneira simples e barata para quase triplicar a eficiência das células solares.

Uma nanotela, com dimensões cuidadosamente calculadas, aprisiona a luz, não deixando que os fótons escapem, otimizando seu aproveitamento.

A nanoestrutura ataca duas das principais deficiências de todas as células solares: a reflexão da luz pela célula e sua incapacidade para aproveitar todos os fótons que entram em seu interior.

Sub-comprimento de ondas

Stephen Chou e Wei Ding, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, diminuíram o custo dessas ineficiências construindo uma "cavidade plasmônica de sub-comprimento de onda".

O dispositivo, que se torna uma parte essencial da célula solar, é uma malha metálica muito fina.

A nanotela tem 30 nanômetros de espessura e cada buraco tem 175 nanômetros de diâmetro, separados uns dos outros por 25 nanômetros.

Todas essas dimensões são muito menores do que o comprimento de onda da luz - daí a expressão "sub-comprimento de ondas" no nome dessa armadilha de luz.

Isso é essencial porque a luz se comporta de maneiras muito peculiares em estruturas com dimensões abaixo do seu comprimento de ondas. Essa tela em particular, permite que a luz entre, com quase nenhum reflexão, mas não saia.

"É como um buraco negro para a luz. Ele a aprisiona," comenta Chou.



"É como um buraco negro para a luz.
Ela a aprisiona." [Imagem: Chou Lab]
Sanduíche solar

Os dois pesquisadores testaram o novo aparato com células solares orgânicas, as promissoras células solares de plástico, que são baratas e flexíveis. Contudo, o princípio também deverá funcionar para as células solares inorgânicas, de silício.A estrutura da nova célula solar passa a ser um sanduíche, onde uma metade é a nanotela, e a outra é o filme fino metálico tradicionalmente usado nas células solares.

O recheio é uma fita de material semicondutor - esta camada pode ser virtualmente qualquer material usado em células solares, como plástico, arseneto de gálio ou silício.

Neste experimento a dupla usou um plástico semicondutor.

Eficiência da célula solar

O resultado é uma célula solar orgânica que reflete apenas 4% da luz, absorvendo os outros 96%.

A eficiência da célula na conversão da energia solar em eletricidade aumentou em nada menos do que 175%, e justamente quando ela não está voltada diretamente para o Sol, ou durante dias nublados.

Quando diretamente voltada para o Sol, o ganho em eficiência foi de 52%.

Os pesquisadores afirmam que é possível pensar em otimizar o mecanismo ainda mais, embora eles tenham sido surpreendidos com os excepcionais resultados desse primeiro protótipo.


Bibliografia:

Ultrathin, high-efficiency, broad-band, omni-acceptance, organic solar cells enhanced by plasmonic cavity with subwavelength hole array
Stephen Y. Chou, Wei Ding
Optics Express
Vol.: 21, Issue S1, pp. A60-A76
DOI: 10.1364/OE.21.000A60

Censo do Universo invisível revela galáxias com surto estelar

Com informações da ESA

Os desvios para o vermelho funcionam como uma medida do tempo que a luz de cada galáxia tem viajado através do Universo, que por sua vez indica quando é que, na história cósmica, a luz de cada galáxia foi emitida.[Imagem: ESA-C. Carreau/C. Casey/Herschel/SPIRE/HerMES/NASA]



Galáxias starburst

Combinando as capacidades de exploração do telescópio espacial Herschel e dos telescópios terrestres Keck, astrônomos caracterizaram centenas de galáxias de um tipo conhecido como starburst - com formação explosiva de estrelas.

As galáxias starburst - ou galáxias com surto estelar - dão à luz centenas de estrelas por ano, em eventos intensos de curta duração.

Em comparação, a Via Láctea, a nossa galáxia, produz em média por ano o equivalente a apenas uma estrela semelhante ao Sol.

As galáxias com surto estelar geram tanta luz que deveriam ofuscar a nossa galáxia centenas de milhares de vezes, mas a enorme quantidade de gás que lhes serve de combustível contém também muita poeira, que tanto alimenta a formação frenética de estrelas quanto retém a maior parte da luz.

Como a poeira absorve a maior parte da luz visível, muitas dessas estrelas parecem insignificantes nesta zona do espectro.

No entanto, o pó é aquecido pelas estrelas quentes que estão ao redor e reemite a energia em comprimentos de onda na zona do infravermelho longo.

Formação de estrelas

Usando o telescópio Herschel, que é o maior telescópio espacial já lançado e que enxerga o Universo no infravermelho, os astrônomos mediram a temperatura e o brilho de milhares de galáxias empoeiradas.

Desta forma, a taxa de formação estelar pode ser agora calculada.

"As galáxias starburst são as galáxias mais brilhantes do Universo e contribuem significativamente para a formação de estrelas. Por isso, é importante estudá-las em detalhes e perceber as suas propriedades," disse o Dr. Caitlin Casey, da Universidade do Havaí, principal autor do estudo.

"Algumas das galáxias encontradas nesta nova pesquisa têm taxas de formação de estrelas equivalentes ao nascimento de vários milhares de massas solares por ano e são algumas das mais brilhantes galáxias infravermelhas já descobertas," completou.

Desvios para o vermelho

Para contextualizar as observações e compreender como a formação de estrelas mudou ao longo dos 13,7 bilhões de anos de história do Universo, as distâncias até às galáxias também eram necessárias.

Com o Herschel marcando o caminho, a equipe do Dr. Casey usou espectrômetros dos telescópios gêmeos Keck, localizados em Mauna Kea, no Havaí, e obteve os desvios para o vermelho de 767 galáxias com surto estelar.

Para os astrônomos, os desvios para o vermelho funcionam como uma medida do tempo que a luz de cada galáxia tem viajado através do Universo, que por sua vez indica quando é que, na história cósmica, a luz de cada galáxia foi emitida.

Para a maioria das galáxias, verificou-se que a luz tem viajado na nossa direção há 10 bilhões de anos ou menos.

Cerca de 5% das galáxias estão em desvios para o vermelho ainda maiores: quer dizer que a sua luz foi emitida quando o Universo tinha apenas um a três bilhões de anos.

"Combinando esta informação com as distâncias fornecidas pelos dados do Keck, podemos descobrir a contribuição das galáxias starburst para a quantidade total de estrelas produzidas ao longo da história do Universo," disse o astrônomo.

Hipóteses

Como é que um número tão grande de galáxias com surto estelar se formou durante os primeiros bilhões de anos de existência do Universo é uma questão vital para os estudos sobre a formação e evolução das galáxias.

Uma das principais teorias propõe que uma colisão entre duas galáxias jovens poderia ter acendido uma intensa, mas curta fase de formação de estrelas.

Outra teoria especula que, quando o Universo era jovem, as galáxias individuais tinham muito mais gás de combustão disponível para se alimentarem, permitindo maiores taxas de formação de estrelas, sem a necessidade de colisões.

"É um tema muito debatido que exige detalhes sobre a forma e a rotação das galáxias antes de poder ser resolvido", acrescenta o Dr. Casey. "Antes do Herschel, o maior levantamento semelhante de starbursts distantes incluía apenas 73 galáxias. Nesta investigação combinada com os telescópios Keck, conseguimos melhorar o recenseamento desta população de galáxias tão importante por um fator de dez", acrescentou Goran Pilbratt, cientista do projeto Herschel

16 de dez de 2012

Vulcão visto do espaço

O vulcão papuano Ulawun (centro-esquerda da imagem)
lançando cinzas na atmosfera


DE SÃO PAULO - Astronautas a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional) obtiveram a impressionante imagem à direita: um flagrante da erupção do vulcão Ulawun, em Papua-Nova Guiné (Sudeste Asiático).

O Ulawun, que tem 2.334 metros de altura e está em atividade quase constante nos últimos anos, é visto no lado esquerdo da imagem, soltando uma pluma de vapor e cinza vulcânica que se estende rumo à ilha de Lolobau (embaixo na imagem).

Os papuanos apelidaram o Ulawun de "o Pai", enquanto outro vulcão vizinho, o Bamus, é conhecido como "o Filho". Na imagem, o Bamus pode ser visto à direita, coberto por nuvens brancas.


Calcula-se que a ferocidade do Ulawun seja responsável por lançar na atmosfera cerca de sete quilos de SO2 (dióxido de enxofre) por segundo -cerca de 2% das emissões mundiais. A substância é responsável por criar uma espécie de "guarda-sol" na atmosfera, causando um resfriamento local e, em alguns casos, global.

15 de dez de 2012

Físico Stephen Hawking leva prêmio de US$ 3 milhões

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O célebre físico britânico Stephen Hawking acaba de ganhar mais um prêmio para sua já extensa coleção. E, além do troféu, ele vai levar para casa US$ 3 milhões pelo conjunto de seu trabalho, notabilizado pelo estudo dos buracos negros.

Ele foi laureado numa edição especial do Prêmio de Física Fundamental, que é considerado atualmente a premiação mais lucrativa por pesquisas científicas.

Ele é patrocinado pelo bilionário russo Yuri Milner, que se define como um "físico frustrado". Ele desistiu de seu PhD na área para se dedicar a investimentos lucrativos na área de tecnologia.

A título de comparação, o Nobel paga cerca de US$ 1,2 milhão. O valor foi reajustado para baixo em 2012, devido à crise financeira internacional. Antes, era de aproximadamente US$ 1,5 milhão.

14 de dez de 2012

Universo está parando de fabricar novas estrelas, diz levantamento

Matéria-prima que forma os astros está se esgotando no Cosmos

SALVADOR NOGUEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Já não se fazem mais estrelas como antigamente. Um novo estudo mostra que 95% de todas elas já nasceram.

Também, pudera. Lá se vão 13,7 bilhões de anos, dos quais durante todo o tempo, salvo os 500 milhões de anos iniciais, o Cosmos vem fabricando novas estrelas.

A essa altura, a matéria-prima para a formação estelar -nuvens de gás- está em vias de se tornar insuficiente para novas fornadas.

O trabalho, sob a batuta de David Sobral, da Universidade de Leiden (Holanda), teve observações de três diferentes instalações: o Ukirt e o Subaru, no Havaí, e o VLT (Very Large Telescope), no Chile.

Graças a essa combinação, astrônomos conseguiram observar diversas amostras de galáxias. Embora seja difícil distinguir estrelas individuais nesses casos, é possível analisar o espectro (a "assinatura" de luz) e identificar o nível de formação estelar.

E, como a luz desses objetos que chega até nós tem velocidade finita, viajando a 300 mil km/s, quanto mais longe olhamos, mais velha é a luz (o que permite estudar estados antigos do Universo).

"Obtivemos amostras grandes e robustas de galáxias que correspondem a 4,2 bilhões, 7 bilhões, 9,2 bilhões e 10,6 bilhões de anos atrás", diz Sobral. Seu artigo foi aceito pela publicação "Monthly Notices of the Royal Astronomy Society".

A referência buscada no espectro é uma emissão na chamada linha H-alfa do hidrogênio. "É a mais confiável de todas", afirma Laerte Sodré Junior, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP.

Segundo ele, as principais conclusões estão de acordo com outros trabalhos. "Todos eles sugerem que a 'época de ouro' da formação estelar ocorreu há muito tempo e, essencialmente, em todo o intervalo de tempo coberto pelo estudo, a taxa de formação estelar vem decrescendo."


Não deixa de surpreender o fato de que restam só 5% para que o "download de estrelas" seja completado. Dali para frente, o Universo terá de se resignar a, calma e lentamente, se encaminhar para um tedioso apagar das luzes. Isso se a tendência for mantida, diz Sodré.

A frágil Esfera Azul


Imagem clássica da Terra vista do espaço marcou transição entre exploração cósmica tripulada e robótica

A Sexta-feira passada, dia 7, foi o aniversário de 40 anos de uma foto histórica da Terra inteira, vista pela tripulação da Apollo 17. A foto, tirada de uma distância de 45 mil quilômetros, mostra o planeta em "fase cheia", isto é, com o Sol iluminando-o por trás da Lua, no arranjo Sol-Lua-Terra; para vermos a Lua cheia, o arranjo é invertido: Sol-Terra-Lua.

Vemos a África, parte da Antártida e muitas nuvens. Foi a última vez que humanos pisaram num mundo que não o nosso, a sexta missão Apollo a conseguir tal feito.

A foto, uma das mais reproduzidas da história, marca um momento de transição: por um lado, a percepção de nosso planeta como uma frágil esfera flutuando na vastidão cósmica deu grande força ao movimento ecológico nos anos 1970.

Por outro, a própria exploração do espaço também se transformou, já que tripulações humanas ficaram restritas a órbitas "baixas", isto é, próximas da órbita da Terra. Esse é o caso da Estação Espacial Internacional, por exemplo.

Outros mundos, como Marte e os outros planetas e luas do Sistema Solar, passaram a ser explorados por máquinas, devido a avanços de tecnologia em robótica e computação. Estendemos nosso alcance ao espaço e aprendemos muito, mesmo que perdendo um pouco do lado heroico que sempre marca viagens ao desconhecido.

No início deste ano, comemorando os 40 anos da foto histórica, a Nasa lançou uma nova versão da Esfera Azul -compilada remotamente pelo satélite meteorológico Suomi NPP, no dia 4 de janeiro.

Desta vez, foi uma máquina, e não os olhos humanos, que controlou a câmera. E são muitas fotos retratando a Terra em hemisférios e ângulos diferentes. Na primeira semana desde seu lançamento no portal Flickr, a imagem -chamada de "Esfera Azul 2012" (a tradução literal é Bola de Gude Azul, mas fica horrível em português), foi vista por mais de 3 milhões de visitantes.

Do ponto de vista econômico, não há dúvida de que enviar robôs a Marte ou pelas vizinhanças de Saturno é bem mais barato e "safo". Do ponto de vista científico, que não pode ser separado da questão econômica -missões muito caras são, obviamente, muito mais raras-, o ganho tem sido enorme.

É o que vemos com a incrível sonda Opportunity, que continua explorando a superfície marciana desde 2004, mesmo que projetada para fazê-lo por apenas 90 dias; e mais recentemente com sua "prima" maior, o jipe-robô Curiosity.

Segundo a Nasa, o Curiosity acaba de completar sua primeira análise da composição química do solo marciano, encontrando uma rica variedade de compostos, incluindo alguns com carbono. Mas nenhum sinal de vida; não se sabe se esse carbono é nativo de Marte ou se veio de meteoritos ou cometas.

Apesar dos avanços, nada se compara à presença humana; o que a sonda faz, com grande lentidão, humanos poderiam fazer rapidamente. Se quisermos manter vivo o espírito da exploração, temos de continuar enviando humanos a outros mundos. Talvez a solução esteja em colaborações internacionais ou na iniciativa privada. Mesmo com sérios riscos, tenho certeza de que não faltariam candidatos. Grandes exploradores querem voltar, mas sabem que nem sempre voltam.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".

Maior depósito de carbono da Terra está no núcleo

O trabalho dos pesquisadores chineses
parece dar nova munição às teorias
abiogênicas do petróleo.
[Imagem: Zhang/Win/Pnas]

Redação do Site Inovação Tecnológica



Maior depósito de carbono da Terra


Usando simulações computadorizadas, geólogos acreditam ter solucionado um mistério de longa data: o que pode explicar a densidade do núcleo da Terra?

As simulações mostram que o núcleo da Terra contém entre 0,1 e 0,8 por cento de carbono.

Isto é de longe a maior reserva de carbono do planeta.

"Nós conhecíamos a densidade do núcleo, e sabíamos que o ferro e o níquel sozinhos não conseguiam explicar essa densidade," explica o professor Qing Zhu Yin, da Universidade da Califórnia em

Davis. "Você precisa de algo mais leve".
O carbono era um dos principais candidatos a cumprir esse papel. Mas também poderia ser o silício, oxigênio, fósforo, magnésio, hidrogênio ou nitrogênio.

Natureza da Terra

Como mesmo o buraco mais fundo da Terra mal arranhará a crosta, Yin e seu colega Yigang Zhang, da Academia Chinesa de Ciências, foram para os simuladores.

"Nós trabalhamos com cerca de 260 átomos para tentar simular a formação da Terra," explica Yin. "Nós atribuímos a cada um suas propriedades básicas e deixamos a mecânica quântica fazer seu trabalho no computador.

"Agora sabemos como explicar o déficit de densidade" do núcleo da Terra, garantem os geólogos.

Um conhecimento exato da influência do carbono ajudará a compreender melhor a idade da Terra e o momento exato da formação do núcleo no processo global de formação do planeta.

"Estamos falando sobre a compreensão da natureza da Terra," disse Yin. "Agora poderemos entender melhor os processos físicos e químicos envolvidos na formação da Terra."

Origem do petróleo


Algumas teorias sobre a formação abiótica, ou abiogênica, do petróleo afirmam que os depósitos de óleo poderiam estar sendo preenchidos de baixo para cima.

Para defender que o petróleo pode não ser fóssil, pesquisadores da Universidade da Califórnia também usaram simuladores para demonstrar que as longas cadeias de hidrocarbonos podem se formar no interior da Terra.

O trabalho dos pesquisadores chineses parece dar nova munição a essas teorias, uma vez que explica o suprimento de carbono que poderia permear pelo planeta rumo à superfície, até alojar-se em rochas porosas.

Outro reforço para essa corrente - largamente minoritária no meio científico, à exceção de alguns países do leste europeu - deu-se com a recente descoberta de petróleo no espaço.
Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Bibliografia:
Carbon and other light element contents in the Earth’s core based on first-principles molecular dynamics
Yigang Zhang, Qing-Zhu Yin
Proceedings of the National Academy of Sciences
Vol.: 109 no. 48, 19579-19583
DOI: 10.1073/pnas.1203826109

Anãs marrons podem ter planetas rochosos


Redação do Site Inovação Tecnológica

Esta impressão artística mostra o disco de gás e poeira cósmica em torno de uma anã marron, onde se acreditava não ser possível a formação de discos desse tipo, a primeira etapa para a formação de planetas.[Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser]



Formação dos planetas rochosos


Astrônomos descobriram pela primeira vez que a região exterior de um disco de poeira em torno de uma anã marrom, contém grãos sólidos com tamanhos da ordem de milímetros, comparáveis aos encontrados em discos mais densos situados em torno de estrelas recém-nascidas.

Esta descoberta surpreendente desafia as teorias de formação dos planetas rochosos do tipo terrestre e sugere que os planetas rochosos podem ser ainda mais comuns no Universo do que se esperava, uma vez que as anãs marrons não entravam nos cálculos de probabilidade usados pelos astrônomos.

Acredita-se que os planetas rochosos formam-se a partir de colisões aleatórias e fusão do que são, inicialmente, partículas microscópicas situadas no disco de material em torno de uma estrela. Estes grãos minúsculos, conhecidos como poeira cósmica, são muito semelhantes a fuligem ou areia muito finas.

No entanto, nas regiões exteriores em torno de uma anã marrom - um objeto do tipo estelar, mas pequeno demais para brilhar como uma estrela - os astrônomos esperavam que os grãos de poeira não pudessem crescer, já que os discos são bastante esparsos e as partículas deslocar-se-iam muito depressa para se poderem fundir após uma colisão.

13 de dez de 2012

Sondas americanas fazem 'raio-X' da Lua




Naves não tripuladas Grail realizaram medições do campo gravitacional do satélite com precisão sem precedentes


Estrutura interna lunar pode guardar segredos sobre a formação dos demais corpos rochosos do Sistema Solar


SALVADOR NOGUEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Pense na praia de areia mais fofa que você já visitou. Então imagine grãos ainda menores que esses. E calcule o efeito de ter uma camada deles sobre o solo com espessura de alguns quilômetros. Bem-vindo ao solo lunar.

Ou, pelo menos, a uma boa aproximação do que ele seria, segundo as últimas revelações feitas por uma dupla de espaçonaves gêmeas não tripuladas americanas.

"Não há um análogo real desse tipo de poeira na Terra porque o registro do processo que o gerou em nosso planeta foi apagado pela erosão e pelo movimento das placas tectônicas", disse à Folha Maria Zuber, pesquisadora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e chefe da missão Grail, da Nasa.

"Mas imagine que você tenha uma superfície rochosa e então a destrua com uma britadeira. Isso provavelmente chega bem perto de como é lá na Lua."

Composto por duas sondas, o projeto Grail está revelando detalhes nunca antes descobertos sobre a companheira da Terra, a um custo de US$ 500 milhões.

O segredo do sucesso está numa técnica nunca antes usada para o estudo do satélite natural terrestre: a medição precisa de sua atração gravitacional.

Para obter as leituras, as duas espaçonaves se colocaram numa órbita polar lunar a cerca de 50 km de altitude, separadas por uma distância de cerca de 200 km entre si.

Então, conforme variações na composição do solo lunar abaixo aumentam ou diminuem suavemente a atração gravitacional, as naves medem com precisão as flutuações em suas órbitas.

Em órbita desde o início de 2012, a dupla de espaçonaves já cumpriu sua missão principal e agora está na fase estendida do projeto. Os primeiros resultados científicos, publicados agora eletronicamente pelo periódico "Science", são fruto das observações iniciais e trazem uma porção de novas informações.

O estudo da superfície da Lua é de suma importância para a compreensão da formação de planetas terrestres. Como a Terra, ela nasceu nos primórdios do Sistema Solar.

Desde então, ela preserva um registro detalhado do que aconteceu na região do Sistema Solar em que se formam os corpos rochosos.

A grossa camada de pó fofo, que é ainda mais expressiva nos planaltos lunares, é fruto de uma série de episódios violentos de colisão com asteroides.

A Terra certamente passou pelo mesmo processo, mas, desde então, a atmosfera e o mar apagaram quaisquer sinais deles.

Além de revelarem a camada superior, os dados da Grail permitiram flagrar a presença de diques de magma solidificado no subsolo lunar que ajudam a mostrar em mais detalhes a intrincada história vulcânica do satélite.

De quebra, de posse das novas informações, foi possível criar um modelo mais concreto de como deve ser a crosta lunar. Os pesquisadores acreditam que ela tenha entre 34 e 43 km de espessura.


PERGUNTAS EM ABERTO

O que ainda não deu para decifrar foi um velho mistério lunar: há nela um núcleo enriquecido em ferro, como no interior da Terra?

Os sismógrafos colocados na Lua durante as missões Apollo nas décadas de 60 e 70 permitem fazer inferências sobre o tamanho máximo do núcleo, mas não são capazes de confirmar sua existência.


A missão Grail deve finalmente matar a charada, mas não agora. "Nossa ideia sempre foi determinar o tamanho e o estado líquido ou sólido do núcleo", diz Zuber. "Mas isso requer correções complicadas nos dados, que ainda estão sendo feitas."

Recriando o Universo



Como simular o passado num acelerador? Basta lembrar da infância quente e densa do nosso Universo



A cosmologia apresenta um problema de ordem prática um tanto complicado: fica difícil fazer experiências com outros universos no laboratório. Temos o nosso único exemplo e basta. O jeito é estudar as suas propriedades -os tipos de matéria que existem nele, a sua temperatura, o seu tamanho, a sua história- e tentar criar explicações plausíveis que as justifiquem.

Alguns físicos chegaram até a especular se seria possível criar um miniuniverso no laboratório. Infelizmente, isso não parece viável.

Universos como o nosso, que têm um momento de origem, carregam com eles a marca do seu passado no que chamamos de "singularidade", em que o tempo começa (o t=0 do relógio cósmico) e o espaço é um ponto de volume zero.

O problema é que, como as leis da física deixam de fazer sentido na singularidade, não sabemos como lidar com ela. Temos de nos contentar com o nosso único Cosmo, estudando-o da melhor forma possível.

Existem duas formas de estudar as propriedades do Universo: recolhendo informação diretamente, pela observação dos objetos que podemos detectar (estrelas, galáxias, buracos negros), e simulando tais propriedades no laboratório.

Não podemos criar universos na bancada, mas podemos recriar partes da história cósmica. Esses "laboratórios" são de dois tipos: colisores de partículas, como o europeu LHC (Grande Colisor de Hádrons), na Suíça, onde foi descoberto o bóson de Higgs em julho, e simulações em computadores.

Como simular o passado cósmico num acelerador de partículas? Basta lembrar que, segundo o modelo do Big Bang, nosso Universo teve uma infância muito quente e densa, em que a matéria que hoje constitui galáxias, planetas e pessoas estava ainda separada em seus componentes mais fundamentais: elétrons e quarks. (Quarks são os integrantes dos prótons e nêutrons.)

Isso porque as ligações entre as partículas de matéria só ocorrem quando não existem forças capazes de separá-las. No passado cósmico, o calor era tão intenso, e a densidade de partículas tão grande (feito um trem da Central do Brasil no final da tarde), que era impossível, que quarks se juntassem para formar um próton, ou que prótons e elétrons se juntassem para formar um átomo de hidrogênio.

Prótons só se formam em torno de um milionésimo de segundo após o "bang", enquanto átomos só se formam 400 mil anos após o "bang".

Quando cientistas do LHC colidem prótons contra prótons (ou átomos) viajando perto da velocidade da luz, as energias das colisões são tão intensas que reproduzem, por frações de segundo, condições semelhantes às que existiam quando o Cosmo tinha apenas milionésimos de segundo de existência.

Com isso, os físicos viajam ao passado e estudam a infância cósmica de forma controlada. Resultados recentes mostram que algumas partículas que escapam da região da colisão viajando em sentidos opostos mantêm uma estranha ligação entre si: fazem caminhos iguais, como se uma soubesse da outra.

Esse efeito, talvez o emaranhamento da física atômica, não havia sido visto ainda nas colisões de partículas. Ao estudarmos a Natureza com novas ferramentas, o inusitado parece ser inevitável.



MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".

Nasa localiza água congelada em Mercúrio



Gelo descoberto pela sonda Messenger está "aprisionado" em crateras nos polos

DE SÃO PAULO



A sonda Messenger, da Nasa, confirmou o que há muito já se especulava: Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem água congelada "aprisionada" em crateras localizadas em seus polos.

A temperatura em certas regiões de Mercúrio ultrapassa os 400°C, quente o suficiente para derreter chumbo.

Mercúrio seria, então, um ambiente improvável para achar gelo, não fosse por um detalhe: seu eixo de rotação.

A pouca inclinação do planeta acaba fazendo com que algumas regiões em seus polos nunca vejam a luz solar, possuindo temperaturas extremamente baixas.

A presença de água congela em Mercúrio é sustentada por três trabalhos diferentes publicados na versão online da revista "Science".

A sonda, que em 2011 se tornou a primeira a orbitar Mercúrio, também localizou compostos orgânicos.

"[A mistura de compostos orgânicos] provavelmente foi levada até Mercúrio pelo impacto de cometas e asteroides ricos em compostos voláteis, os mesmos objetos que provavelmente levaram a água até o planeta", comentou David Paige, autor principal de um dos trabalhos e pesquisador da Universidade da Califórnia em Davis.


Os cientistas sugerem que, quando esses corpos gelados atingiram Mercúrio, passaram por repetidos processos de vaporização e precipitação, migrando por fim para os polos mais frios, onde ficaram presos nas crateras.

Curiosity: muito barulho por nada. Ou não!



Finalmente, a agência espacial americana (Nasa) fez sua conferência de imprensa em San Francisco para anunciar a tão esperada descoberta que entraria para os livros de história, segundo o cientista principal da missão do robô Curiosity em Marte, John Grotzinger. Como eu já havia antecipado no post anterior, ninguém esperava que fosse anunciada a descoberta de vida, pois os instrumentos do jipe não permitem isso. Transmitida ao vivo pela internet, os principais pontos foram os seguintes:

O Curiosity escavou com seu braço robótico uma parte relativamente plana do fundo da Cratera Gale, onde está fazendo seus estudos. Esse material, na verdade, são pequenos montes de areia trazidos pelo vento. As amostras foram depositadas no jipe e analisadas por três dos seus dez instrumentos: o Analisador de Amostras de Marte (SAM), o instrumento de Mineralogia e Química (CheMin) e a câmera Mahli. As amostras foram chacoalhadas, para separar as pedras, e depois aquecidas. E aí começaram as análises.

O solo aquecido liberou vapor d’água, dióxido de carbono, oxigênio e dióxido de enxofre, nessa ordem de abundância. Tudo isso já era conhecido desde a década de 1970, em resultados similares obtidos pelas sondas vikings e, mais recentemente, pela sonda Phoenix Mars Lander. Inclusive as amostras de solo eram quase iguais, apesar de estarem a milhares de quilômetros de distância umas das outras.






A liberação de vapor d’água não significa que a amostra estava molhada, mas talvez apenas úmida, já que as moléculas de água se aderem muito facilmente aos grãos de areia. Entretanto, a quantidade liberada foi bem maior que a esperada.

Além desses gases, o módulo SAM identificou um composto de cloro, um perclorato, que também já havia sido detectado pela Phoenix em amostras de solo polar marciano. Naquela época, esse perclorato foi considerado o culpado de não se ter achado nenhum composto orgânico. Segundo as explicações da época, ele poderia ter destruído qualquer molécula orgânica.

Ma,s além disso, o SAM detectou compostos de metano clorado, ou seja, um composto orgânico. Esse deve ter sido o motivo de tanta empolgação de Grotzinger, ao afirmar que os dados que estavam chegando naquele momento da entrevista entrariam para a história.

Mas por que isso ainda não pode ser considerado histórico? Por um motivo simples: o cloro que compõe esse material é de origem marciana, certamente, mas será que o carbono também?

Já aconteceu antes, a detecção de metano em Marte – o que seria um grande passo na afirmação de que haveria vida no planeta vermelho – teve de ser revista. A amostra de atmosfera estava contaminada com ar da base de lançamento, na Flórida. O mesmo parece ter acontecido agora, segundo a equipe do Curiosity. Mas nem mesmo a equipe parece estar certa disso…

É que, analisando agora as razões isotópicas dos gases liberados das amostras, ou seja, a razão entre espécies químicas iguais, mas com massa molecular diferente, a conclusão que se chegou é de que o vapor d’água, o dióxido de carbono e a razão entre hidrogênio e deutério são maiores que as encontradas na Terra, um grande indicativo de que de não houve contaminação. Mas grandes descobertas exigem grandes confirmações, como diria o astrônomo Carl Sagan.

O fato é que, por falta de atmosfera, a superfície de Marte sofre com o bombardeio de raios cósmicos de alta energia, raios X e ultravioleta. Tudo isso pode modificar a composição química do solo, fazendo com que substâncias mais voláteis simplesmente se desprendam e evaporem em direção ao espaço. Então simplesmente não se pode descartar que a radiação solar esteja em ação nesse caso. Futuramente, uma missão que possa coletar amostras da atmosfera superior de Marte poderá analisar a presença dessas substâncias voláteis e confirmar essa hipótese. Enquanto isso, podemos dizer que detectamos algo, mas ainda não sabemos de onde vem.

Outro aspecto interessante da conferência da Nasa foi uma pergunta feita por um repórter da plateia. Ele quis saber como deixaram uma simples suspeita causar um buchicho tão forte no mundo inteiro.

Meio que no estilo “veja bem”, Grotzinger disse que era um cientista e que se empolga muito quando vê uma missão científica da qual ele participa dando resultados. O problema foi ter se empolgado justamente na frente de um repórter quando os resultados estavam chegando. Grotzinger falou também que não tinha culpa de que o mundo todo esteja tão conectado e ávido por novidades de Marte, a ponto de repercutir tanto qualquer notícia.

Bom, eu concordo em parte. Anunciar resultados bombásticos exige muito cuidado. E, para divulgar qualquer resultado vindo de Marte, todo cuidado é pouco!

No final das contas, foi um grande teste para os instrumentos do Curiosity. Mesmo que tenha detectado compostos terrestres, isso demonstra a grande sensibilidade desses equipamentos. A ideia do estudo era, na verdade, testar esses módulos, pois a amostra usada nem era da própria cratera, mas trazida pelo vento. Nesses aspectos, a Curiosity passou com louvor e podemos esperar boas surpresas no futuro. Mas agora, Grotzinger, segura a onda! Mais cuidado das próximas vezes!

6 de dez de 2012

Atenção Alunos EAD


Confira o novo vídeo do Curso EAD - Magnetismo da Terra!







Voyager descobre "rodovia magnética" na fronteira do Sistema Sola


Redação do Site Inovação Tecnológica

Voyager descobre
Os cientistas acreditam que, tão logo cruze a "rodovia magnética", a Voyager 1 estará no espaço interestelar, já fora do Sistema Solar.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Trata-se de uma conexão entre as linhas do campo magnético do Sol e as linhas do campo magnético interestelar.

Essa conexão guia as partículas de baixa energia geradas em nossa heliosfera - a bolha de partículas carregadas que o Sol dispara em todas as direções - para fora do Sistema Solar.

E também permite que as partículas que veem do espaço interestelar entrem no Sistema Solar.

Os dados da Voyager mostram que o entrar e sair das partículas segue um curso bem ordenado que acompanha as linhas magnéticas - uma rodovia magnética.

Fronteira final

Esse tipo de interação entre os campos magnéticos locais e o magnetismo externo já foi observado em outras estrelas pelo Telescópio Espacial Hubble, o que faz os cientistas acreditarem que agora a Voyager está realmente próxima da "fronteira final".

"Nós acreditamos que esta seja a última perna da nossa jornada para o espaço interestelar. Nossas melhores previsões é que vamos atingi-lo em algum momento entre alguns meses até cerca de dois anos," disse Edward Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

A Voyager 1 - e sua gêmea Voyager 2, que segue no sentido oposto - foram lançadas em 1977, quando ainda não existiam telefones celulares, nem internet, nem computadores pessoais - e, muito provavelmente, nem mesmo você.


Rodovia magnética

A sonda espacial Voyager 1 está prestes a se tornar o primeiro objeto construído pelo homem a navegar pelo espaço interestelar.

O problema é que os astrônomos não sabem exatamente quando isso irá acontecer porque a região é totalmente inexplorada - é a própria Voyager que está traçando o primeiro mapa dos confins do Sistema Solar.

Agora, por exemplo, ela acaba de descobrir algo totalmente desconhecido: uma "rodovia magnética".




4 de dez de 2012

Curso à distância oferecido pelo ON atrai estudantes de todo o Brasil


O primeiro curso à distância da área de geofísica ofertado pelo Observatório Nacional é um sucesso. O curso Magnetismo da Terra teve 8.139 inscrições e está entrando no quarto e último módulo, que será disponibilizado em dezembro.

A proposta do curso é promover, junto ao público não especializado, a divulgação de temas científicos relacionados à atuação do ON. Já foram realizadas nove edições do curso de Astronomia, mas em 2012 o Observatório estreou a oferta na área de geofísica.

Por meio de apostilas de texto, vídeos e slides, os participantes tem acesso a informações sobre o campo magnético da Terra. Aprendem qual a importância do campo para a vida no planeta, os fenômenos a ele relacionados, como são feitas as observações, as teorias que o explicam e conhecem os desafios das pesquisas e os problemas ainda sem respostas. Também estudam o campo magnético do Sol, as tempestades magnéticas e seus efeitos nas comunicações, as auroras boreal e austral.

Nesta edição, estão inscritos 5.476 estudantes, 1.439 professores e 1.224 outros interessados, representando todos os estados brasileiros e também a capital federal. Especialmente nas regiões do país onde nem sempre existem oportunidades de aperfeiçoamento, o curso oferecido pelo ON desempenha um papel importante.


Exemplo disso são os alunos do campus Sena Madureira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (IFAC). No município, distante 145 quilômetros da capital Rio Branco, boa parte dos alunos não tem internet em casa. Com isso, o apoio dos professores e da equipe do IFAC tem sido fundamental para que possam participar do curso. Como as provas são realizadas durante o final de semana, os estudantes do curso técnico em Informática e do curso superior em Ciências Naturais/Física tiveram a colaboração da instituição no transporte.


Para fazer os primeiros exames, realizados no início de novembro, eles utilizaram os computadores das salas de professores e das coordenações do campus. Muito animados, contaram com pais e amigos torcendo pelo êxito nos testes e também com a presença dos docentes que asseguraram a estrutura necessária.

A professora de Física Alcilene Balica Monteiro destaca a importância de iniciativas como a do ON para a formação dos estudantes e elogia a dedicação da equipe do Observatório para viabilizar a participação de tão amplo público nos cursos. “Agradeço imensamente pela contribuição de todos e tiro uma grande lição dessa pequena ação: a de que a persistência e o espírito de equipe levam ao sucesso e a um grande aprendizado.”





Workshop sobre astrofísica estelar acontece esta semana no Observatório Nacional


O Observatório Nacional realiza, nos dias 6 e 7 de dezembro, o evento “Workshop on Stellar Astrophysics at Observatório Nacional: Stellar Evolution and Stars in Transition Phases”. O encontro vai abordar as fases da evolução estelar que são ainda pouco conhecidas, as chamadas fases de transição, com destaque para as fases de estrelas de alta massa, que são anteriores à explosão de supernovas. Além disso, serão discutidos os progressos nas pesquisas proporcionados pelos grandes telescópios e pelos novos instrumentos a que o Brasil já tem e poderá futuramente ter acesso com a adesão ao Observatório Europeu do Sul (ESO).

Entre os convidados, já confirmaram presença os pesquisadores Michaela Kraus, do Observatório Astronômico de Ondrejov (República Checa), Lydia Cidale, da Universidade de La Plata (Argentina) e Michel Curé, da Universidade de Valparaiso (Chile).

O workshop é voltado a pesquisadores de astrofísica estelar, alunos de pós-graduação e de iniciação científica em astronomia. As inscrições foram feitas no mês passado.

Informações no site do evento.


ASCOM/ON

Doutorado em Astronomia/ON inscreve para processo seletivo


Termina no próximo dia 21 de dezembro o prazo de inscrição no processo seletivo ao doutorado em Astronomia do Observatório Nacional. Para concorrer a uma vaga, é preciso ter graduação e título de mestre em Física, Matemática, Astronomia ou áreas afins (ciências exatas ou engenharias). Os aprovados poderão realizar pesquisas nas seguintes áreas: Astrofísica do Sistema Solar; Astrofísica Estelar; Astrofísica Extragaláctica; Astrofísica Galáctica e do Meio Interestelar; Astrofísica Relativística; Astronomia de Posição; Astronomia Dinâmica; e Cosmologia.

A lista de documentos necessários para inscrição está disponível no site do ON. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 3504-9189 e (21) 2589-7463, e também pelo e-mail cpg@on.br.

ASCOM/ON