30 de jun de 2014

NASA vai enviar sua mensagem para aliens no espaço sideral


No ano passado, quando a Voyager I deixou nosso sistema solar e avançou rumo ao espaço interestelar, ela levava uma mensagem para a vida extraterrestre: um disco de ouro contendo imagens e palavras selecionadas por Carl Sagan e outros. Mas esta nave saiu da Terra há quase 40 anos: é hora de enviar novas mensagens para os extraterrestres – e a NASA está encarregada disso.

Em 2006, a NASA lançou uma sonda espacial chamada New Horizons, que chegará a Plutão no ano que vem para estudar o ex-planeta e suas luas. Agora, ela está a uns 500 milhões de quilômetros da Terra; mas graças a uma ideia de Jon Lomberg, que estava envolvido no disco de ouro original de Carl Sagan, esta pequena sonda irá realizar uma nova missão.

Lomberg percebeu que, quando a New Horizons terminar de enviar todas as informações sobre Plutão para a Terra, o sistema dela vai ficar com bastante memória extra. E dado que conseguimos nos comunicar com ela – com um atraso de quatro horas – por que não preenchê-la com novos dados? E como a sonda estará se distanciando cada vez mais da Terra, talvez até rumo ao espaço exterior, Lomberg sugere que façamos algo de útil com ela.

No ano passado, Lomberg lançou uma petição para a NASA considerar seu plano, e começou a Iniciativa de Mensagem na New Horizons, projeto independente a fim de financiar e coletar mensagens para a sonda levar além do sistema solar.

E no mês passado, o projeto vingou: o Space.com informa que a NASA concordou com a ideia. Assim como o disco dourado de Sagan, que Lomberg chama de “um retrato da Terra em 1977″, esta nova mensagem será um retrato da Terra em 2014. E, em vez de deixar que uma equipe da NASA decida o que será enviado, o grupo está solicitando o conteúdo de qualquer pessoa na Terra. O Space explica:

Pessoas de todo o mundo poderão apresentar suas imagens e votar naqueles que deveriam ser incluídos na mensagem final. Lomberg e outros irão exercer controle editorial para garantir que nenhum material impróprio seja escolhido, e a NASA tomará a decisão final.

Você poderá apresentar sua mensagem – seja uma saudação em áudio, um Vine ou uma foto (selfie não, por favor) – no início do ano que vem.

É um projeto muito bacana, e é apenas mais um exemplo de como cientistas-cidadãos estão se unindo para participar de missões da NASA – mais ou menos como o grupo que, no mês passado, comandou com sucesso um satélite perdido há tempos.

Mas isso também levanta algumas questões interessantes. Por exemplo, como é que os aliens iriam interpretar qualquer uma dessas mensagens? De certa forma, essas mensagens “para alienígenas” são, na verdade, para seres humanos. Assim como cápsulas do tempo – que raramente são úteis para quem as descobre – essas mensagens permitem mostrar para pessoas do futuro o que é mais importante hoje. De qualquer maneira, é um projeto maravilhoso. [Space]

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Hubble captura explosão incrível de uma estrela em vídeo time-lapse de quatro anos


Eu nunca imaginei que ia ver algo como isto: o vídeo de uma estrela explodindo no espaço, iluminando a poeira interestelar em torno dela à velocidade da luz. Isto não é uma simulação de computador: é um vídeo time-lapse gravado ao longo de quatro anos pelo Hubble – mas os cientistas ainda não sabem o motivo da explosão.


O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA vem observando o eco de luz da V838 Mon desde 2002. Cada nova observação revela uma nova “lâmina” da poeira interestelar em torno da estrela. Este vídeo combina as imagens do eco de luz obtidas pelo Hubble entre 2002 e 2006.

O eco de luz é um fenômeno óptico na astronomia. Basicamente, ele faz você observar uma cintilação no céu mais de uma vez: primeiro a original e depois o “eco”, a luz que foi refletida em determinado lugar e também chega até nós.


A estrela V838 Monocerotis – na constelação Monoceros, a 20.000 anos-luz da Terra – sofreu uma explosão súbita que pegou astrônomos de surpresa em 2002. A estrela vermelha ficou tão grande que se tornou uma das maiores observadas, produzindo 600 mil vezes mais luz que o Sol.
Os cientistas pensaram que era uma nova – ou seja, uma explosão nuclear na estrela – mas depois perceberam que estavam errados. A origem deste brilho espetacular, que iluminou a poeira interestelar ao seu redor à velocidade da luz, ainda é desconhecida. Estas são as teorias atuais.
  • explosões nova atípicas (isso é muito improvável);
  • o pulso térmico de uma estrela que está morrendo, que iluminaria as camadas de material ejetado pela estrela em suas explosões anteriores;
  • um evento termonuclear em uma estrela supergigante, na qual o hélio em uma das camadas da estrela pega fogo e começa um processo de fusão;
  • uma explosão causada pela fusão de duas estrelas;
  • um evento de captura planetária, em que a estrela engole um dos seus planetas gasosos gigantes.
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27 de jun de 2014

Veja como o campo magnético da Terra está mudando


Quando o campo magnético da Terra muda, coisas estranhas acontecem. Agora, o sistema de satélites Swarm, da Agência Espacial Europeia, mostrou como exatamente o magnetismo do nosso planeta está mudando.
Lançado em 2013, o Swarm é formado por três satélites que medem a força do campo magnético da Terra remotamente. Esses novos resultados são baseados nas mudanças nos sinais magnéticos provenientes do núcleo da Terra; azul significa que o campo está diminuindo, magenta significa que está aumentando.
As medidas feitas nos últimos seis meses confirmaram a tendência geral que esperávamos ver: um enfraquecimento gradual no campo do planeta. Na verdade, os declínios mais intensos são no hemisfério ocidental, especialmente próximo à América do Norte.
Mas eis as particularidades. O campo magnético sobre a parte sul do Oceano Índico se fortaleceu desde janeiro, por exemplo. E os resultados também mostram que o norte magnético continua se movendo em direção à Sibéria.
Ao longo dos próximos meses, pesquisadores vão investigar ainda mais os dados para entender como contribuições magnéticas de outras fontes – o manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera – afetam também o nosso campo. [ESA]


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25 de jun de 2014

A origem das Festas Juninas e a Astronomia

As Festas Juninas ou Festas dos Santos Populares, se tornaram festejos típicos principalmente na região Nordeste do Brasil. Embora seja considerada uma festa católica, sua origem é totalmente pagã,  que, assim como outras festividades como o Natal e o Carnaval, também muito populares no Brasil, possuem um significado representativo de divindades relacionadas a astros, como o Sol. 

São João - a festa do Solstício

Pôr do Sol no solstício de verão alinhado com as pedras do Stonehenge, na inglaterra. Um de muitos templos dedicados ao Sol e a observação e catalogação das datas do início das estações. Ainda hoje, todos os anos, pessoas vão contemplar os solstícios e equinócios no Stonehenge.

O que pouca gente sabe é que era de costume a igreja absorver festividades pagãs e torná-las católicas, principalmente na idade média, quando o poder da Igreja era soberano principalmente na Europa. .  Foi assim que o Cristianismo, não podendo combater os festejos pagãos da Antiguidade (mais precisamente no período neolítico celta) que ainda prevaleciam em plena Idade Média, resolveu adaptá-los ao calendário cristão.

A Saturnália, que influenciou o Carnaval, foi a festividade que agora conhecemos como Natal e representava o deus romano Saturno, ou Cronos para os gregos que claro, ocorria no Solstício de inverno no Hemisfério Norte, e de verão, no Hemisfério Sul.  

Segundo a tradição, era comum celebrar festas principalmente durante os solstícios, ou seja, os dias do ano em que o Sol atinge a maior declinação em latitude, em relação a linha do equador. No hemisfério Norte, o Solstício de Verão ocorre de 21-22 de junho, e o Solstício de Inverno, entre 21-22 de dezembro. No hemisfério Sul, as datas são inversas, em junho seria o inverno e em dezembro, o verão.

Iluminação da Terra pelo Sol durante o solstício do hemisfério norte.

Em comemoração à chegada do Solstício de verão, no hemisfério Norte, vários países europeus festejavam a data. A igreja por sua vez, assimilou a data, transformando-a na festividade do nascimento de São João Batista.

Origem da fogueira

A tradição das fogueiras juninas tem origem européia e  também fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira do dia de Midsummer (25 de junho) tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo à fogueira que Isabel acendera para avisar a Maria sobre o nascimento de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Outras versões dizem que os antigos sacerdotes, ao descobrir a importância dos Solstícios, que indicavam as grandes estações climáticas e mexiam com a economia local, assim, eles tinham o Sol como um deus, louvando-o todos os anos nos dias dos Solstícios, com o fogo, a luz suprema que o homem oferecia às divindades pagãs. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).  Foi quando a festa do deus Sol se transformou nas populares festas juninas.

Fogueira de Festa do Verão em Mäntsälä. Fogueiras de São João (Festa do Verão) são bastantes populares no dia de São João (Juhannus) no campo ao redor das cidades em festejos.


No Brasil

Durante, o período colonial (1500-1822), os portugueses, além de catequizar os índios e trocar especiarias, trouxeram para o Brasil as tradições medievais católicas e uma delas foi a festa de São João Batista. A festa se tornou muito popular com o passar dos anos aqui no Brasil, principalmente na região Nordeste. Em Portugal, além de São João, também acrescenta-se outros dois santos populares: Santo Antônio e São Pedro. 

Ainda hoje vemos templos antigos e modernos que, mesmo que os religiosos e fieis não percebam, são alusões diretas ou indiretas aos deuses solares e não aos santos populares.

Agora que você já sabe a origem das Festas Juninas, toda vez que ver uma fogueira acesa no dia 23 de junho, lembrará das antigas tradições celtas para o Deus do Sol e para a chegada do Solstício todos os anos.


Tradicional Quadrinha junina na pirâmide do Parque do Povo no Maior São João do Mundo, em Campina Grande, PB, Brasil.


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6 de jun de 2014

Conheça o Kapteyn b, planeta mais velho do Universo que possivelmente abriga vida.


Quem acompanha a Super Interessante, viu a descoberta de um outro planeta que poderia abrigar vida. E, enquanto falávamos do avanço na tecnologia de equipamentos: XABLAU! Eis que surge outro. Mas não outro qualquer. Os astrônomos que descobriram o Kapteyn b dizem que o planeta, além de poder abrigar vidas, é o mais antigo do Universo com 11, 5 bilhões de anos (2 bilhões de anos mais jovem que o Big Bang e 2,5 vezes mais velho que a Terra).

“Isso faz com que você se pergunte que tipo de vida poderia ter evoluído nesse planeta durante todo esse tempo”, diz o principal autor do estudo Guillem Anglada-Escudé, da Queen Mary University, de Londres. Se realmente existir uma sociedade lá, com certeza é bem evoluída, até porque na época em que esse planeta “nasceu” só havia poeira no universo.

Kapteyn b é uma “super-Terra” que fica a (só) 13 anos-luz de nós e possui 5 vezes mais massa que o nosso planeta. Ele completa uma volta em torno de sua estrela (a anã vermelha conhecida como Estrela de Kapteyn) a cada 48 dias. A estrela está localizada no halo galáctico, que é tipo a periferia da Via Láctea. Esse é mais um corpo detectado pelo espectrômetro HARPS, num observatório no Chile.

Descobrir um planeta habitável atrás do outro tem deixado os pesquisadores bem felizes e surpresos. Por mais que a gente ainda esteja longe de conseguir fazer uma viagem de 13 anos-luz facilmente, as novidades da astronomia já nos deixam um pouquinho mais perto de descobrir o que há do lado de lá do espaço. “Ficamos animados ao encontrar planetas que orbitam a estrela de Kapteyn “, afirma Guillem. “A detecção de planetas de massa super-Terra em torno de estrelas pertencentes ao halo fornece importantes percepções sobre processos de formação planetária no início da Via Láctea “, completa.

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