29 de ago de 2014

Descoberta de Nuvens de Metano no Fundo do Mar: Perigo Planetário em Curso?

Em Bonito, a localidade de Mato Grosso do Sul, há, entre outros programas ecológicos, um passeio em que, munidos de snorkel, descemos por um riacho de águas cristalinas e contemplamos o mundo sub-aquático do rio. Assim, podemos ver umas bolhinhas subindo em direção à tona que o pessoal local ensina tratar-se resultado da fotossíntese da vegetação presente no leito, que libera, assim, oxigênio molecular em estado gasoso.

Essa é a visão que a foto abaixo faz recordar. Mas não trata-se de rio e nem é raso a ponto de receber a luz do sol. Aqui, a iluminação é artificial, e as bolhinhas não são de oxigênio. O local: plataforma marítima da costa leste dos Estados Unidos, mais precisamente, litoral do Estado da Carolina do Norte.


Sabemos, da observação em planetas semelhantes à Terra, tal como Vênus e Marte, que a atmosfera original é irrespirável, mais ainda, imprópria para a vida de forma geral. Por original entende-se: atmosfera constituída pelos elementos compatíveis com o processo de formação dos planetas do ponto de vista astronômico e geológico. Os gases presentes nessas atmosferas são essencialmente metano e gás carbônico, além de outros componentes menos importantes. Em suma: impossível se viver nessas atmosferas. Na Terra, um processo lento e gradual propiciou a “filtragem” de sua atmosfera, por conta da atividade dos recifes de coral, bactérias ciagênicas e, finalmente, deposição de parcelas importantes no subsolo dos oceanos durante, e sobretudo, as glaciações. O resultado é essa atmosfera que conhecemos, e que se renova por meio da própria atividade vital presente em nosso planeta.

Com o aquecimento global, os cientistas temem que algo de terrível esteja em curso. É o que já havia alertado Benjamin J. Phrampus & Matthew J. Hornbach, ambos da Universidade Metodista do Sul, no Texas, EUA, em carta ao editor da Nature em 2012, quando observaram que a corrente do Golfo do México, que leva água para o Atlântico Norte, está esquentando. O artigo atual de Skarke e seus colaboradores parece ser o capítulo seguinte de uma tragédia global que está se desenhando.

O gás metano reage com o oxigênio molecular presente na atmosfera e inibe sua estabilização. Sem oxigênio, morremos todos. Além disso, inicia-se um processo de acidulação dos oceanos e das precipitações pluviais. Os próprios Phrampus & Hornbach (P&H) chamam a atenção para simulações promovidas por diferentes grupos e que concluem que uma elevação de cinco graus centígrados no Atlântico Norte levam à liberação de gás metano do fundo do mar em quantidades que representam 0,2% do que foi responsável em promover a chamada Máxima Térmica do Paleoceno-Eoceno (PETM, em inglês), evento associado a uma massiva extinção de vida no planeta há cerca de uns 55,8 milhões de anos. P&H mediram um aquecimento de cerca de oito graus, com liberação esperada estimada em 2,2 giga-toneladas de gás metano. Mesmo que isso represente apenas uma fração do observado no PETM, as consequências para o clima global, segundo os próprios autores, são incertas.

Tais temores são confirmados pelo que se observa, por exemplo, no final do período Permiano. Em um artigo na revista National Geographic, Hillel J. Hoffman relata sua visita ao Triângulo Negro, na República Tcheca, perto da fronteira com a Alemanha e Polônia. Ali há indícios do que um período ininterrupto, por anos a fio, de chuva ácida pode fazer. Toda e qualquer forma de vida, seja animal ou vegetal é simplesmente aniquilada. No Triângulo Negro vê-se fósseis enegrecidos, marca do que os vivos sofreram. Foi o que ocorreu nessa época, há uns 250 milhões de anos. Não se sabe o que ocasionou a chuva ácida nesse período. Teria sido um desses aquecimentos que o planeta experimentou em sua existência? O que se sabe é o que se vê como resultado da chuva ácida no Triângulo Negro. E chuva ácida é uma das consequências do aquecimento global, via liberação de gases como o metano do fundo do mar. 

Sua ocorrência persistente poderá fazer de Bonito, em Mato Grosso do Sul, um sítio para, no futuro, arqueólogos compararem com o Triângulo Negro, República Tcheca.

Talvez o cenário catastrófico preconizado pelos atuais ecologistas e defensores do meio ambiente seja ainda mais terrível. E mais próximo do que se pensa.

João Luiz Kohl Moreira
27/08/2014

28 de ago de 2014

Dica do dia

Apollo 13: do Desastre ao Triunfo

Apollo 13: do Desastre ao Triunfo - Ron Howard (1995)

Baseado no relato de acontecimentos reais da desastrosa missão Apollo 13, programa espacial da agência espacial norte americana - NASA, o filme conta a história de três astronautas americanos a caminho de uma missão à Lua. Em meio a missão espacial uma grave explosão acontece por conta de um defeito no equipamento e coloca em risco a vida dos cosmonautas.

A frase: "Houston, we have a problem here!" (Houston, nós temos um problema aqui!) se tornou uma referência à missão que foi tomando um rumo fatal, isolados a 500.000 km da Terra em uma espaçonave danificada, três astronautas vivem momentos de aflição e lutam desesperadamente em busca de sobrevivência.


O filme foi um grande sucesso de bilheteria e recebeu prêmios e indicações. Vale a pena conferir!



27 de ago de 2014

Você sabia?


Estrelas de grande massa podem explodir deixando como resíduo uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. No entanto, as estrelas de nêutrons são corpo celeste estáveis que não evoluem para buracos negros. Como sabemos, os buracos negros também são formados a partir da explosão de uma estrela mas não por um processo que primeiro dê origem a uma estrela de nêutrons que, mais tarde, evolui para um buraco negro. Estrelas de nêutrons podem se transformar em buracos negros por meio de um processo chamado "tunelamento quântico" mas isso somente após alguns bilhões de bilhões de anos.


25 de ago de 2014

Cientistas afirmam ter encontrado partículas de pó interestelar

Os cientistas identificaram sete raras partículas microscópicas de pó cósmico que datam das origens do Sistema Solar e poderiam ser as primeiras amostras de pó interestelar contemporâneo, informou a NASA.

As partículas fazem parte da carga de amostras recolhida pela sonda espacial Stardust que retornou à Terra em 2006 após sete anos de viagem e mais de 4.800 quilômetros percorridos. Desde então uma equipe de cientistas esteve analisando os fragmentos capturados em uma rede com forma de raquete fabricada com um aerogel de dióxido de silício, o material sólido mais leve conhecido capaz de deter o pó sem modificá-lo pelo impacto.

Os cientistas acreditam que as partículas provavelmente vieram de fora de nosso Sistema Solar, talvez por uma explosão de uma supernova há milhões de anos e alteradas pela exposição ao extremo ambiente espacial.

A descoberta rendeu outros 12 estudos sobre as partículas, que aparecerão na próxima semana na revista "Meteoritics & Planetary Science", antecipou a NASA.


"Estes são os objetos mais difíceis que jamais teremos no laboratório para seu estudo e é um triunfo que tenhamos progredido tanto em sua análise", disse Michael Zolensky, do laboratório Stardust no Centro Espacial Johnson da NASA em Houston e coautor do artigo da "Science".



Os cientistas advertem que precisam fazer testes adicionais antes de poder dizer, definitivamente, que se tratam de restos procedentes do espaço interestelar.

Mas, se for confirmado, asseguram que essas minúsculas partículas cósmicas de uma grossura inferior a de um pelo humano, poderiam ajudar a explicar a origem e a evolução do pó interestelar (situado entre as estrelas), assim como do Sistema Solar.

A estrutura e a composição química das partículas resultou ser muito mais diversa do que esperavam os cientistas, que apontaram que algumas têm uma estrutura esponjosa, similar a um floco de neve.

Uma equipe de "cientistas-cidadãos" participou da cooperação científica com a universidade de Berkeley para ajudar a detectar as partículas com dimensão de milésimos de milímetros.
Membros do Centro Espacial Johnson analisaram metade dos painéis em níveis distintos e transformaram o material escaneado em filmes, publicados na internet, para que os voluntários buscassem rastros de partículas, que posteriormente foram verificados por cientistas.



As supernovas, as gigantes vermelhas e outras estrelas produzem um pó interestelar e geram elementos pesados como o carbono, o nitrogênio e o oxigênio necessário a vida.



A NASA ressaltou que duas partículas, que foram apelidadas de Orion e Hylabrook, foram submetidas a testes exaustivos para determinar as quantidades de isótopos de oxigênio, o que poderia proporcionar evidências mais claras de sua origem extra-solar.


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22 de ago de 2014

A Sonda Espacial STARDUST: A incrível saga que levou à descoberta de poeira interestelar no interior do Sistema Solar


Certamente inspirados na canção “Stardust”, eterno sucesso americano de Carmichel, com letra de Parish, os administradores da NASA nomearam para o projeto a sonda que iria ao espaço para uma dessas missões de longa duração e múltiplos propósitos, todos associados à coleta de poeira sideral para futuros estudos.

Após longos meses de construção, a sonda Stardust foi lançada do Cabo Canaveral em 2 de junho de 1999 a bordo de um foguete tipo Delta II. Ela percorreria um longo caminho em órbita solar, realizaria imagens de cometas e asteroides e coletaria material de diversas origens, cometária, interplanetária e, possivelmente, interestelar numa missão de 12 anos coroada de sucesso. 

A sonda, movida a energia solar, foi equipada, entre outras coisas, com um coletor de poeira espacial chamado “Aerogel”, um painel contendo um gel feito de sílica concebido especialmente para esse fim. Esse painel é o responsável por uma das descobertas mais espetaculares da missão, mas que contou, como veremos adiante, com a colaboração de milhares de cidadãos espalhados pelo mundo que cederam tempo livre de seus computadores, conectados à Internet, para o processamento dos dados obtidos pela sonda Stardust. Tal procedimento é conhecido como “Citizen Science” ou “Ciência-Cidadã”.

A história de sua trajetória orbital já seria motivo de menção pelo planejamento e monitoramento remoto. Lançada em 1999, a sonda foi colocada numa órbita elíptica em torno do Sol. Após a primeira revolução, em janeiro de 2001, a sonda aproximou-se Terra e foi submetida a um processo conhecido como “manobra por auxílio gravitacional terrestre”, uma espécie de “estilingada” cósmica, onde aproveita-se o campo gravitacional do planeta, no caso a Terra, para catapultar o objeto para uma órbita superior. Com isso o semi-eixo maior da órbita foi a 3 vezes o diâmetro da órbita terrestre, com um período de cerca de 5 anos. Isso fez com que a sonda penetrasse o Cinturão de Asteroides interior, uma região entre Marte e Júpiter composta de asteroides, material perdido em órbita solar que não teve possibilidade de se agregar para formar um planeta por culpa do campo gravitacional de Júpiter. Daí a sonda passou a dirigir-se aos seus alvos. 

Em novembro de 2002 ela cruza com o asteroide Annefrank a cerca de 3.000 km, quando tira fotos deste e os envia à Terra por sinal de rádio. Essas imagens foram fundamentais para a determinação de parâmetros como a rotação do astro, com a concorrência de curvas de luz obtidas em telescópios terrestres. Como consequência, pode-se, também, aprimorar a teoria que obtém parâmetros físicos dos asteroides a partir de observações fotométricas na Terra. 

Em setembro de 2003 a Stardust cruza a coma do cometa Wild-2 e coleta material por meio de seu Aerogel. Também fotografa o cometa ejetando material ao espaço. O processo é registrado e leva a equipe de cientistas ao delírio, pois é constatado algo que já se desconfiava. O processo de lançamento de material pelos cometas não se dá de forma uniforme e sim em pontos de sua superfície conhecidos por “spots”, de onde o material é expelido. Isso sugere uma evolução por processo disruptivo como a observação em solo terrestre já indicava. 

O dispositivo que mantinha o Aerogel direcionava o painel para o sentido do movimento do Sol em relação à galáxia, uma manobra semelhante a um velejador, que coloca a vela do barco de maneira a ser “enchida” pelo vento. Dessa forma, a “vela cósmica” era colocada de forma a coletar na melhor condição a poeira interestelar, se ela ali estivesse presente. Se alguma poeira interestelar fosse capturada seria a primeira vez. A humanidade jamais tinha “posto a mão” em poeira interestelar, que ela sabia existir apenas pelo efeito que esta provoca na radiação que nos chega do espaço sideral. 

Três anos depois a sonda encontra-se novamente com a Terra e lança ao solo uma cápsula contendo o material coletado. A cápsula é capturada pelo pessoal da NASA e levada aos laboratórios para a coleta dos dados. 

Em 2011 a Stardust ainda se encontra com o cometa Tempel-1, tira fotos espetaculares para em seguida encerrar suas atividades e perder contato com a Terra. Hoje, vaga pelo espaço. 

A Stardust deixou um legado que envolve uma comunidade inteira de pesquisadores, interessados ou simplesmente curiosos dispostos a ajudar. O volume de dados obtido do material deixado por ela era tão grande que seus responsáveis, inspirados no projeto SETI@home, criado por Carl Sagan, criaram o STARDUST@home. Pessoas que possuem computadores conectados à Internet os disponibilizam para que sejam utilizados no processamento dos dados. É instalado o programa que funciona como um “protetor de tela”. Quando seu PC está inativo, o programa entra em ação. Conecta-se com o servidor na NASA, recebe seu pacote de dados e processa. Assim feito, o procedimento é rápido e não compromete as atividades do proprietário, pois quando este retoma suas tarefas no computador, o programa, como o protetor de tela, fica inativo, aguardando nova oportunidade para voltar a operar. Uma vez terminado o processamento, o programa envia os resultados ao servidor e aguarda mais dados para processar. 

Pois foi assim que foi possível descobrir a poeira interestelar. Desse projeto participaram cerca de 30 mil voluntários. Por meio da análise de constituição química, direção da incidência no painel e densidade, em cerca de 100 milhões de imagens, pode-se constatar, finalmente, a existência de poeira interestelar no Sistema Solar. Os voluntários, cujos computadores encontraram os resultados, foram contemplados com um “email” comunicando o sucesso de sua participação. Bastou isso para deixá-los em estado de graça. Afinal, eles ajudaram a fazer História. 

Saiba mais: revista Nature, edição agosto de 2014. 


João Luiz Kohl Moreira
Observatório Nacional/MCTI
Coordenação de Astronomia e Astrofísica

21 de ago de 2014

Astrofísico explica qual planeta do sistema solar é o mais inóspito e por quanto tempo sobreviveríamos em cada um deles



Explorar outros planetas e até viver em outro mundo são sonhos perseguidos pela humanidade, mas que, por enquanto, fazem parte apenas da ficção científica. Enquanto este desejo ainda está longe de ser realizado, o astrofísico Neil deGrasse Tyson tratou de explicar porque a vida humana em outros planetas seria completamente impossível. Confira abaixo quando tempo sobreviveríamos em outros mundos, longe da Terra:

Mercúrio

O planeta mais próximo do Sol é quente demais para nós em sua face voltada para o astro. No entanto, o lado oposto não é tão ruim assim. Porém, é impossível respirar no planeta. Desta maneira, o tempo de vida de um humano por ali seria de dois minutos.




Vênus

O planeta que recebeu o nome da deusa do amor e da beleza não oferece nenhum ambiente afável ou bonito para nós. Com temperatura aproximada de 500°C, é impossível pensar em vida como a nossa por ali.



Marte

Certamente é o primeiro planeta que vem à mente quando pensamos em uma “colonização” espacial. Apesar de frio, a temperatura não seria um problema tão grave já que sua atmosfera não é espessa como a da Terra. Contudo, ali é impossível respirar e, desta maneira, a sobrevida seria de, aproximadamente, 2 minutos.




Júpiter

Devido a diferença de pressão, vida humana duraria menos de um segundo. Este gigante gasoso é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro como em massa e é o quinto mais próximo do Sol. Caso alguém conseguisse descer por ali, ficaria preso em um tornado de gases e pedras.





Saturno

As condições extremamente hostis à vida humana que ocorrem em Júpiter podem ser aplicadas a Saturno. O planeta gasoso possui uma grande diferença de pressão e nós duraríamos menos de 1 segundo.




Urano e Netuno


A vida humana seria impossível nestes dois planetas por conta das degradantes temperaturas. Urano possui a mais fria atmosfera planetária no Sistema Solar, com temperatura mínima de -224°C. Já Netuno, planeta mais afastado do Sol, tem temperatura superficial média é de -218 °C.



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19 de ago de 2014

Você sabia?


Após estudarem a composição das rochas lunares os cientistas ficaram sabendo que a Lua foi formada a partir de material arrancado da Terra após esta ter sofrido uma grande colisão cósmica com um objeto possivelmente do tamanho de Marte.

18 de ago de 2014

A NASA está apostando nestas cinco ideias extraordinárias


O trabalho da NASA, além de desenvolver projetos atuais, é investir em tecnologias que talvez pareçam ficção científica, mas que nos levem para a próxima geração de missões espaciais. Afinal, há um século, a ideia de um pouso lunar estava praticamente fora da realidade. Esta semana, a NASA elegeu cinco conceitos aparentemente distantes do que ela quer estudar mais.

O NIAC, sigla para Programa de Conceitos Avançados e Inovadores da NASA, é o órgão responsável pela análise e seleção de quais conceitos – vindos de pesquisadores, universidades e até empresas independentes – devem receber apoio da NASA.

O programa já concedeu mais de US$ 23 milhões para centenas de ideias ao longo dos anos, e agora eles divulgaram suas próximas cinco Grandes Ideias. Vamos conferir.


Uma nave-mãe que libera rovers em formato de porco-espinho


Este conceito desenvolvido na Universidade Stanford quer ajudar a NASA a explorar pequenos corpos do Sistema Solar. Ele funcionaria assim: a nave mãe, localizada no espaço, lançaria uma nave robótica menor em um pequeno planeta, lua, ou mesmo asteroide.

Cada nave, que a equipe apelidou de “ouriço” devido a seus espigões de estabilização, contém três pêndulos que os ajudam a realizar três tipos diferentes de movimento, a fim de explorar estes locais desconhecidos. Eles poderão saltar longas distâncias, graças a um sistema para controle de altitude – eis um GIF do protótipo:



Elas poderão rolar também. E, finalmente, eles poderão voar como naves espaciais comuns. Os ouriços ajudariam a nave mãe a mapear corpos instáveis e ​​menores sem pousar neles.

Partículas de poeira viram “câmera”




O Jet Propulsion Laboratory da NASA teve esta ideia: construir um enorme sistema óptico no espaço usando nuvens de partículas de poeira. A nuvem, que seria moldada por pressão, formaria a abertura da “câmera”: ou seja, ampliaria o alvo para que a NASA pudesse ver objetos distantes no espaço em uma alta resolução.

Porque não usar um sistema óptico normal, e lançá-lo ao espaço? Bem, porque ele seria pesado ​​e frágil. Esta estratégia seria muito mais fácil de criar e manter no espaço.

Um telescópio levado por balão sub-orbital





A NASA já usa balões para ver o espaço, como o projeto do telescópio BLAST na imagem acima (que revelou “metade da luz das estrelas do Universo”). Mas um pesquisador do Observatório Steward em Tucson quer levar este conceito mais longe, lançando um balão de mais de 9 m de largura em voo sub-orbital. O enorme balão agiria como um refletor para o telescópio dentro dele, facilitando a obtenção de imagens no espaço. 

Ver dentro de asteroides usando partículas subatômicas



Thomas H. Prettyman, cientista do Instituto de Ciência Planetária, quer usar partículas subatômicas – como múons, gerados quando raios cósmicos colidem com objetos – para conseguir ver dentro desses objetos. A ideia é olhar de perto os asteroides e cometas que estão perto da Terra.

Essa tecnologia poderia ser usada, por exemplo, para descobrir quais minerais estão dentro de um asteroide a fim de minerá-lo. Ou isso poderia dar aos cientistas uma ideia melhor do tamanho e composição de um objeto que pode estar em rota de colisão da Terra, ajudando a gerar uma estratégia para mudar sua trajetória.

Esses dois cenários ainda são fictícios, mas esta técnica também seria útil no presente, uma vez que nos daria muita informação sobre objetos interplanetários que ainda não podemos acessar.

Uma alternativa melhor para telescópios para longas missões espaciais

É fácil entender por que há tantas ideias de câmeras nesta lista: à medida que a humanidade avança, ter sistemas ópticos melhores para observar o espaço será absolutamente essencial. Este conceito, foi projetado por S. J. Ben Yoo, da Universidade da Califórnia em Davis, para substituir os tradicionais telescópios volumosos em missões espaciais.

O projeto para este Sensor de Imagem Fotônico e Planar de Baixa Massa envolve reunir “milhões de interferômetros para detecção direta da luz branca, densamente acondicionados em circuitos integrados”, ao invés de usar os volumosos sistemas tradicionais.



De acordo com a equipe de pesquisa, este design “permite novas missões emocionantes para a NASA, pois proporciona uma câmera de grande abertura… a uma fração do custo, massa e volume de telescópios espaciais convencionais.”

Saiba mais sobre esses conceitos no site da NASA.

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15 de ago de 2014

Voyager: O mistério da nave espacial que pode ter superado os limites do desconhecido



A nave Voyager, considerada a invenção humana a alcançar as maiores distâncias na história depois de seu lançamento, em 1977, recentemente voltou a ser objeto de debates nos meios científicos. Um comunicado em 2012 anunciou ao mundo que a Voyager havia finalmente cruzado o limite do espaço do Sistema Solar. No entanto, alguns cientistas contestam esta afirmação. A questão portanto é: onde está realmente a sonda espacial Voyager I?

Especialistas afirmam que a nave estaria vagando pela heliosfera, região do espaço dominada pelo Sol e seu vento, composta por partículas energéticas, ou seja, fora do espaço interestelar. Para comprovar essa teoria, os cientistas desenvolveram um estudo publicado na Geophysical Research Letters. Ele afirma que, se a nave detectar uma mudança no campo magnético nos próximos dois anos, comprovará sua presença na heliosfera. No entanto, se a mudança no campo magnético não ocorrer, a confirmação de que a Voyager I cruzou o limite interestelar será definitiva.

O professor George Gloeckler, um dos autores da denominada “prova final”, explica de forma simples e direta: “Trajetórias são demonstradas com movimento”. O cientista, que desde 1972 trabalha na missão Voyager, diz que a mudança de campo magnético não foi observada, apesar da nave ter emitido diversos indícios de haver chegado ao espaço interestelar, com a exposição a raios cósmicos, por exemplo. As naves gêmeas, Voyager I e II, foram lançadas em 1977 para explorar Júpiter e Saturno. Apesar dos debates com relação ao seu paradeiro atual, não há dúvidas que a Voyager I chegou muito mais longe do que se podia imaginar.


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14 de ago de 2014

Astronautas da NASA testam Google Glass no fundo do mar

Óculos inteligentes poderão ser usados em missões fora do espaço. Laboratório da NASA fica submerso a 19 metros abaixo do nível do mar.


A Agência Espacial Norte Americana (NASA) realizou um teste no fundo do mar com equipamentos que poderão ser utilizados em missões espaciais. Os astronautas fizeram uso dos óculos inteligentes Google Glass, segundo informações do site “Space.com

Uma das funções dos óculos é exibir informações na tela, essa função é utilizada para mostrar aos astronautas quais são os procedimentos a fazer em seguida durante uma missão. O setor responsável pelo teste é o Operações de Missões em Ambientes Estremos (Neemo, na sigla em inglês). 

A caminhada aquática, serviu para testar novas tecnologias que poderão ser aplicadas em missões rumo a asteroides. O próximo teste está previsto para o mês de setembro. 

Além do Glass, os astronautas mergulhadores também levaram um monitor de batimentos cardíacos que se conecta via Bluetooth com a estação espacial. 

O Neemo possui um laboratório submarino chamado de Aquarius desde 2001. O laboratório fica submerso, a 19 metros do nível do mar, na costa da Flórida (EUA). 

Três dos astronautas do Neemo já voaram para o espaço, mas não todos. “Eu nunca estive no espaço, mas meu conhecimento – eu tenho trabalhado no time de Controle de Missão e visto os membros da equipe no espaço tentarem manter-se dentro do prazo lá – e eu sempre pensei como seria estar do outro lado”, disse o astronauta da NASA, Mark Vande Hei.


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12 de ago de 2014

Você sabia?


Ao contrário do que muita gente repete, o Big Bang não foi uma explosão. De modo algum ele foi uma explosão no sentido usual em que descrevemos uma explosão. Não houve um espalhamento de objetos ou pedaços de objetos pelo Universo, nem mesmo houve alguma coisa que explodiu (se alguma coisa tivesse explodido ela devia estar em algum lugar e, portanto, já existiria um Universo! O Big Bang não pode ser uma explosão pois não havia ainda o espaço-tempo para isso acontecer. Big Bang é o nome dado ao processo, ainda desconhecido, que deu origem ao nosso Universo.

11 de ago de 2014

NASA vai usar CO2 para fazer oxigênio na superfície de Marte


Foi anunciado pela NASA o que o rover Mars 2020 vai transportar para a superfície de Marte. Um dos itens é coisa de ficção científica: a MOXIE é uma máquina que absorve o dióxido de carbono da atmosfera marciana e o transforma em oxigênio puro para ser usado como combustível — um dia esse oxigênio pode servir para que os seres humanos respirem por lá.

O Mars Oxygen In-Situ Resource Utilization Experiment (MOXIE) é um dos sete instrumentos que estarão no rover 2020. O custo total em equipamentos é de aproximadamente US$130 milhões.

“Ele é extremamente útil para o futuro da produção de combustível para foguetes e para quando os seres humanos forem explorar Marte. É um grande passo no sentido de ajudar a futura exploração humana do planeta vermelho”, diz Michael Meyer, cientista chefe do Projeto Exploração de Marte sobre as possibilidades do Moxie.

Claro que Quando a NASA posicionar a máquina em Marte, em 2020, ela servirá principalmente como um dispositivo de testes para analisar a atmosfera marciana, a gravidade local e outras condições ambientais que afetam a produção de oxigênio. Como Bill Gerstenmaier, da NASA, explicou: “Nós não estaremos exatamente usando o oxigênio, mas analisando como podemos criá-lo, quais são os níveis de produção, qual é a eficiência. É sobre esse tipo de coisas que queremos aprender usando o MOXIE. As questões são: se você puder fazer um propulsor para ser usado na fase de subida, quando estivermos deixando o planeta, isso realmente muda a missão. Ou se você puder criar e armazenar oxigênio antes da chegada de uma equipe, você terá um ambiente habitável quando eles chegarem lá.”

Uma tecnologia similar foi usada por anos para fazer oxigênio de dióxido de carbono na Estação Espacial Internacional, mas o 2020 vai ser a primeira vez em que a NASA coloca a máquina em outro planeta. Parece com algo que poderíamos ler nas páginas de um livro de ficção científica.

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8 de ago de 2014

Desaparecimento total das manchas solares deixa cientistas intrigados



Mesmo atravessando seu período de atividade máxima, o Sol, no entanto, está equilibrado. E, para grande espanto, as manchas que até algumas semanas atrás cobriam a estrela de nosso sistema solar, em seu ponto máximo de atividade no ciclo regular de 11 anos, desapareceram, segundo uma imagem capturada recentemente pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA.

“Isso não é assim tão raro”, afirmou o físico Tony Phillips. “Ter um dia sem manchas durante o máximo solar é estranho, mas, por outro lado, este máximo solar pode ser o mais fraco dos últimos 100 anos. Tudo isso indica que os físicos que estudam o Sol, na realidade, não sabem o que está acontecendo com a nossa estrela; simplesmente, não podemos prevê-lo”, acrescentou.

As manchas solares são regiões do Sol de onde se originam atividades intensas, como as erupções solares, que são explosões violentas na fotosfera, e as ejeções de massa coronal, uma onda intensa de vento e irradiação solares lançados em direção ao espaço. A respeito desse assunto, Axel Young, físico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, disse que é imprudente afirmar que alguma coisa é incomum quando se está falando do Sol, um corpo celeste que tem sido estudado minuciosamente durante os últimos 50 anos – período que representa apenas um piscar de olhos em relação aos 4,5 milhões de anos que o astro-rei tem de idade.


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6 de ago de 2014

Cientistas revelam uma visão da Terra de quatro bilhões de anos atrás



Os períodos Hadeano e Eoarqueano foram o verdadeiro “inferno” na Terra. Durante milhões de anos nosso planeta foi fortemente bombardeado por milhões de asteroides, oceanos existentes se desfaziam várias vezes em atmosferas de vapor até a crosta terrestre finalmente se solidificar. Estas duas novas visualizações ajudam a compreender toda essa violência.

O vídeo abaixo é uma simulação “que mostra as massas de terra, cadeias de montanhas e mares sendo moldados por eventos de impacto, alguns dos quais aqueceram porções significativas da superfície”.




Esta simulação foi criada por Simone Marchi para uma pesquisa publicada na revista Nature. Abaixo, pode-se ver um GIF animado que mostra todos os impactos, “um novo modelo de bombardeio da Terra no éon Hadeano, que foi ajustado usando dados da Lua e da Terra”






“Nós descobrimos que a superfície da Terra no período Hadeano foi amplamente reprocessada por impactos… Este modelo pode explicar a distribuição etária dos zircões do período Hadeano e a ausência de rochas terrestres dessa época. Oceanos existentes teriam repetidamente fervido em atmosferas de vapor, devido a grandes colisões há cerca de 4 bilhões de anos."
- Marchi et al descrevem suas descobertas no sumário do estudo.


Agora imagine esses impactos assim:




E assim:





Ou assim:




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5 de ago de 2014

Você sabia?

As sondas espaciais fotografaram na superfície de Marte um vulcão extinto, o Monte Olympus, cuja base tem mais de 600 quilômetros de diâmetro e cuja altura atinge 27 quilômetros. Sendo quase três vezes mais alto do que o monte Everest, o Monte Olympus, até o momento, é a montanha mais alta de todo o Sistema Solar.


4 de ago de 2014

Mapa mais completo de Marte é elaborado

Material foi criado pelo Instituto Geológico dos EUA.



O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) elaborou o mapa mais completo de Marte até o momento - ele inclui informação topográfica, termal e dados sobre a composição do solo marciano.

As imagens recolhidas pela nave "Odissey 2001", que orbita ao redor do Planeta Vermelho, tornaram possível a elaboração desse novo mapa. As imagens aprimoram e complementam versões prévias elaboradas entre os anos 70 e 80. O mapa utiliza dados do Sistema Termal de Emissão de Imagens (Themis), um sistema de captação de imagens de emissão térmica baseado no espectro da radiação infravermelho instalado na sonda "Odissey".

Robin Fergason, do Centro Cientista de Astrogeología do USGS no Arizona, liderou o projeto em parceria com pesquisadores do Centro Espacial de Marte da Universidade Estadual do Arizona (ASU na sigla em inglês). "Utilizamos mais de 20 mil imagens de temperatura realizadas à de noite da Themis para gerar o mapa de mais alta resolução das propriedades da superfície de Marte", afirmou Fergason em um comunicado divulgado por meio do site da ASU.

"Agora esses dados estão disponíveis gratuitamente para todos os pesquisadores e para o público em geral", apontou o pesquisador, que finalizou seus estudos de doutorado em 2006.

"As áreas mais obscuras no mapa são mais frias à noite, têm menor inércia termal e, provavelmente, contêm partículas finas, como pó, lodo ou areia fina", disse Fergason, que acrescentou dizendo que as regiões mais brilhantes são as mais calorosas, com superfícies que consistem, talvez, de areia mais grossa, fragmentos de rochas ou a combinação de ambos os materiais.


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2 de ago de 2014

É possível construir um traje espacial na garagem de casa

O arqueólogo Cameron Smith projetou e construiu uma roupa de astronauta 15 vezes mais em conta do que as utilizadas pela NASA.


Um dos maiores entraves para a popularização de viagens espaciais é o alto custo envolvido em todas as etapas da operação. Afinal, mesmo em 2014, colocar um homem no espaço requer tecnologia de ponta. Mas não seria possível reduzir estes custos de alguma forma? O arqueólogo Cameron Smith, da Universidade de Portland nos EUA, conseguiu comprovar que sim: ele desenvolveu o protótipo de um traje espacial que custou cerca de US$ 2 mil, enquanto os modelos utilizados pela NASA têm um custo estimado de US$ 30 mil. “Com esta pequena peça do quebra-cabeça, eu só quero mostrar que o custo para acessar o espaço pode ser mais baixo”, diz.

Smith, assim como muitas crianças, sempre sonhou em ser astronauta. No entanto, em 1977, mesmo com apenas dez anos, ele foi além – enviou cartas para astronautas e cosmonautas pedindo orientações. Eventualmente, a corrida espacial acabou esfriando, e Cameron optou por estudar a Terra. Além de arqueólogo, também se especializou em antropologia e explorou lugares como o Alaska e a Islândia, mas suas aspirações aeronáuticas não morreram.

Em 2008 ele decidiu que iria construir um balão que o levaria a uma altura de 50 mil pés (cerca de 15 quilômetros). Para sobreviver nestas condições, seria preciso também elaborar um traje especial, que garantisse a pressurização e temperatura ideais para a vida humana. A engenhosidade de Cameron reuniu no projeto desde objetos de cozinha até peças de hardware, bem como uma roupa de mergulho modificada e um capacete soviético pressurizado para voos em grandes altitudes.

Basicamente a roupa é composta por quatro camadas: a primeira garante o isolamento térmico por meio de 11 metros de tubulação bombeando fluido refrigerador; a segunda e a terceira se encarregam de manter a pressurização ideal, equivalente a cerca de um quarto da pressão atmosférica no nível do mar; e a quarta é uma espécie de capa protetora à prova de fogo e equipada com recipientes para armazenar itens de sobrevivência. A organização dinamarquesa Copenhagen Suborbitals que defende a exploração independente do espaço, adotou o traje em suas operações e está realizando testes com o modelo, que foi batizado de Mark I Gagarin.

Veja o traje espacial sendo testado em uma piscina: clique aqui.

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