20 de out. de 2011

VISTA Descobre Novos Aglomerados Estelares Globulares

ESO1141pt-br — Foto de Imprensa
19 de Out. de 2011


... e observa além do coração da Via Láctea.





Dois novos aglomerados globulares juntaram-se ao total dos 158 já conhecidos na Via Láctea. Estes objetos foram encontrados nas novas imagens do telescópio de rastreio VISTA do ESO, no âmbito do rastreio que está sendo executado na Via Láctea (VVV). Este rastreio descobriu o primeiro aglomerado estelar que se encontra muito além do centro da Via Láctea e cuja luz, para chegar até nós, teve que viajar através do gás e poeira que se encontram no coração da nossa galáxia.
O aglomerado globular brilhante chamado UKS 1 domina o lado direito da primeira das novas imagens infravermelhas do telescópio de rastreio VISTA do ESO, situado no Observatório do Paranal, no Chile. No entanto, se desviarmos por um momento os olhos deste objeto brilhante, espera-nos uma surpresa neste campo rico em estrelas - um aglomerado globular mais tênue descoberto nos dados de um dos rastreios do VISTA. Para distinguir este aglomerado estelar é necessária uma observação atenta. Este objeto, chamado VVV CL001, consiste numa pequena coleção de estrelas visível na metade esquerda da imagem.

O VVV CL001 é apenas o primeiro das descobertas globulares do VISTA. A mesma equipe descobriu um segundo objeto, VVV CL002, que aparece na imagem abaixo.


No centro está o  recém-descoberto aglomerado globular VVV CL002, previamente desconhecido, que aparece como uma concentração discreta de estrelas fracas perto do centro da imagem. Encontra-se perto do centro da Via Láctea.
Crédito da imagem: ESO/D. Minniti/VVV Team


Este pequeno e tênue grupo de estrelas pode ser também um aglomerado globular, o mais próximo do centro da Via Láctea conhecido até agora. A descoberta de um novo aglomerado globular é muito rara, sendo que o último foi descoberto em 2010 e que apenas eram conhecidos 158 na nossa galáxia antes destas novas descobertas.

Estes novos aglomerados são as primeiras descobertas do rastreio do VISTA intitulado Variáveis na Via Láctea (VVV), que estuda do modo sistemático as regiões centrais da Via Láctea no infravermelho. A equipe VVV é liderada por Dante Minniti (Pontificia Universidad Católica de Chile) e por Philip Lucas ((Centre for Astrophysics Research, University of Hertfordshire, RU).

Além de aglomerados globulares, o VISTA também está encontrando muitos aglomerados abertos ou galácticos, os quais contêm geralmente estrelas mais jovens e em menos quantidade do que os aglomerados globulares e são muito mais comuns (eso1128). Outro aglomerado recentemente anunciado, VVV CL003, parece ser um aglomerado aberto que se encontra na direção do centro da Via Láctea, mas muito mais longe, ou seja cerca de 15 000 anos-luz além do centro. Este é o primeiro aglomerado deste tipo a ser descoberto do lado de lá da Via Láctea.

Devido ao brilho fraco dos novos aglomerados encontrados, não é de admirar que estes tenham permanecido escondidos durante tanto tempo. Até há cerca de alguns anos atrás o UKS 1 (visto na imagem a), que eclipsa totalmente em brilho estes objetos, era o aglomerado globular mais tênue conhecido na Via Láctea. Devido à absorção e avermelhamento da radiação estelar por efeito da poeira interstelar, estes objetos apenas podem ser observados no infravermelho e consequentemente o VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo inteiro, está idealmente preparado para procurar novos aglomerados que se encontrem escondidos por trás de poeira nas regiões centrais da Via Láctea.

Uma possibilidade interessante é que o VVV CL001 esteja gravitacionalmente ligado ao UKS 1 - tornando estes dois grupos estelares no primeiro par binário de aglomerados globulares na Via Láctea.

Estas imagens do VISTA foram criadas a partir de dados obtidos através dos filtros infravermelhos J (a azul), H (a verde) e K (a vermelho). O tamanho das imagens mostra apenas uma pequena fração do campo de visão total do VISTA.

 
Crédito da imagem: ESO/D. Minniti/VVV Team and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin
A imagem acima mostra uma comparação da visão do recém-descoberto aglomerado globular VVV CL001 em luz visível (superior) e infravermelho (inferior). A visão infravermelha, a partir do telescópio VISTA, mostra o novo cluster de forma muito clara, permitindo melhor o seu estudo. A versão de luz visível foi criada a partir de fotografias tiradas com filtros azul, vermelho e infravermelho e que fazem parte do Digitized Sky Survey 2. O cluster mais conhecido e mais brilhante globular UKS 1 aparece à direita.




  
Crédito da imagem: ESO and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin

Esta grande vista da região, muito rica, em torno do recém-descobertos aglomerado globular VVV CL001 e sua companheira mais brilhante UKS 1 foi criada a partir de fotografias tiradas com filtros azul, vermelho e infravermelho e fazem parte do Digitized Sky Survey 2. Os aglomerados globulares estão perto do centro da imagem, mas são quase totalmente invisíveis nesta vista. O campo de visão é de aproximadamente 2,8 graus de diâmetro. 




Crédito da imagem: ESO/D. Minniti/VVV Team
Esta imagem do VISTA é uma parte minúscula do projeto VISTA de Variáveis na Via Lactea (VVV), cujo objetivo é conduzir um estudo sistemático das partes centrais da Via Láctea em luz infravermelha. No centro da imagem está o aglomerado globular aberto VVV CL003. Este aglomerado recém-descoberto, aparece como  uma  concentração de estrelas fracas na direção do centro da Via Láctea, a uma distância aproximada de 15000 anos luz alem do centro.













18 de out. de 2011

Semana de Ciência e Tecnologia ajuda monitorar água do planeta

Site Inovação Tecnológica


pH do Planeta

A atividade é simples: os alunos coletam a água de uma fonte natural local em duas garrafas PET.

Os estudantes podem coletar amostras de sua própria residência ou de algum curso d'água nas proximidades.

Ao voltar para a escola, as amostras são analisadas com azul de bromotimol e púrpura de metacresol, soluções que indicam o pH.

Esta é a essência do projeto pH do Planeta, que envolve diversos países e é uma das atividades do Ano Internacional da Química, promovido pela UNESCO.

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começou ontem em todo o Brasil, serão distribuídos 25 mil kits para o experimento para escolas de todo o país.

Na etapa inicial foram distribuídos 2.000 kits, dos quais 400 já foram recebidos e tiveram seus resultados compilados. Outros 10.000 kits estão sendo preparados para distribuição após o término da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Os valores médios originados dos resultados de cada turma de estudantes são lançados no Banco de Dados Nacional do Experimento Global, juntamente com informações sobre a amostra e a escola participante.

Ano da Química

O experimento é uma das atividades AIQ propostas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC).

Rios, lagos, igarapés, nascentes, poços e o mar são os alguns dos objetos de pesquisa da ação, efetuadas por alunos de ensino fundamental e médio de escolas públicas, com a coordenação de seus professores e de professores de universidades.

No Brasil, as atividades estão sendo coordenadas pelos órgãos representativos da química brasileira e o experimento faz parte de um conjunto de ações propostas pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ), com a ideia de melhorar a educação e a pesquisa em química no País.

O resultado de todos os países envolvidos será apresentado na cerimônia oficial de encerramento do Ano Internacional da Química, em dezembro deste ano, na sede da Unesco, em Paris.

O Ministério da Educação não participou da iniciativa, com todos os recursos vindo do Ministério da Ciência e Tecnologia, do CNPq e do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia.

Mais informações para participar do experimento podem ser obtidos no endereço http://qnint.sbq.org.br/agua/




17 de out. de 2011

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia terá mais de 80 atividades no Rio

Jornal do Brasil

Em comemoração à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começa nesta segunda-feira (17) e termina no domingo (23), mais de 80 atividades estão programadas em vários pontos da cidade do Rio de Janeiro. Com o tema Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Prevenção, a iniciativa envolve mais de 70 instituições em todo o estado como a Fundação Oswaldo Cruz , o Museu de Astronomia e Ciências Afins e o Instituto Nacional de Tecnologia.

As atividades serão concentradas no Jardim Botânico, zona sul, na Quinta da Boa Vista, na zona norte, no Planetário da Gávea e no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na zona oeste. De acordo com o coordenador da Semana Nacional de Ciências e Tecnologia no Rio de Janeiro, José Ribamar Ferreira, o tema deste ano foi escolhido em função dos desastres naturais que vêm ocorrendo no planeta nos últimos anos.

“A ideia é estimular a difusão do conhecimento, promover debates, estratégias de enfrentar esses desafios, conviver com essas mudanças climáticas e se prevenir para evitar desastres naturais como a gente tem visto aqui no Brasil e no mundo”, ressaltou.

O coordenador do polo da mostra no Centro Esportivo Miécimo da Silva, Douglas Falcão, explicou que nos sete dias de evento, instituições de pesquisas e de ensino atuam em parceria para desenvolver ações de divulgação científica. Segundo ele, somente no estado, cerca de 40 municípios participarão da mostra.

“Jogos, brincadeiras, palestras, mesas-redondas, apresentações teatrais, tudo isso será oferecido de graça. Vamos inaugurar também nosso planetário digital", disse. As atividades estão abertas às escolas e à população, em qualquer dos polos, sem ter a necessidade de agendamento.




 

8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa hoje

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/10/2011



Começa nesta segunda, 17, a 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com eventos em todo o país voltados à divulgação científica.

O objetivo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é popularizar o tema, atrair o interesse de mais estudantes para a área de pesquisas e conscientizar os cidadãos sobre a relevância da ciência e da tecnologia no cotidiano.

Mudanças climáticas

De hoje até sexta-feira, 23, mais de 500 cidades brasileiras terão eventos, centrados sobretudo no tema principal da Semana, que é "Mudanças Climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos".

O tema é uma derivação das discussões do ano passado, quando o tema foi "Ciência para o desenvolvimento sustentável".

"Queremos envolver a juventude nesse trabalho de compreender que o clima está se alterando, que os extremos climáticos estão se agravando. Aqui no Brasil não temos tsunami, furacão ou terremotos, mas temos chuvas intensas: 58% dos nossos desastres naturais são inundações e 11% são deslizamentos de terra decorrentes da chuva forte", disse o ministro Aloizio Mercadante.

Ele lembrou da criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, situado no município de Cachoeira Paulista (SP) como sendo uma das principais atuações do governo na área.

Estão sendo selecionados meteorologistas, hidrólogos e especialistas em desastres naturais para analisar imagens de satélites, radares meteorológicos e informações de pluviômetros, por exemplo, para disparar alertas para todo o Brasil referentes às áreas de risco.

Química e nanotecnologia

Em razão do Ano Internacional da Química estar sendo comemorado em 2011, haverá também um grande número de atividades concentradas nesta área, em torno do lema "Química para um mundo melhor".

O químico Oswaldo Luiz Alves, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), elaborou uma "Cartilha sobre Nanotecnologia", que vai ser distribuída nos eventos pela Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A cartilha destaca a importância da nanotecnologia para a competitividade da indústria brasileira, devido ao seu impacto em vários setores, como de eletroeletrônica e comunicações, medicina e saúde, higiene e perfumaria, petróleo e petroquímica, química, siderurgia e materiais, biocombustíveis, meio ambiente, agroindústria e aeronáutica.

Outras cartilhas e documentos estão sendo disponibilizadas pelas instituições no site do evento, no endereço http://semanact.mct.gov.br/, seção de downloads.

pH do Planeta

O ministro Mercadante participará hoje, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), do lançamento do projeto pH do Planeta.

A iniciativa vai disponibilizar kits para escolas de todo mundo para que os estudantes possam aferir a acidez da água de rios e fontes.

O vencedor do prêmio Nobel de Química em 2008, Martin Chalfie, participará do evento, realizando o experimento com mais de 100 alunos de escolas estaduais e municipais.



Cinzas do vulcão Puyehue podem ser percebidas em Pelotas

Diário Popular

Por: Carolina Marasco

Na manhã desta segunda-feira (17), o céu pelotense amanheceu nublado devido à presença das cinzas do vulcão chileno Puyehue. As cinzas já provocaram cancelamentos de vôos no Uruguai e Argentina, e também em alguns aeroportos do país, como Salgado Filho (Porto Alegre), Garulhos (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro).

Canárias: o despertar do vulcão El Hierro

Maria Luiza Rolim e André de Athayde, El País, El Mundo e AFP


Duas grandes manchas no Atlântico situadas a apenas dois quilómetros da costa de La Restinga, nas Canárias, a presença de peixes mortos e um forte cheiro a enxofre evidenciam erupções subaquáticas no El Hierro.


O vulcão que deu origem à ilha Hierro está a despertar de um longo sono. A situação "está feia", adverte um investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol.

A preocupação, agora, é saber "onde estão as bocas de erupção", afirma Ramón Ortiz, porta-voz da equipa que está a monitorizar o vulcão 24 horas por dia.

O Instituto Geográfico Nacional já admitiu que a evolução do fenómeno é imprevisível. Entretanto, as manchas verdes que cobrem um paraíso submarino já se tornaram uma atração da ilha.


                                                                                                                                EPA/CRISTOBAL GARCIA