4 de nov. de 2011

Jornada de Iniciação Científica do Observatório Nacional

04/11/2011

O ON convida a todos para participar da Jornada de Iniciação Científica do Observatório Nacional (JICON) 2011, que acontecerá no auditório da Divisão Serviço da Hora (DSHO), nos dias 09 de 11 de novembro. 

O ON possui dois acessos ao seu campus:
1) Rua General Bruce, 586 - Acesso somente para pedestres (escada/elevador).
2) Rua General José Cristino, 77 - Acesso restrito para veículos com permissão e pedestres.

Programa

DIA MUNDIAL DA CIÊNCIA PELA PAZ E PELO DESENVOLVIMENTO


VERCIÊNCIA NO DIA MUNDIAL DA CIÊNCIA PELA PAZ E PELO DESENVOLVIMENTO

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Observações VLT de explosão de raios gama revelam ingredientes surpreendentes em galáxias primordiais

ESO— Nota de Imprensa Científica


Concepção artística de uma explosão de raios gama que brilha através de duas galáxias jovens no início do Universo

Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a breve mas brilhante luz de uma explosão de raios gama distante para investigar a composição de galáxias muito distantes. Surpreendentemente as novas observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram duas galáxias no Universo primordial mais ricas em elementos pesados que o Sol. As duas galáxias podem encontrar-se em processo de fusão. Tais processos no Universo primitivo originam a formação de muitas estrelas novas, podendo dar origem a explosões de raios gama.

As explosões de raios gama são as explosões mais brilhantes do Universo [1]. São inicialmente observadas por observatórios que se encontram em órbita terrestre, que detectam a curta explosão inicial de raios gama. Depois de localizadas as suas posições, são imediatamente estudadas utilizando telescópios de grandes dimensões instalados no solo, que detectam a radiação visível e infravermelha remanescente emitida ainda nas horas e dias que se seguem à explosão inicial. Uma destas explosões, chamada GRB 090323 [2], foi inicialmente detectada pelo Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray da NASA. Pouco tempo depois, o sinal emitido foi observado pelo detector de raios X do satélite Swift da NASA e pelo sistema GROND do telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Chile (eso1049). Esta explosão foi estudada detalhadamente pelo Very Large Telescope (VLT) do ESO, apenas um dia depois da explosão inicial.

As observações obtidas com o VLT mostram que a luz brilhante emitida pela explosão de raios gama passou através da própria galáxia hospedeira e também de outra galáxia próxima. Estas galáxias estão sendo observadas tal como eram há 12 bilhões de anos atrás [3]. Galáxias tão distantes estão raramente envolvidas neste tipo de fenômenos.

“Quando estudamos a radiação emitida por esta explosão de raios gama não sabíamos o que iríamos encontrar. Foi surpreendente descobrir que o gás frio existente nestas duas galáxias do Universo primitivo tem uma composição química tão inesperada,” explica Sandra Savaglio (Instituto Max-Planck para a Física Extraterrestre, Garching, Alemanha), autora principal do artigo científico que descreve este estudo. “Estas galáxias têm mais elementos pesados do que o observado em qualquer galáxia do Universo primordial. Não esperávamos que o Universo estivesse tão cedo já tão evoluído em termos químicos.”

Quando a radiação da explosão de raios gama passou através das galáxias, o gás aí contido atuou como um filtro e absorveu parte desta radiação em certos comprimentos de onda. Sem a explosão de raios gama estas galáxias tênues seriam completamente invisíveis. Ao analisar cuidadosamente as impressões digitais dos diferentes elementos químicos, a equipe conseguiu determinar a composição do gás frio destas galáxias muito distantes e em particular descobriu o seu rico conteúdo em elementos pesados.

Espera-se que as galáxias no Universo primitivo tenham menor quantidade de elementos pesados do que as galáxias no Universo atual, tais como a Via Láctea. Os elementos pesados são produzidos ao longo da vida e morte de várias gerações de estrelas, que gradualmente vão enriquecendo o gás das galáxias [4]. Os astrônomos utilizam o enriquecimento químico das galáxias para determinar em que período das suas vidas estas se encontram. No entanto e surpreendentemente, estas novas observações revelaram que algumas galáxias são já muito ricas em elementos pesados numa altura correspondente a menos de dois bilhões de anos depois do Big Bang, algo inimaginável até agora.

O par de galáxias jovens descoberto deve estar formando estrelas a uma taxa extremamente elevada, de modo a poder enriquecer tanto e tão depressa o gás frio. Uma vez que as duas galáxias estão tão próximas uma da outra, é possível que se encontrem em processo de fusão, o que dará origem a formação estelar quando as nuvens de gás colidem entre si. Os novos resultados apoiam também a ideia de que as explosões de raios gama podem estar associadas a formação estelar intensa.

Formação estelar tão violenta como esta poderá ter cessado muito cedo na história do Universo. Doze bilhões de anos mais tarde, ou seja, agora, os restos de tais galáxias conteriam um grande número de restos estelares tais como buracos negros e anãs brancas frias, formando uma população de “galáxias mortas” difíceis de detectar, apenas sombras tênues de como teriam sido nas suas juventudes brilhantes. Encontrar tais cadáveres atualmente seria um grande desafio.

“Tivemos muita sorte em observar a GRB 090323 quando ainda estava suficientemente brilhante, de tal modo que foi possível obter observações muito detalhadas com o VLT. As explosões de raios gama permanecem brilhantes apenas por curtos espaços de tempo, por isso conseguir dados de boa qualidade é muito difícil. Esperamos poder observar novamente estas galáxias num futuro não muito longínquo quando tivermos disponíveis instrumentos mais sensíveis. Estes objetos seriam um alvo ideal para o E-ELT,” conclui Savaglio.

Notas

[1] As explosões de raios gama que duram mais de dois segundos são chamadas de longa duração e as que duram menos são as de curta duração. As explosões de longa duração, incluindo a deste estudo, estão associadas a explosões de supernova de estrelas jovens de grande massa presentes em galáxias com formação estelar. As explosões de curta duração não são ainda bem compreendidas, mas pensa-se que têm origem na fusão de dois objetos compactos tais como estrelas de nêutrons.

[2] O nome refere a data em que o objeto foi descoberto, neste caso 23 de Março de 2009.

[3] As galáxias foram observadas a um desvio para o vermelho de 3.57, o que corresponde a 1.8 bilhões de anos depois do Big Bang.

[4] A matéria produzida pelo Big Bang, há 13,7 bilhões de anos, era quase toda hidrogênio e hélio. Os elementos mais pesados, tais como oxigênio, nitrogênio e carbono, foram posteriormente produzidos por reações termonucleares no interior das estrelas e lançados de volta às reservas de gás existentes na galáxia na altura da morte das estrelas. Por isso, espera-se que a quantidade de elementos pesados na maioria das galáxias aumente gradualmente à medida que o Universo envelhece.

Este trabalho foi apresentado num artigo científico “Super-solar Metal Abundances in Two Galaxies at z ~ 3.57 revealed by the GRB 090323 Afterglow Spectrum” que será publicado na revista especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.




3 de nov. de 2011

Asteroide se aproxima da Terra mas não traz riscos ao planeta

Observatório Nacional

Um asteroide passará próximo da Terra na terça-feira, dia 8. O objeto, cuja denominação provisória é 2005YU55, passará a cerca de 324 mil quilômetros – 85% da distância entre a Terra e a Lua. Identificado em 2005, o asteroide tem 400 metros de diâmetro e está no nível zero da “Escala de Torino” – uma escala que vai até 10 na classificação da periculosidade de asteroides e cometas em órbitas próximas da Terra.

O asteroide 2005YU55 leva cerca de um ano e dois meses para completar sua evolução em torno do Sol, mas não havia passado tão perto da Terra anteriormente. Apesar do tamanho e da distância, o objeto não é visível a olho nu, não oferece riscos de colisão nem qualquer efeito sobre o planeta, explica a pesquisadora Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional.

A pesquisadora informa que essa proximidade não é razão para preocupações e que no último dia 28 de outubro, um outro asteroide, de menor porte, esteve ainda mais perto, a 153 mil quilômetros ou 40% da distância entre a Terra e a Lua.


Saiba mais

Asteroides são pequenos corpos rochosos e metálicos espalhados na região interna do Sistema Solar, situados entre 1 e 5 Unidades Astronômicas – cada UA equivale a 150 milhões de quilômetros, que representa a distância média entre a Terra e o Sol). São chamados de objetos primordiais porque preservam materiais dos estágios finais de formação do Sistema Solar. Atualmente estão catalogados mais de 500 mil deles, mas há um elevado número de asteroides que ainda não foram descobertos, inclusive em órbitas que chegam a cruzar ou se aproximar muito da Terra.




1 de nov. de 2011

Escolinha de cientistas

Jornal da Ciência


Editoras científicas e empresas especializadas dão cursos de escrita de artigos científicos para pesquisadores, que alegam que não aprenderam a escrever artigos na universidade, mas são cobrados para publicar.

Universidades brasileiras estão empenhadas em capacitar seus cientistas para escreverem artigos científicos para revistas renomadas. Os cursos, na maioria das vezes, partem das próprias editoras de revistas científicas, interessadas em receber textos de melhor qualidade.

Isso diminuiria o trabalho e o tempo entre o artigo recebido e o publicado (o que pode levar de meses a anos). Já as universidades têm interesse nos cursos para melhorar seus indicadores. Quanto mais artigos emplacados em revistas de alto impacto (amplamente citadas por outros pesquisadores), melhor a instituição aparece nos rankings universitários internacionais.

A Folha acompanhou um dos cursos, ministrado recentemente pela editora científica Springer, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), para 80 membros de comissões de pesquisa e de programas de pós-graduação.

Em tópicos - Entre os temas ensinados, há desde "faça títulos curtos" a "escreva seu artigo científico como se estivesse contando uma história a alguém". "Mesmo quando você escreve sobre algo complicado, deve torná-lo o mais simples possível para que o maior número de pessoas entenda", ensina Warren Raye, da Springer, no curso na Unesp.

Raye também discorreu sobre como escolher um periódico para publicar um artigo, sugeriu maneiras de responder um parecer (quando o artigo é devolvido pela revista científica) e passou um bloco inteiro falando sobre ética nas publicações científicas. "Não faça múltiplas submissões de artigos nem plágios e não falsifique ou fabrique dados", ensinou Raye. O curso da Springer foi ministrado para plateias lotadas também em instituições como USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O interesse dos cientistas por esse tipo de oficina é compreensível. "Os pesquisadores nunca foram ensinados a escrever de maneira técnica, muito menos em inglês", explica a bióloga e ex-editora da "Science" Márcia Elblink.

Ela é uma das fundadoras da empresa Publicase, que, segundo ela, é a primeira especialista em treinar cientistas para escreverem dissertações, teses e artigos no País. A empresa surgiu em 2007, época em que o País "acordou" para a necessidade de aumentar a publicação de artigos na academia.

Cobrança - "Realmente não temos um treinamento específico na universidade e somos cobrados para publicar", analisa a veterinária Flávia Verechia Pereira, da Unesp. Ela participou do curso da Springer e disse que "gostou muito". Para Elblink, da Publicase, a falta de capacitação na redação científica não é um problema apenas do Brasil. "Mas as universidades de ponta do mundo têm centros para ajudar os autores e tirar dúvidas", diz a especialista.

Hoje, a demanda de universidades, de hospitais privados e de empresas pelos cursos de redação científica é tanta que a agenda de 2011 da Publicase fechou em maio. Uma semana de treinamento intensivo (40 horas) sobre "como escrever um artigo para uma revista de alto impacto", por exemplo, sai por R$ 12 mil por pessoa. Mas há cursos mais curtos.

"Escrever um artigo é uma questão de treino. Como correr uma maratona", completa Andrea Kaufmann-Zeh, que também é da empresa.

(Folha de São Paulo - 30/10)






Asteroide vai passar perto da Terra na próxima semana

Jornal do brasil - 01/11/2011

Na semana que vem, um asteroide vai passar relativamente perto da Terra, de acordo com especialistas da Nasa. A previsão é de que o 2005 YU55 passe a, no mínimo, 324,6 mil quilômetros do nosso planeta, o que é mais perto do que a distância até a Lua.

Cálculos indicam que o asteroide tem o tamanho de um navio porta-aviões. O ponto máximo de aproximação com a Terra será dará no dia 8, terça-feira que vem.

Há pelo menos 200 anos o 2005 YU55 não chega tão perto da Terra. Em sua trajetória, ainda estão Vênus e de Marte.

Somente em 1976 um outro asteroide passou tão perto da Terra. A Nasa previu que outro do mesmo tamanho também se aproximará do planeta em 2028.