9 de dez. de 2011

Fotos da Nasa mostram extremos climáticos vistos do alto

BBC Brasil



Furacão Irene – A imagem do satélite mostra o furacão Irene, em formato de redemoinho, apenas 28 minutos antes de a tormenta atingir Nova York, em agosto de 2011.



Enchente na Austrália – As imagens mostram vastas áreas de Rockhampton embaixo d’água em janeiro de 2011, em um das piores cheias da história do país.


Mississippi – O satélite mostra campos cultivados embaixo d’água ao longo do rio Mississippi, na divisa com o estado americano do Missouri, em um período de cheia.



Deslizamentos em Teresópolis – A Nasa capturou uma série de deslizamentos nas montanhas da região serrana do Rio de Janeiro, vistas nas imagens tom amarelo do início do ano.



Polo Norte – A foto tirada no início de outubro mostra a calota de gelo do Ártico em expansão, diante da aproximação do inverno no hemisfério norte.


 

Queimadas no Texas – As imagens mostram os principais ventos que espalharam as chamas e focos do incêndio que devastou milhares de hectares no Estado americano, em março de 2011.




Queimadas no Xingu – Altas nuvens de fumaça indicam focos de incêndio na Floresta Amazônica ao longo do rio Xingu, no Estado do Mato Grosso.



Tsunami – As imagens da Nasa mostram o antes e o depois da costa japonesa ser atingida por um severo tsunami no início deste ano. Na foto à direita é possível ver áreas alagadas.
 
 
 

Pólos magnéticos da Terra invertem o tempo todo - geologicamente falando

Redação do Site Inovação Tecnológica
A inversão do campo magnético da Terra é um fenômeno contínuo, e que não produziu catástrofes sobre a vida no planeta no passado.[Imagem: Peter Reid]


Aceleração da reversão

Os pólos magnéticos da Terra invertem-se o tempo todo - geologicamente falando.

Se você voltasse no tempo cerca de 800.000 anos, e levasse consigo uma bússola, descobriria que a ponta da agulha apontaria para o que hoje chamamos de sul.

Os geólogos sabem há muito tempo que os pólos magnéticos da Terra se invertem ao longo das eras.

O que eles não sabiam é que a inversão dos pólos é mais a regra do que a exceção, e que ela vem se acelerando.

No tempo dos dinossauros, os registros fósseis indicam que havia uma reversão dos pólos magnéticos a cada 1 milhão de anos. Nos tempos mais recentes, essa reversão tem ocorrido a cada 200.000 a 300.000 anos.

Por outro lado, já se passou mais do que o dobro desse tempo - 780.000 anos - desde a última reversão, sem que se saiba a razão para isso.


Inversão magnética contínua

Um grupo de cientistas da NASA agora descobriu também que o fenômeno da inversão nada tem de suave ou de rápido.

Ela ocorre ao longo de centenas ou milhares de anos.

Durante esse período, os campos magnéticos parecem se misturar, puxar e empurrar uns aos outros, com múltiplos "pólos" emergindo aqui e ali, nas mais diversas latitudes, até que a situação se equilibre novamente.



Diagrama do interior da Terra e o movimento do norte magnético de 1900 a 1996. [Imagem: Dixon Rohr]


O pólo magnético da Terra está-se deslocando continuamente. Ele já se moveu 1.100 quilômetros desde que foi medido com precisão pela primeira vez, no século 19.

Esse deslocamento vem-se acentuando nos últimos anos: os pólos magnéticos estão migrando rumo ao norte geográfico a uma razão de cerca de 65 km por ano, contra cerca de 15 quilômetros por ano no início do século 20.


Sem catástrofes

Os cientistas conhecem o processo analisando a magnetização da lava conforme ela escorre dos vulcões, sobretudo submarinos - conforme a lava se solidifica, ela "grava" a orientação do campo magnético naquele momento.

Felizmente, os registros geológicos não mostram qualquer alteração drástica na vida vegetal ou animal nesses períodos.

Os dados também indicam que a reversão dos pólos magnéticos não guarda qualquer correlação com a atividade glacial.

Isto, segundo os cientistas, é uma prova de que a reversão da polaridade não afeta a inclinação do eixo de rotação da Terra, já que a alteração do eixo tem influências significativas sobre o clima e a glaciação.

Há hipóteses que consideram que a reversão geomagnética deixaria a Terra sem o campo magnético que nos protege das ejeções de massa coronal e das tempestades solares.

Mas os dados indicam que esse campo nunca desapareceu completamente, não gerando nenhuma influência catastrófica sobre a vida do planeta na época de cada inversão.



Radiotelescópios farão estudos inéditos sobre explosões solares

Site Inovação Tecnológica
Com informações da Agência Fapesp


Únicos no mundo, os radiotelescópios funcionarão de forma praticamente autônoma, transmitindo os dados para os cientistas por meio da internet. [Imagem: P.Kaufmann]


Únicos no mundo

Um grupo brasileiro de cientistas liderou a instalação de um sistema de dois radiotelescópios polarimétricos solares na Argentina.

Os instrumentos são os únicos no mundo a operar em frequências entre 20 e 200 gigahertz, preenchendo uma grande lacuna que impedia o estudo de vários aspectos relacionados às explosões solares.

Os radiotelescópios serão operados por um convênio entre o Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam) e do observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina - onde os radioteslescópios foram instalados, alinhados e já começaram a operar.

Os dois instrumentos para ondas milimétricas permitirão a realização de observações, respectivamente, em 45 e em 90 gigahertz.

"São os únicos radiotelescópios do gênero existentes em operação no mundo. Suas medições complementarão espectros de explosões solares observadas em frequências mais elevadas feitas no Casleo - entre 200 e 400 gigahertz - e em frequências mais baixas do que 20 gigahertz, obtidas em instrumentos instalados nos Estados Unidos", disse Pierre Kaufmann, coordenador do Craam.

Clima espacial

A lacuna na faixa de frequências de 20 a 200 gigahertz não apenas tem limitado os estudos sobre determinados parâmetros das explosões solares, como tem trazido grandes complicações para a interpretações dos resultados obtidos nos instrumentos existentes.

"Trata-se de uma faixa muito crítica sobre a qual a comunidade científica não dispõe de informações. Os novos instrumentos deverão trazer informações cruciais para a interpretação das explosões solares", disse.

Os radiotelescópios terão a função de estudar mecanismos de conversão e produção de energia por trás das explosões solares. "Embora atualmente seja possível assistir com riqueza de detalhes às espetaculares ejeções de massa das explosões solares, o fenômeno físico que dá origem a todas essas manifestações é desconhecido", explicou.

Além da relevância científica, o estudo do mecanismo energético das explosões solares, segundo Kaufmann, é importante também por causa de seus subprodutos que têm impacto no planeta Terra, alterando o chamado "clima espacial".

"Embora não tenhamos detalhes sobre a física das explosões solares, é certo que esses fenômenos têm forte impacto no clima terrestre. Essas explosões liberam imensas quantidades de energia, interagindo com o espaço interplanetário e com a Terra", disse.

Radiotelescópios pela internet

Segundo Adriana Válio, também da Universidade Mackenzie, os dois radiotelescópios terão papel complementar em relação aos outros instrumentos do Casleo - com frequências de 200 a 400 gigahertz -, instalados a 60 metros de distância em El Leoncito, e instrumentos nos Estados Unidos, operados em frequências abaixo dos 20 gigahertz.

O conjunto das medições oferecerá um quadro completo da atividade solar, do nível de micro-ondas até o submilimétrico.

"Os dois novos radiotelescópios observam todo o disco solar com elevada resolução temporal de 10 milissegundos, proporcionando grandes quantidades de dados em função do tempo. Quando terminarem todas as calibrações, os instrumentos irão operar praticamente de forma remota, observando o Sol diariamente e disponibilizando os dados na internet", explicou.

Energia polarizada

"Outro fator que torna esses instrumentos exclusivos, além das frequências em que operam, é a capacidade de medir polarização. A emissão de energia do Sol é térmica e não polarizada. Mas uma explosão envolve elétrons acelerados a altas energias que espiralam em torno de linhas magnéticas com uma direção preferencial - o que faz com que sua emissão acabe sendo polarizada", disse Válio.

Com a polarização, segundo ela, é possível distinguir as explosões solares - mesmo as que são muito pequenas - de efeitos atmosféricos. "Vamos poder investigar fenômenos que nos darão informações sobre como os elétrons são injetados no campo magnético da explosão", disse.

Os radiotelescópios custaram R$395 mil, e a instalação teve orçamento de R$45 mil. Embora o custo não seja alto para instrumentos desse tipo, eles não haviam sido construídos ainda porque a fabricação de seus receptores exigia um grande esforço de desenvolvimento tecnológico.




Nasa acha o planeta mais similar à Terra

Folha de São Paulo
Kepler-22b orbita estrela do tipo G, o mesmo do Sol, e fica em região onde pode existir água em estado líquido.

A composição química e a massa do novo planeta, que fica a 600 anos-luz de distância, ainda não foram estabelecidas.

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

A Nasa acaba de confirmar a existência do que provavelmente é o planeta mais parecido com a Terra já descoberto. Batizado de Kepler-22b, ele fica na chamada zona habitável -onde pode haver água líquida- de uma estrela do mesmo tipo do Sol.

A descoberta é do Telescópio Espacial Kepler, projetado justamente para "caçar planetas" parecidos com a Terra e, quem sabe, com potencial de abrigar vida.

O Kepler-22b, por enquanto, preenche o primeiro requisito: a possibilidade de ter água. Ele orbita uma região "aconchegante" de uma estrela do tipo G, como o Sol, embora um pouco mais fria.

Essa posição -mais ou menos no meio da zona habitável da estrela- é bastante parecida com a que a Terra ocupa no Sistema Solar (veja infográfico acima).

"As características desse novo planeta fazem dele uma grande descoberta. Uma das maiores do Kepler até agora", disse Carolina Chavero, pesquisadora de astronomia e astrofísica no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

PARECE, MAS NÃO É

O novo planeta fica a 600 anos-luz de distância da Terra e tem um raio 2,4 vezes maior que o terrestre.

O tempo que ele leva para completar uma volta em torno de sua estrela, porém, não é tão diferente: 290 dias, contra os 365 da Terra.

"O tempo da órbita é uma informação bem importante, porque ajuda a estimar as condições do planeta. Se um a órbita é muito curta, isso significa que ele está muito próximo à estrela, o que o torna muito mais quente", explica Carolina Chavero.

Para localizar o planeta, o Kepler usa o chamado método de trânsito. Ele observa a estrela a partir de um ponto. Se houver um planeta orbitando esse astro, quando ele passar em frente ao ponto de "visão" do telescópio, haverá um mudança (muito sutil) no brilho da estrela.

A partir da duração dessa "piscada" da estrela, e também pela intensidade do brilho, é possível estimar dados como o tamanho e a órbita do novo planeta.

Para saber com mais precisão detalhes como a massa do planeta -o que ajudaria a decifrar se ele é rochoso como a Terra ou gasoso-, os pesquisadores usam também outros métodos. No caso do Kepler-22b, essas outras informações ainda são desconhecidas dos cientistas.

Lançado em 2009, o Kepler inaugurou uma nova era na busca por planetas.

O telescópio de US$ 600 milhões encontrou 2.326 candidatos a planeta após analisar 16 meses de observação. Os últimos foram 1.094 anunciados ontem, no segundo grande "lote" de descobertas.

Até agora, o telescópio já encontrou 207 candidatos a planeta com tamanho mais ou menos como o da Terra.

Para serem confirmados, porém, eles precisam de observações suplementares.

Muitos especialistas estimam que cerca de 80% dos candidatos localizados pelo Kepler serão confirmados. Até agora, porém, foram somente pouco mais de 20.

"Estamos em uma era em que a astronomia produz um volume de dados enorme. Boa parte do que telescópios como o Kepler produzem ainda não pode ser analisada como deveria. Quem sabe o planeta gêmeo da Terra já foi observado e nós nem nos demos conta?", disse Chavero.

 


7 de dez. de 2011

SBPC na Argentina: cooperação científica entre os países é estratégica

Jornal da Ciência

A cooperação científica e tecnológica entre Brasil e Argentina é estratégica e permitirá responder com eficiência aos crescentes desafios globais e ameaças que atentam contra a prosperidade de ambos os países. A opinião é da engenheira Agueda Menvielle, diretora nacional de Relações Internacionais do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina.

Menvielle foi uma das autoridades que abriram a 5ª Reunião Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), realizada em novembro, em Buenos Aires, pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em parceria com a Associação Argentina para o Progresso da Ciência (AAPC) e o órgão argentino Ciencia Hoy. Em um balanço do evento, ela destaca o espaço aberto para debater temas diferentes dos habitualmente discutidos nas Reuniões CTS. "Houve temas dentro das ciências sociais, mais próximos aos problemas que afetam os dois países", pontua a diretora.

"Foram debatidos, por exemplo, a produção e o meio ambiente; as consequências sociais da tecnologia; a economia das ciências e a tecnologia; e a insegurança e inclusão social desde o ponto de vista científico e tecnológico", exemplifica, acrescentando que estes temas representam uma grande contribuição para que a ciência possa conseguir o desenvolvimento social de forma equitativa e inclusiva.

De acordo com a diretora, para os ministérios de CT&I dos dois países, foi de enorme utilidade gerar um espaço para discussão como são as Reuniões CTS, onde docentes, pesquisadores, especialistas e divulgadores científicos, entre outros profissionais, se encontram e debatem temas comuns que nutrem o processo de formulação de estratégias, programas e políticas impulsionadas por Brasil e Argentina.

Intercâmbio de tecnologias - Em relação ao impacto social da inovação tecnológica, Menvielle classifica o Brasil como "líder em inovação tecnológica na América Latina", promovendo tecnologias e soluções em setores como biotecnologia e TI (tecnologia da informação), "áreas que para a Argentina são prioritárias".

"Ambos os países compartilham problemas comuns e tecnologias que, se forem adequadamente implementadas e responderem às necessidades das áreas estratégicas, poderão melhorar a vida dos dois", ressalta. "Nesse sentido, a formação e consolidação de redes de pesquisadores argentinos e brasileiros, com o fim de criar ambientes favoráveis para a colaboração e o intercâmbio de conhecimento, é algo que sem dúvida favorece aos dois países", completa.

Brasil e Argentina têm uma série de acordos e órgãos bilaterais, cujas atuações foram reforçadas na Reunião. Entre eles, Menvielle destaca o Centro Argentino-Brasileiro de Nanociências e Nanotecnologias (CABNN), criado em 2005, e o Centro Argentino-Brasileiro de Biotecnologia (CABBIO), que surgiu em 1987 e é "o exemplo mais contundente de colaboração exitosa entre Argentina e Brasil".

"Esse centro é o projeto de ação binacional em biotecnologia mais reconhecido da América Latina e em outras partes do mundo. Os cursos que o CABBIO impulsiona, por meio da Escola Argentino-Brasileira de Biotecnologia (EABBIO), atraem uma grande quantidade de alunos da América Latina, contribuindo para a integração de nossa região e para a formação de recursos humanos de alto nível", detalha.

Novas cooperações - Menvielle lembra que Argentina e Brasil trabalham juntos no meio científico desde 1980, quando assinaram o Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica. E afirma que o Programa de Energias Novas e Renováveis e o Programa de Terapia Celular (Probitec) são os mais recentes no âmbito binacional.

"O Probitec, por exemplo, está destinado a apoiar atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de pessoal qualificado no campo da terapia celular realizado nos dois países. No dia 1º de dezembro, foram aprovados nove projetos internacionais de pesquisa clínica, básica e translacional", conclui.

(Clarissa Vasconcellos - Jornal da Ciência)




2 de dez. de 2011

Observatório Nacional participa de evento em Duque de Caxias


Realizado pelo Inmetro, o evento foi direcionado aos estudantes da Baixada Fluminense.

Palestra sobre o funcionamento de telescópios do tipo refrator e refletor

O Observatório Nacional (ON) foi um dos destaques do “Parque da Ciência”, atividade integrante do evento “Inmetro de Portas Abertas”, promovido pelo Inmetro no seu campus situado em Xerém, na Baixada Fluminense, na quarta-feira, dia 30 de novembro. O evento, com foco na divulgação de ciência, tecnologia e cultura, foi direcionado aos estudantes e à comunidade de Duque de Caxias, e atraiu 1800 pessoas.


Demonstração sobre o o funcionamento de telescópios

O pesquisador Carlos Veiga, da área de Astronomia do ON, apresentou ao público os princípios e o funcionamento de telescópios do tipo refrator e refletor, ensinando a construí-los com materiais simples e de baixo custo.

Oficina de Pintura

Distribuição de revistas, livretos e literatura de cordel com temas de Astronomia e Geofísica

CD-ROM Brincando com Ciência dsitribuido entre os alunos participantes do evento

O Observatório Nacional, representado pela Divisão de Atividades Educacionais, utiliza o Projeto "Ciência Móvel" para levar conhecimento científico às escolas e à sociedade em geral.

Para conhecer o programa e convidar o ON para a participação em eventos científicos, entre em contato pelo e-mail cave@on.br

Por

Alba Lívia
Assessoria de Comunicação/ON