Este é o ultimo mês do curso Evolução Estelar. Lembramos que o módulo IV- "EVOLUÇÃO ESTELAR II: APÓS A SEQUÊNCIA PRINCIPAL E O DESTINO FINAL DAS ESTRELAS", já está no ar.
Neste módulo você estudará:
1- As estrelas gigantes e supergigantes
- O processo Triplo-Alpha
2- As estrelas variáveis
3- As nebulosas planetárias
4- Supernovas
5- Estrelas anãs brancas
6- Estrelas de nêutrons
7- Buracos negros
Data da prova deste módulo: de 22/07 a 25/07
Bom estudo!
4 de jul. de 2011
Nebulosa flamejante anuncia fim de estrela gigante vermelha
Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/06/2011
O disco negro corresponde à parte extremamente brilhante da imagem que teve que ser tapada para que a nebulosa mais tênue pudesse ser observada.[Imagem: ESO/P. Kervella]
Super estrela
Utilizando o instrumento VISIR montado no Very Large Telescopedo ESO (VLT), astrônomos obtiveram imagens, com o maior detalhe até agora conseguido, de uma nebulosa complexa e brilhante em torno da estrela supergigante Betelgeuse.
Esta estrutura, que se assemelha a chamas emitidas pela estrela, forma-se à medida que o objeto libera material para o espaço.
Betelgeuse, uma supergigante vermelha da constelação de Órion, é uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno.
É também uma das maiores, sendo quase do tamanho da órbita de Júpiter - cerca de quatro vezes e meia o diâmetro da órbita da Terra.
A imagem do VLT mostra a nebulosa em torno da estrela, a qual é muito maior que a própria estrela, estendendo-se além de 60 bilhões de quilômetros desde a superfície estelar - cerca de 400 vezes a distância da Terra ao Sol.
Gigantes vermelhas
Estrelas supergigantes vermelhas como a Betelgeuse representam uma das últimas fases da vida de uma estrela de grande massa.
Durante esta fase, de curta duração, a estrela aumenta de tamanho e expele as suas camadas exteriores para o espaço a uma taxa prodigiosa - expele enormes quantidades de material (correspondentes aproximadamente à massa do Sol) em apenas 10.000 anos.
O processo pelo qual o material é ejetado por uma estrela como a Betelgeuse envolve dois fenômenos distintos.
O primeiro corresponde à formação de enormes plumas de gás (embora muito menores do que a nebulosa que se vê nesta imagem) que se estendem no espaço a partir da superfície da estrela. Estas plumas foram previamente detectadas pelo instrumento NACO montado no VLT.
O outro, que é o motor da ejeção das plumas, é o movimento vigoroso, para cima e para baixo, de bolhas gigantes presentes na atmosfera de Betelgeuse - tal qual água fervente que circula numa panela .
Nebulosa estelar
O novo resultado mostra que as plumas observadas próximas à estrela estão provavelmente ligadas a estruturas na nebulosa exterior, nebulosa essa que se vê na imagem infravermelha do VISIR.
A nebulosa não é vista no visível, já que a Betelgeuse é tão brilhante que a ofusca completamente. A forma assimétrica e irregular do material indica que a estrela não ejetou material de forma simétrica. As bolhas de material estelar e as plumas gigantes que estas bolhas originam podem ser responsáveis pelo aspecto nodoso da nebulosa.
O material visível na nova imagem é muito provavelmente composto de poeira de silicato e alumina. É o mesmo material que forma a maior parte da crosta da Terra e de outros planetas rochosos.
Em determinada altura do passado distante, os silicatos da Terra foram formados por uma estrela de grande massa (agora extinta) semelhante à Betelgeuse.
Plumas cósmicas
Nesta imagem composta, as observações anteriores das plumas obtidas com o instrumento NACO aparecem no disco central.
O pequeno círculo vermelho no centro tem um diâmetro de cerca de quatro vezes e meia a órbita da Terra e representa a posição da superfície visível da Betelgeuse.
O disco negro corresponde à parte extremamente brilhante da imagem que teve que ser tapada para que a nebulosa mais tênue pudesse ser observada.
As imagens do VISIR foram obtidas através de filtros infravermelhos sensíveis à radiação a diferentes comprimentos de onda, com o azul correspondente aos comprimentos de onda menores e o vermelho aos maiores. O tamanho do campo de visão é 5,63 X 5,63 arcos-segundo.
EUA querem nave interestelar dentro de cem anos
Redação do Site Inovação Tecnológica
Com informações da New Scientist - 24/06/2011
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| A nave Destiny, do seriado Stargate Universe, não precisou ser construída, ela foi encontrada pronta pelos humanos, vagando pelo espaço - quando a tecnologia é pouca, a sorte talvez possa ajudar. [Imagem: Divulgação] |
Nave espacial em 100 anos.
Procura-se um projeto de nave interestelar cuja construção seja viável nos próximos cem anos.
Qualquer pessoa com uma ideia de como fazer isso acontecer - ou alguma objeção ética ou religiosa para não fazê-lo - tem até o dia 8 de julho para apresentar sua proposta.
O 100 Year Starship Study - estudo para uma espaçonave em 100 anos, em tradução livre - está sendo promovido pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados dos Estados Unidos (DARPA)
Aonde ninguém jamais foi antes
O objetivo é explorar e pesquisar "todas as questões ligadas aos voos espaciais de longa distância e de longa duração."
Autores de ficção científica, engenheiros e biólogos trocaram ideias durante um simpósio preliminar realizado em Janeiro deste ano.
Durante o evento, o geneticista Craig Venter teria sugerido uma solução bem pouco emocionante para os candidatos a exploradores espaciais: enviar DNA humano fragmentado para remontagem em outro planeta.
Não consta que ele tenha indicado quem, ou o que, faria essa remontagem.
Será feita uma seleção dentre as novas ideias agora apresentadas, que serão discutidas em um simpósio a ser realizado, em Orlando, na Flórida, em setembro.
Humanos podem ter 'bússola interna'
Folha de S.Paulo - 29 de junho de 2011
Mecanismo biológico desse senso de direção magnético pode ser parecido com o de espécies de aves migratórias.
Gene de pessoas, que foi inserido em moscas-de-frutas, permitiu que 'bússola interna' de insetos funcionasse.
RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON
O mecanismo biológico de insetos que funciona como uma bússola pode existir também em pessoas. Um estudo sobre essa capacidade mostrou que uma proteína das células humanas é similar à do sistema de navegação das moscas-das-frutas.
O trabalho, realizado por biólogos da Universidade de Massachusetts, produziu insetos transgênicos para avaliar a hipótese. O experimento envolveu a implantação de um gene humano nas moscas para averiguar o seu papel.
A ideia veio do laboratório de Steven Reppert, que há oito anos estuda a capacidade de orientação espacial de borboletas-monarcas, insetos capazes de migrar do leste dos EUA para o México todo ano sem errar o caminho.
O biólogo suspeitava que as proteínas responsáveis pela façanha eram os criptocromos. A função principal delas é no relógio biológico que marca a duração do dia. Quatro anos atrás, conseguiu provar que estava certo, fazendo um experimento com moscas, animais mais práticos de manusear em laboratório.
TROCA-TROCA
"O que fizemos agora foi substituir a proteína de moscas pela proteína humana e avaliar se ela teria a mesma capacidade de atuar como receptor magnético. E ela tem", disse Reppert àFolha.
"Isso não significa que ela esteja exercendo esse mesmo papel em humanos, mas achamos que seria empolgante levantar a possibilidade de pessoas serem capazes de sentir campos magnéticos."
Teorias sobre magnetopercepção humana tiveram algum prestígio no início da década de 1980, quando o biólogo britânico Robin Baker publicou o livro "Navegação Humana e o Sexto Sentido".
A obra de título com apelo místico caiu no gosto dos adeptos da Nova Era, mas outros cientistas acabaram desistindo da ideia após tentarem replicar os experimentos de Baker sem sucesso.
Reppert cita o trabalho de Baker em seu último estudo na revista "Nature Communications", mas lança uma hipótese um pouco diferente. Para ele, caso a magnetopercepção exista em humanos, sua função não seria a de mostrar os pontos cardeais.
"Chamar esse mecanismo de bússola talvez seja um pouco de exagero", diz Reppert. "Uma bússola ajuda um animal a manter uma direção constante, como no caso das aves migratórias. O que estamos propondo é que o criptocromo teria mais a ver com o modo como humanos percebem o espaço."
Segundo o cientista, relacionar a magnetopercepção com a visão humana foi uma ideia natural, pois os criptocromos atuam na regulação do relógio biológico humano com auxílio da luz.
"A capacidade de sentir campos magnéticos já foi comprovada em diversos animais. Não existe nenhuma razão para descartar de antemão que ela exista em humanos", afirma Reppert.
O biólogo afirma que pretende continuar seus experimentos com moscas e borboletas, mas não planeja estudar humanos pessoalmente. "Se nossa abordagem estiver certa, porém, espero que nosso estudo estimule uma revisão dessa área de pesquisa."
Defensor original da ideia hoje virou romancista
DE WASHINGTON
A reputação das ideias e a dos cientistas que as criam podem andar separadas.
Robin Baker, o biólogo britânico que começou a defender a hipótese da magnetopercepção humana na década de 1980, não convenceu a comunidade científica. Seu trabalho, porém, pode agora ser resgatado pela biologia molecular.
Os experimentos originais de Baker nada tinham a ver com genes e proteínas. O que ele fez foi grudar ímãs na cabeça de voluntários para verificar se isso tornaria mais difícil uma tarefa de orientação espacial. Segundo seu relato, deu certo.
Depois, decidiu estudar biologia reprodutiva e cunhou outra teoria polêmica: a dos espermatozoides kamikazes. Segundo ele, a competição entre espermatozoides de mais de um macho dentro de uma fêmea leva à evolução de gametas que "matam" competidores.
Mais uma vez, a hipótese não obteve comprovação.
Baker hoje se aposentou como pesquisador, escreve romances e mora com mulher e família na Espanha.
O britânico tinha tudo para ser considerado um derrotado, mas autores do novo trabalho sobre magnetopercepção citaram respeitosamente suas pesquisas.
"O trabalho de Baker era muito interessante, mas não teve muita continuidade", diz Steven Reppert, autor do novo trabalho. (RG)
A metafísica do multiverso
Folha de São Paulo - 20/06/2011
MARCELO GLEISER
MARCELO GLEISER
Pode ser que exista uma multidão de Universos -um multiverso- com leis físicas distintas e estendendo-se infinitamente pelo cosmos
As coisas eram mais simples. Existia um único Universo e nossa galáxia era uma dentre bilhões de outras. A tarefa dos cientistas era obter os padrões de ordem na natureza, traduzindo-os em leis aplicáveis no espaço e no tempo.
Mesmo após as revolucionárias ideias da física moderna, ainda se acreditava que o conjunto de leis naturais era um só, que, com tempo, poderíamos explicar fenômenos em todas as escalas. Contanto, claro, que o que chamamos de Universo englobasse tudo o que existe.
Foi então que veio o Big Bang.
Um Universo com uma data de aniversário complicou as coisas trazendo questões do tipo: "Mas o que causou o Bang?" Porém, deixando a questão do pavio cósmico de lado, o modelo do Big Bang é extremamente bem sucedido, sendo confirmado por várias observações.
Basta começarmos o filme cósmico um pouco após o começo, com o espaço preenchido por uma sopa primordial constituída por radiação e partículas de matéria: prótons, nêutrons, elétrons... Com o avanço da física nos anos 50 e 60, a receita da sopa primordial mudou e a cosmologia foi caminhando em direção ao passado mais remoto. Esse avanço, em parte, expôs as limitações do modelo do Big Bang.
Em 1981, o cosmólogo Alan Guth, hoje no MIT, propôs uma modificação no modelo do Big Bang para resolver alguns de seus problemas. Por um breve período, logo no seu início, o Universo expandiu muito rapidamente, um processo conhecido como "inflação cósmica".
Essa inflação redefiniu como interpretamos o Big Bang. Tudo que ocorreu antes da inflação foi apagado. Em muitos modelos, a história do Universo começa com a inflação. A fase inflacionária termina com uma explosiva criação de matéria e radiação. É esta criação de matéria que chamamos de Big Bang.
Apesar de não sabermos qual foi o combustível da inflação, sabemos as propriedades que ela deve ter. O cosmo era dominado por um único tipo de matéria, cuja energia não tinha o menor valor que poderia ter. Na natureza, quando a energia de um sistema não é a mais baixa possível, tende a decrescer, como uma pedra que rola ladeira abaixo.
A diferença é que essa matéria não era uma pedra e existia no Universo primordial, quando flutuações quânticas eram preponderantes. Essas flutuações forçavam a energia da matéria a flutuar: em certos locais, ela relaxava em direção a valores mais baixos, enquanto em outras subia "ladeira" acima.
Imagine então o cosmo preenchido por essa matéria, como uma piscina, mas com pedaços (bolhas) aqui e ali tendo energias diferentes. Nosso Universo teria brotado de uma pequena bolha dessas. Outras bolhas, com matéria de energia diferente, geraram outros Universos. Ou seja, pode existir uma multidão de Universos ""um multiverso eterno"" estendendo-se infinitamente.
Em cada um desses Universos as leis da física podem ser diferentes. A nova missão da cosmologia seria explicar a origem das leis da física?
Em um multiverso infinito, como ter uma probabilidade que justifique nossa existência? Se as especulações estiverem certas, teremos de ter uma teoria que explique porque esse Universo existe. A física reabraçará de vez a metafísica.
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
1 de jul. de 2011
Aconteceu em 1º de julho de 1646
Nasceu em Leipzig, Saxônia (atualmente Alemanha), o físico e matemático Gottfried Wilhelm Leibniz (ou Leibnitz). Foi ele quem inventou o cálculo diferencial e integral, independentemente do filósofo e cientista inglês Isaac Newton. Hoje usamos a notação criada por ele. Leibniz inventou o sistema binário que é usado na arquitetura dos computadores. Pelo antigo calendário Juliano, a data do seu nascimento é 21 de junho de 1646.
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