16 de fev. de 2012

Foto de satélite mostra Itália coberta por neve

BBC Brasil


Onda de frio assola o centro e o leste da Europa; construções históricas, como o Coliseu, em Roma, foram afetadas pela neve

ESA
Foto evidencia o impacto da neve na Península Itálica, onde diversas estruturas foram afetadas.

Uma imagem feita por satélite mostra uma camada de neve encobrindo a Itália, em meio a uma onda de frio que assola o leste e o centro da Europa.

Realizada na última segunda-feira pelo satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), a foto evidencia o impacto da neve na Península Itálica, onde diversas estruturas foram afetadas.

Construções históricas também sofreram os efeitos da neve. A cidade medieval de Urbino, famosa por seu muro, apresentou danos, enquanto fragmentos que caíram do Coliseu, em Roma, levaram ao fechamento do local para turistas.

Na Sérvia, o rio Danúbio - segundo maior da Europa - congelou em alguns trechos, obrigando o uso de embarcações quebra-gelo para normalizar sua navegabilidade.

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ESO mostra o céu como você gostaria de ver

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/02/2012

"Jamais verás céu nenhum como este", porque o olho humano não é capaz de enxergar a maioria das estruturas que formam esta maternidade estelar, aqui "traduzidas" do infravermelho em variações de cores que conseguimos perceber.[Imagem: ESO/T. Preibisch]


Vendo o invisível

O ESO (Observatório Europeu do Sul, divulgou a imagem em infravermelho mais detalhada que já se obteve da Nebulosa Carina, uma maternidade estelar.

Muitas estruturas previamente escondidas à observação pela luz visível, espalhadas pela espetacular paisagem celeste de gás, poeira e estrelas jovens, são agora visíveis.

Segundo a instituição, esta é uma das imagens mais extraordinárias já obtidas pelo VLT (Very Large Telescope).

Embora esta nebulosa seja espetacular em imagens na faixa visível do espectro, o certo é que muitos dos seus segredos se encontram escondidos por detrás de espessas nuvens de poeira.

Para conseguir penetrar este véu, uma equipe de astrônomos europeus liderada por Thomas Preibisch (Observatório da Universidade, Munique, Alemanha), utilizou o VLT e a sua câmara infravermelha HAWK-I para encontrar coisas que o olho humano não consegue ver naturalmente.

Segredos por revelar

Centenas de imagens individuais foram combinadas para criar esta imagem, que é o mosaico infravermelho mais detalhado já obtido para esta nebulosa.

Ela revela não apenas as estrelas brilhantes de grande massa, mas também centenas de milhares de estrelas muito mais tênues, nunca vistas até agora.

A ofuscante estrela Eta Carinae aparece na parte inferior esquerda da nova imagem. Ela está rodeada por nuvens de gás que brilham devido à intensa radiação ultravioleta. Ela irá explodir como uma supernova num futuro próximo - em termos astronômicos.

Por toda a imagem aparecem também muitos nódulos compactos escuros, que permanecem opacos mesmo no infravermelho. São casulos de poeira onde novas estrelas se encontram em formação.

Acima, a imagem em infravermelho. Abaixo, a mesma área como nossos olhos a veriam. [Imagem: ESO/T. Preibisch]


A Nebulosa Carina situa-se a cerca de 7.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação Carina, a quilha do navio mitológico Argo, de Jasão e os Argonautas.

Esta nuvem de gás e poeira brilhante é uma das incubadoras de estrelas de grande massa mais próximas da Terra, incluindo várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa que se conhece.

No espaço, regiões com poeira absorvem e espalham mais a radiação azul, de menor comprimento de onda, do que a radiação vermelha, de maior comprimento de onda.

Este efeito explica também porque o pôr-do-sol na Terra geralmente é avermelhado, particularmente quando a atmosfera está carregada de poeira.

Em algumas partes do céu, onde existe mais poeira, principalmente em regiões de formação estelar, como é o caso da Nebulosa Carina, este efeito é tão forte que nenhuma radiação visível consegue passar.



A SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE 2012

Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável pela coordenação nacional da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), após receber várias sugestões e ter feito consultas a instituições e entidades parceiras na organização deste evento nacional, anuncia a data e o tema principal da SNCT 2012.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2012 ocorrerá entre 15 e 21 de outubro. O tema principal será: “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”.
Na SNCT 2012 serão promovidas e estimuladas em todo o país atividades de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com este tema. Serão debatidas as estratégias e mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.
O lema da SNCT 2012 foi escolhido em função de ser este o tema da Conferência Rio + 20, evento de enorme importância e organizado pela ONU, que ocorrerá no Brasil, em junho de 2012, com participação de quase todos os países do mundo.
Um objetivo da SNCT 2012 será discutir em escolas, universidades, comunidades e locais públicos os diversos aspectos envolvidos no estabelecimento de uma economia verde, bem como os desafios da sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, econômica e social. As pesquisas científicas e tecnológicas, os intercâmbios científicos e o uso generalizado e aberto dos dados e resultados científicos são fatores essenciais para enfrentar estes desafios, tendo em vista os limites naturais do Planeta e a necessidade de estruturas sócio-econômicas renovadas. Por outro lado, uma educação de qualidade é um elemento indispensável para possibilitar uma formação cidadã adequada para o desenvolvimento sustentável.
A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou também o ano de 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. A ONU está estimulando todos os países a realizarem atividades com o objetivo de aumentar a consciência coletiva sobre a importância deste tema, por meio de ações a nível local, regional e internacional.
Convidamos as instituições de pesquisa e ensino, universidades, escolas tecnológicas e profissionais, secretarias estaduais e municipais de C&T e de educação, fundações de apoio à pesquisa, órgãos governamentais, espaços científico-culturais, escolas de todos os níveis, empresas, entidades científicas e tecnológicas e organizações da sociedade civil, bem como cientistas, professores, pesquisadores, técnicos, estudantes, comunicadores da ciência e todos os interessados, para que coloquem a data da SNCT 2012 em suas agendas, iniciem o processo de sua preparação e participem intensamente de sua realização.


Marco Antonio Raupp
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação



13 de fev. de 2012

Como se pesa um planeta?

O leitor pergunta e a CHC responde!

BLOGUE DO REX - 07-02-2012

Oi, pessoal! O leitor Leonardo Aliberti Derigo quer saber: afinal, como se pesa um planeta? Fui correndo pedir ajuda ao astrônomo Rodney Gomes, do Observatório Nacional, para responder à pergunta.

Mercúrio, Vênus, Terra e Marte (Imagem: NASA)

Segundo Rodney, um bom jeito de calcular a massa – popularmente chamada de peso – de um planeta é observar a velocidade com que um satélite natural ou artificial gira ao redor do planeta a ser pesado. Com este e outros dados em mãos, é possível aplicar fórmulas matemáticas que permitam saber com precisão a massa do planeta.
A massa da Terra, por exemplo, é calculada com base no tempo que a Lua leva para dar uma volta completa em torno de nosso planeta. Após vários cálculos, os cientistas descobriram que a massa terrestre é igual a 5.974.000.000.000.000.000.000.000 quilos. Pode parecer muito, mas Júpiter tem massa 300 vezes maior, e foi eleito o planeta mais pesado do sistema solar. Curioso, não é?
Mas não é só por curiosidade que os cientistas saem fazendo esses cálculos por aí. “Antes de enviarmos uma sonda espacial para outro planeta, é preciso saber sua massa para projetar a trajetória da sonda e calcular, entre outras coisas, a quantidade de combustível necessária para chegar até seu destino”, conta o astrônomo.



11 de fev. de 2012

Marcos Pontes quer treinar o segundo astronauta brasileiro

Formação de novo astronauta viria por meio de cursos nacionais de engenharia aeroespacial

Marcos Pontes faz palestra durante Campus Party 2012 (Foto: Felipe L. Gonçalves/247)
O astronauta brasileiro Marcos Pontes, que voo para o espaço sideral a bordo da nave Soyuz em março de 2006, espera que a próxima pessoa com cidadania brasileira a viajar para o espaço seja um de seus alunos.

A afirmação foi feita durante palestra realizada nesta terça-feira (7), no palco de Astronomia e Espaço da Campus Party 2012. Na ocasião, Pontes revelou que entre seus principais objetivos está a criação de cursos de engenharia aeroespacial para preparar futuros astronautas profissionais brasileiros.

“Nos próximos cinco anos, teremos pelo menos quatro cursos públicos de engenharia aeroespacial operando no País. A formação do segundo brasileiro com experiência de voo orbital vira desses cursos e espero que essa pessoa seja um de meus alunos”, disse o primeiro e único astronauta brasileiro.

Pontes, no entanto, não descarta a possibilidade dele mesmo voltar a ser escalado para ir ao espaço. “Quem sabe, a possibilidade não é nula. Mas devido às prioridades atuais do nosso programa espacial, é improvável que eu seja chamado para um segundo voo nos próximos cinco anos”, disse.

FIM DOS ÔNIBUS ESPACIAIS

Durante seu discurso, Pontes explicou as causas que levaram a Nasa a suspender o programa do ônibus espacial e porquê esse novo direcionamento pode trazer novas oportunidades para os profissionais da área.

Segundo ele, o principal motivo para o cancelamento foi o acidente da Columbia, em 2003, que se desintegrou quando retornava à Terra, matando seus sete tripulantes.

A Nasa concluiu que o projeto era caro demais para não conseguir manter os riscos sob controle e decidiu que finalizaria o programa após a conclusão da Estação Espacial Internacional em 2011.

Dentro da nova diretriz da NASA, há sinais de que parte do orçamento que seria destinado ao programa espacial está sendo usado para incentivar o desenvolvimento de espaçonaves privadas construídas por empresas americanas.

Segundo Pontes, um bom efeito dos voos privados é que, assim como ocorreu na aviação comercial, em que é necessário ter profissionais como pilotos e comissários para levar passageiros, também será preciso criar posições de trabalho para engenheiros, mecânicos, técnicos e astronautas profissionais.



10 de fev. de 2012

O outro lado da “espaçonave Terra”

Blog Só Ciência
Enviado por Cesar Baima



Depois do sucesso da sua mais nova versão de imagem em alta definição da Terra vista do espaço, divulgada na semana passada, a Nasa liberou esta semana uma visualização do outro lado do planeta nos mesmos moldes. Alguns internautas criticaram aqui e nas redes sociais o fato (natural, na mi nha opinião) de a agência espacial americana ter colocado a América do Norte (e consequentemente os EUA) no centro da imagem anterior, mas desta vez a nova imagem traz a África em destaque. Assim, nada como essa bela vista do berço da Humanidade para lembrar que todos somos apenas passageiros da “espaçonave Terra”.

Abaixo você pode conferir a imagem divulgada na semana passada: