8 de jan. de 2015

O Sol, a Lua, as estrelas e o céu de Van Gogh

No dia 30 de março de 1853 nascia em uma aldeia holandesa Groot Zundert, no sul da Holanda, Vincent Willem van Gogh. Durante toda a sua vida de pintor, que durou 10 anos dos quais podemos dizer que seis foram de aprendizado, van Gogh vendeu apenas um quadro, "A Vinha Vermelha", de 1890. 

No ano de 1888, van Gogh passou a apresentar sintomas de degradação mental. Alucinações e ataques psicóticos passaram a dificultar ainda mais a sua vida. Na noite de 23 de dezembro do mesmo ano, van Gogh, mostrando seu deplorável estado mental, após ter discutido violentamente com seu amigo e pintor Paul Gauguin, num acesso de fúria decepou a parte inferior de sua orelha esquerda com uma navalha.

Como resultado da rápida deterioração de sua saúde mental, na tarde de 27 de julho de 1890, van Gogh decide pôr um fim à sua "solidão imensa". Dois dias após disparar um tiro de revólver contra si próprio, no peito, van Gogh morreu na presença de seu irmão Theo que veio de Paris para assisti-lo em seus últimos momentos.

A beleza vista por seus olhos era o legado que nos deixava. As cores vibrantes de seus quadros é que o colocava entre os mais amados e influentes artistas da pintura.

Elementos da astronomia em suas pinturas 

Apaixonado por paisagens, van Gogh retratava em muitos de seus quadros elementos celestes como a Lua, o Sol, as estrelas emoldurando belíssimos campos de colheita. Certamente ele foi o pintor que mais apresentou itens relacionados à astronomia em suas obras. O Sol é o elemento mais usado, aparecendo em muitas de suas paisagens, mas incontestavelmente suas pinturas retratando o céu estrelado são as mais famosas. 

O Sol de van Gogh 

O Sol foi retratado de diversas maneiras pelo pintor, estivesse ele nascendo ou se pondo, em um céu nublado ou com todo o seu esplendor, o astro faz parte de inúmeras pinturas, desenhos e esboços de van Gogh.


Campo de trigo com ceifeiro e Sol. Esta pintura foi realizada no final de junho de 1889, quando van Gogh estava internado em um sanatório em Saint-Rémy.


Oliveiras com o céu amarelo e o Sol. Pintado em novembro de 1889, durante uma das várias internações de van Gogh no sanatório de Saint-Rémy.


Campo com casas sob um céu com o disco solar. Este desenho foi feito em Arles na segunda metade de março de 1888.


Vista de Saintes-Maries com igreja. Este desenho foi feito em Arles, em junho de 1888.


O vinhedo vermelho. Essa pintura foi feita em novembro de 1888, em Arles.


Pinheiros com um céu vermelho e o Sol se pondo. Pintado no sanatório de Saint-Rémy em novembro de 1889.

Salgueiros ao por do Sol. Pintado em Arles, no outono de 1888.

A Lua de van Gogh 

Um dos temas de Vincent van Gogh mais facilmente reconhecidos é a presença da Lua Crescente em suas pinturas. Nelas a Lua é mostrada como uma gema radiante, brilhando nos seus céus noturnos. Este tema aparece muitas vezes na arte do pintor estando presente em quatro importantes pinturas. 


Paisagem com casal caminhando e Lua crescente. Essa pintura foi feita por van Gogh em maio de 1890, no sanatório de Saint-Rémy. Essa pintura pertence ao acervo do Museu de Arte de São Paulo.


Estrada com cipreste e estrela. Esta magnifica pintura foi feita nos dias 12-15 de maio de 1890, enquanto van Gogh estava internado em um sanatório em Saint-Rémy. Observe a maneira usada por van Gogh para representar a estrela, pequenos traços formando círculos incompletos, com uma pequena região central que se destaca.


Paisagem do entardecer com a Lua surgindo. Pintada em um sanatório de Saint-Rémy, no início de julho de 1889.

O céu e as estrelas de van Gogh 

Existem três famosas pinturas de van Gogh que apresentam o céu com muitas estrelas. 

O Café Terrace na Place du Forum, em Arles, a noite


Pintado em setembro de 1888 este quadro de van Gogh, um dos mais memoráveis do artista, se caracteriza por ser, como ele mesmo fez questão de declarar, "uma cena noturna sem qualquer cor preta nele, feita apenas com bonito azul e violeta e verde...". As estrelas são como buquês de flores que se espalham sobre um céu noturno de cor índigo. Essa pintura, embora escura, sugere uma intensa tranquilidade. O Café Terace ainda existe em Arles, na França, agora com o nome de Café Van Gogh.


Esta pintura foi realizada em setembro de 1888 quando van Gogh vivia na cidade francesa de Arles.


Esta é a mais famosa pintura de Vincent van Gogh, também considerada por muitos especialistas como um dos mais importantes trabalhos de arte produzidos no século XIX. Feita em junho de 1889 quando van Gogh estava em um hospício de Saint-Rémy, "A Noite Estrelada" provavelmente é resultado de uma intensa confusão mental. Durante essa fase de sua vida van Gogh sofria contínuos, e severos, ataques e alucinações. Nesta sua obra de arte o céu é pintado com pinceladas fortes onde predominam linhas curvas. As estrelas são manchas em um céu tumultuado e a Lua mostra um halo sombrio.

Onze estrelas no céu de um gênio 

Muito tem sido escrito sobre essa impressionante obra de arte mas, em particular, o que mais chama a atenção daqueles que a apreciam são as onze estrelas que aparecem distribuídas no céu pintado pelo artista. O que elas representam? Os analistas da obra de van Gogh têm especulado sobre o significado dessas onze estrelas e as opiniões mais diversas têm sido dadas. Significado religioso, astronômico? Vejamos o que tem sido dito sobre isso. 

O significado religioso das "onze estrelas" do céu de van Gogh 

Van Gogh era um homem muito religioso. Durante parte de sua vida ele foi pastor protestante e embora o tema religião não esteja tão presente nas suas pinturas, estava muito presente em sua vida. 

Existe uma possibilidade real de que uma passagem bíblica, a história de José no Velho Testamento onde são citadas onze estrelas, possa ter influenciado van Gogh durante a realização desta impressionante pintura. Pode ser que as "onze estrelas" aqui representadas estejam de alguma forma associadas com o texto que surge em Genesis 37:9 que diz: "E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o Sol, e a Lua, e onze estrelas se inclinavam a mim." 

No entanto, em 1889, quando esse quadro foi pintado, a religião já não era parte tão importante na vida do pintor. Alguns especialistas duvidam que haja qualquer ligação entre o texto bíblico e essa pintura. 

O significado astronômico das "onze estrelas" do céu de van Gogh 

Muito se tem especulado sobre o possível significado astronômico das onze estrelas da "Noite Estrelada" de van Gogh. A disposição dessas estrelas representa um céu verdadeiro ou trata-se apenas de uma composição artística de van Gogh? Até hoje foi impossível chegar a alguma conclusão mas existem fatos, bastante concretos, que dão validade a essa discussão. 

Os fenômenos astronômicos despertavam grande interesse entre as pessoas nos anos que formaram a década de 1880, embora muito mais em função da astrologia do que da astronomia. Associado a isso temos o fato de que van Gogh gostava de pintar a natureza de modo real. Seu uso de cores e de formas sempre procurava retratar, o mais fielmente possível, aquilo que ele via. Não seria, portanto, estranho se van Gogh também retratasse na sua arte, da maneira mais real possível, o céu dos locais onde ele viveu. 

No entanto, é difícil, talvez impossível, afirmar categoricamente, a partir somente da pintura "Noite Estrelada", sem qualquer outra documentação adicional, que van Gogh realmente pôs nessa magnífica obra de arte o céu que ele observava. Alguns analistas têm especulado que as onze estrelas mostradas nessa obra de arte pertencem à constelação Áries, que seria o signo astrológico do pintor. Além disso, o objeto mais brilhante aí representado seria o planeta Vênus, mostrado na pintura como uma "estrela" em sua fase crescente. Como sabemos, os planetas que estão entre a órbita da Terra e o Sol, também chamados de "planetas interiores", e que são Mercúrio e Vênus, apresentam "fases" semelhantes àquelas mostradas pelo nosso satélite natural, a Lua. Apesar disso, ao contrário da Lua, as fases apresentadas por esses planetas só podem ser observadas com o auxílio de telescópios o que torna difícil interpretar o objeto mais brilhante que aparece nessa pintura de van Gogh como sendo o planeta Vênus em uma de suas fases. 

A despeito da quase insanidade que Vincent van Gogh apresentava nessa época (ele estava internado em um sanatório de Saint-Rémy, na região de La Provence, França, quando fez essa pintura), tudo indica que o artista não usou apenas a imaginação. De seu quarto ele podia ver o céu noturno, e certamente a constelação Áries e o planeta Vênus. 

Entretanto, é preciso ter um pouco de cautela nessas análises. Alguns mais afoitos até mesmo conseguiram identificar as estrelas da constelação Áries que aparecem na pintura de van Gogh, como mostrado na imagem:



Se formos atentos poderíamos identificar as onze estrelas da pintura de van Gogh em qualquer constelação do céu.

Infelizmente sabe-se muito pouco sobre os sentimentos íntimos de Vincent van Gogh em relação a este seu tão apreciado trabalho, a pintura "Noite Estrelada". Talvez, o verdadeiro significado das estrelas na pintura pertencerá, para sempre, somente a van Gogh.

7 de jan. de 2015

Você sabe o que é Fluxo Piroclástico?

Os Fluxos Piroclásticos são correntes de gás quente, cinza e rochas, coletivamente chamados de “tefra”, que são lançados durante uma erupção vulcânica e que pode atingir até 700 km/h. A temperatura de um fluxo piroclástico pode atingir 1000 graus Celsius.

A maioria desses fluxos tem um volume de 1 a 10 quilômetros cúbicos e se desloca por vários quilômetros. Em geral eles rastejam o solo e se deslocam montanha abaixo embora alguns fluxos piroclásticos de baixa densidade, possam subir montanhas.


6 de jan. de 2015

Cientistas criam 'nanoequipamento' que pode detectar vida fora da Terra

Na imagem é possível ver uma célula na superfície do detector de movimento elaborado
por cientistas.

Pesquisadores europeus criaram um pequeno sensor de movimentos que poderia ajudar a encontrar vida microscópica em planetas distantes. Até agora cientistas tentaram encontrar sinais de vida extraterrestre ouvindo os sons que poderiam ser captados por meio de frequências de ondas de rádio, analisando o céu com telescópios potentes ou enviando sondas robóticas para analisar amostras químicas de planetas e cometas. 

Mas especialistas da Suíça e Bélgica estão interessados em um novo método. Classificando o movimento de "sinal universal da vida", buscam sentir os movimentos minúsculos de todas as formas de vida. 

Pesquisadores já começaram a explorar a possibilidade de buscar vida extraterrestre com um detector sensível a vibrações de organismos microscópicos, como bactérias e levedura. "O detector de nanomovimentos permite estudar a vida de uma nova perspectiva: a vida é movimento", disse Giovanni Longo, principal autor do trabalho, publicado na revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS". 

Longo, cientista da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça, e seus colegas do Vlaams Instituut voor Biotechnologie, da Bélgica, criaram um instrumento com menos de um milímetro que pode sentir os menores movimentos na escala nanométrica. Ele foi testado com várias formas de vida, como a bactéria E coli, a levedura, e células humanas, de plantas e de ratos. 

Em todos os casos, quando os organismos vivos eram colocados perto do sensor, "produziam um aumento na amplitude das flutuações", assinala o estudo. "Este sistema de detecção pode ser usado como um detector de vida simples, extremamente sensível e eficiente", acrescentou. 

Um protótipo custaria menos de US$ 10 mil, utilizaria muito pouca bateria e cabe em um recipiente de 20 x 20 centímetros. Apesar do equipamento ainda não ter sido apresentado à Nasa ou à Agência Espacial Europeia, cientistas trabalham para fazer uma proposta que facilite seu lançamento no espaço utilizando uma nave ou sonda que esteja à procura de vida extraterrestre, disse Longo. 

Além disso, o sensor poderia ser usado para detectar formas de vida em áreas difíceis de medir na Terra, como vulcões e o fundo dos oceanos, acrescentou. Mas pode-se levar anos até que ele seja testado no espaço. 

"Nada é simples no que se refere à exploração espacial", explicou Ariel Anbar, professor da Escola de Exploração Espacial e Terrestre da Universidade do Estado do Arizona. "A detecção de movimento nessa escala nunca havia sido tentada como forma de buscar vida extraterrestre", disse Anbar à AFP. "Poderia valer a pena integrá-la a futuras missões." 

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5 de jan. de 2015

Confira o resultado da Promoção de Natal do Observatório Nacional.


Preparamos 2 kits personalizados para as duas melhores frases sobre a expedição Orion, a nave espacial que vai conquistar Marte. O kit contém: 1 camisa, 1 pen drive, 1 tapa sol (para carros), 10 revistinhas sobre astronomia e 1 folder institucional.

Os vencedores foram:

Leandro Santos:

Orion, vá, veja e nos conte o que há de bom em Marte. Mande um abraço a Deimos e Phobos também. Boa viagem!

Jane Lilian Marcos Pereira:

A Expedição Orion irá levar o melhor tipo de sonda, o próprio homem; e irá trazer o melhor que a esperança e o espírito de exploração pode fornecer: Sonhos!

Aos vencedores favor entrar em contato por inbox até dia 08/01/2015.

Agradecemos a participação de todos e até a próxima!

4 de jan. de 2015

De 04 a 11 de Janeiro: Brilho máximo do C/2014 Q2 Lovejoy.

O cometa C/2014 Q2, denominado "Lovejoy" estará em boas condições de observação na primeira semana de Janeiro. O cometa foi descoberto em Agosto de 2014 por Terry Lovejoy, e estima-se que tenha 11 mil anos, estará acessível e seu brilho deve alcançar a quinta magnitude.


2 de jan. de 2015

Cientistas alertam: Terra se prepara para inverter a polaridade de seu campo magnético, e suas consequências poderão ser devastadoras


Estudos afirmam que o campo magnético da Terra, essencial para reduzir os impactos da radiação solar, está perdendo, aos poucos, sua estabilidade. A verdade é que os polos magnéticos trocaram de posições em inúmeras ocasiões ao longo da história terrestre e o farão muitas vezes mais.

O campo magnético da Terra possui dois polos (norte e sul) que não são estáticos e cujas variações se deslocam até 16 km por ano. Dessa forma, o campo magnético nunca está em um único lugar e os polos se invertem, aproximadamente, a cada 450 mil anos. De acordo com o trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, a última inversão dos polos ocorreu há 781 mil anos. Atualmente a Terra parece estar se movendo em direção à sua próxima inversão, levando o seu núcleo interior crescer cada vez mais, obstruindo o núcleo externo, o que, por fim, acabaria debilitando o campo magnético do planeta.

Um campo magnético fraco ou instável poderá ser uma evidência clara de que a inversão dos polos terrestres está para acontecer. As consequências da mudança no magnetismo da Terra afetariam diretamente as infraestruturas elétricas e instrumentos de navegação globais, assim como a orientação da fauna silvestre, como aves e baleias, que utilizam o campo magnético para se orientarem. Os cientistas estão preocupados com a possibilidade de, durante o processo de inversão dos polos, o campo magnético se enfraquecer excessivamente, ou, até mesmo, desaparecer, mesmo que por um curto período. Isto faria que, imediatamente, desaparecesse a única proteção que a Terra possui – e também seus habitantes – para se defender da radiação solar.

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