11 de dez. de 2014

Luz verde para construção de novo telescópio gigante no deserto do Chile


O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) está pronto para iniciar a construção, no Chile, do chamado Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, na sigla em inglês), o maior instrumento do tipo no mundo.

Será "o maior olho do mundo para observar o céu", informou em um comunicado o ESO, uma organização que conta com o apoio de quinze países europeus e o Brasil.

"A decisão adotada pelo Conselho significa que podemos começar a construção do telescópio e que dispomos dos recursos necessários para realizar as principais obras de edificação industrial do E-ELT", disse o diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw, em um comunicado.

A construção do E-ELT no deserto chileno do Atacama custará cerca de 1 bilhão de Euros e as primeiras observações são estimadas para daqui a dez anos.

O telescópio, com 39 metros de diâmetro do espelho principal (espelho primário), ficará na cúpula do Monte Armazones, a 20 km do Monte Paranal, onde já está instalado o Telescópio Muito Grande (VLT), do ESO.

O novo aparelho "permitirá a caracterização inicial de exoplanetas com massa similar à da Terra, o estudo de populações estelares em galáxias próximas e observações ultra-sensíveis do universo profundo", indicou o ESO, que tem sede em Garching, perto de Munique, Alemanha.

Matéria original: clique aqui

7 de dez. de 2014

Rosetta obtém primeira imagem colorida do cometa 67P

COMETA 67P GANHA PRIMEIRA IMAGEM COLORIDA DA HISTÓRIA (FOTO: REPRODUÇÃO/NASA)

Depois da missão Rosetta realizar um feito histórico ao pousar em um cometa - seguindo a rota do corpo 67P/Churyumov-Gerasimenko por dez anos, a sonda volta a trazer novas informações. Pela primeira vez, temos a chance de ver a cor real do 67P: marrom avermelhado, muito semelhante às pedras de Marte.

A primeira imagem colorida da história de um cometa só foi possível pelas novas tecnologias carregadas pela câmera da Rosetta. A imagem acima é uma sobreposição de inúmeras imagens (por isso está um pouco embaçada) – os pesquisadores tiveram que usar uma grande combinação para conseguir a imagem colorida.

Uma nova foto colorida e mais informações sobre o Cometa 67P devem ser divulgadas no dia 18 de dezembro, quando acontece o encontro anual da American Geophysical Union.

Matéria original: clique aqui

5 de dez. de 2014

NASA lança 1º voo teste em missão para Marte


A NASA lançou o primeiro voo teste de uma nave que, no futuro, poderá ajudar humanos a chegar a Marte.

O lançamento da cápsula não-tripulada foi adiado por problemas técnicos e meteorológicos. Na contagem regressiva, a missão foi interrompida por causa de ventos fortes e de problemas nas válvulas de combustível dos propulsores do foguete Delta, ao qual estava acoplada.

O voo decolou nesta sexta-feira (5) da base de Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida, com o objetivo de testar algumas das tecnologias da nave durante uma viagem curta.

Cápsula e foguete 

A cápsula é uma versão não-tripulada da Orion, que está sendo desenvolvida junto com um novo foguete que só deverá fazer seu primeiro voo em 2017 ou 2018. Junto, eles teriam capacidade de levar seres humanos para a Estação Espacial Internacional e até para Marte. 

Para o voo de teste, está sendo usado o foguete Delta IV-Heavy, atualmente o mais poderoso foguete de lançamento do mundo. O Delta vai enviar a Orion em duas voltas em torno da Terra, arremessando a cápsula a uma altitude de quase 6 mil quilômetros. 

Depois, a Orion cairá novamente na Terra com uma velocidade de reentrada de cerca de 30 mil quilômetros por hora, próximo da velocidade esperada de uma cápsula retornando de uma viagem à Lua. 

A cápsula tem formato cônico, lembrando as naves Apollo, que levaram o homem à Lua nas décadas de 1960 e 1970. 

Os testes deverão dar aos engenheiros da NASA a oportunidade de checar o desempenho do escudo de calor da Orion, que deve enfrentar uma temperatura de 2 mil graus. 

Os engenheiros também vão observar os testes dos paraquedas da cápsula, que devem desacelerar a queda nas águas do Oceano Pacífico. A Orion deve cair na costa da península da Baja Califórnia, México. 

Radiação 

O projeto é da NASA, mas o desenvolvimento da cápsula foi feito pela gigante americana do setor aeroespacial Lockheed Martin. 

A agência espacial americana vai aproveitar o lançamento para verificar se o projeto da Lockheed Martin atendeu às especificações. 

Uma delas envolve a proteção contra a radiação, considerada uma grande ameaça nesse tipo de missão. 

Pequeno passo, grande programa 

A Orion é um pequeno passo em um programa maior de desenvolvimento, que reflete a nova realidade da NASA. 

Sem conseguir os recursos financeiros da era das missões Apollo, a NASA recorre a parcerias para viabilizar suas missões. 

Mesmo se hoje a NASA já tivesse a cápsula Orion funcionando totalmente com seu foguete, a agência não conseguiria enviar uma missão para outro planeta, pois a tecnologia para fazer esse tipo de operação ainda não foi totalmente desenvolvida. 

Historiadores espaciais, como John Logsdon, lançam dúvidas sobre se as missões atuais são sustentáveis. 

"O primeiro lançamento com uma tripulação a bordo é em 2020/21, e então nada está totalmente definido depois, apesar de, é claro, a NASA ter planos. Mas isto é muito lento para manter a prática das equipes de lançamento, manter todos envolvidos. E isto ocorre pela falta de dinheiro, não pelas barreiras técnicas", disse. 

"Uma solução é buscar parceiros internacionais. A Europa, por exemplo, fará a parte traseira de todas as cápsulas Orion no futuro", assegurou Dan Collins, da United Launch Alliance, empresa responsável pelo foguete Delta. 

Matéria original: clique aqui

4 de dez. de 2014

Cientistas descobrem barreira que protege Terra de radiações


Cientistas identificaram uma barreira quase impenetrável ao redor da Terra que impede que elétrons ultra-energéticos atinjam o planeta. Esse escudo fica no Cinturão de Van Allen, uma camada formada por partículas eletricamente carregadas mantidas no lugar pelo campo magnético terrestre.

Formado por um cinturão interno (que fica entre 640 e 9,6 mil km acima da superfície terrestre) e outro externo (que fica entre 13,5 mil e 57 mil km), o escudo foi descoberto em 1958. Sabe-se que eles são capazes de se expandir e de encolher e que se mantêm separados por alguma força.

Quando observações mostraram que elétrons muito energéticos mantinham-se sempre a uma certa distância da Terra, descobriu-se que a borda interna do cinturão mais externo de Van Allen funciona como uma fronteira que esses elétrons não conseguem penetrar em condições normais.

Os pesquisadores acreditam que a chamada plasmasfera, uma nuvem gigante de partículas carregadas que fica a cerca de mil km da superfície terrestre, estendendo-se até o cinturão mais externo de Van Allen, pode ser a responsável por esse escudo.

As partículas na borda externa da plasmasfera fazem com que as partículas do cinturão externo se dispersem e passem a se movimentar rapidamente ao redor do nosso planeta. Esse movimento é capaz de repelir os elétrons mais energéticos que tentam se mover na direção da Terra. Caso não fossem impedidos de chegar ao seu destino, esses elétrons poderiam ser prejudiciais.

"Essa barreira para elétrons ultrarápidos é uma característica notável dos cinturões", disse Dan Baker, cientista da Universidade do Colorado em Boulder. "Conseguimos estudá-la pela primeira vez porque nunca tivemos medidas tão precisas desses elétrons de alta energia."

Matéria original: clique aqui

3 de dez. de 2014

Sonda Philae encontra moléculas orgânicas em cometa


Embora a sonda Philae tenha permanecido durante pouco tempo na superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, sua missão na última semana pode trazer pistas sobre a origem da vida na Terra. Durante sua estada de 60 horas no cometa, o módulo espacial recolheu amostras diretamente do seu núcleo. E a Philae fez uma descoberta muito importante: o cometa contém moléculas orgânicas.

O que se sabe é que estas partículas são à base de carbono, mas ainda nada foi divulgado sobre os demais elementos presentes nas amostras. Dependendo do tipo de moléculas encontradas, os cientistas poderão determinar se é viável a hipótese de que os cometas trouxeram os ingredientes necessários para o desenvolvimento da vida primitiva na Terra.

A descoberta das moléculas foi feita pelos instrumentos de Experimento de Composição e Amostragem de Cometas da sonda Philae. Este dispositivo analisa compostos presentes na fina atmosfera do cometa, em busca de compostos orgânicos e voláteis. A partir de agora, é difícil dizer quando novas informações serão fornecidas sobre a natureza dessas moléculas e que implicações isso pode ter para a ciência e para desvendar os mistérios de nossas origens planetárias.

Matéria original: clique aqui

Veja fotos e vídeo surpreendentes da primeira descida de uma equipe de cientistas ao interior da cratera siberiana


Uma equipe de cientistas russos conseguiu completar a terceira expedição a uma das crateras que surgiram repentinamente na Sibéria. Pela primeira vez, é possível examinar o interior impressionante desses fossos para tirar amostras do solo e do gelo que os cobre. A cratera enigmática foi descoberta por pilotos de um helicóptero que sobrevoava a área, na península de Yamal, no oeste siberiano, em julho de 2014. Dado o perigo de deslizamento, duas expedições anteriores fracassaram ao tentar acessar o buraco. Mas, agora, as temperaturas baixas, características desta época do ano, facilitaram a descida dos cientistas.


Enquanto os especialistas trabalham na cratera, um radar de sonda terrestre faz uma análise de seu aspecto exterior, para recolher dados e ajudar a recriar um modelo de três dimensões, que permitirá, no futuro, prever a aparição de fenômenos desse tipo. Embora, em um primeiro momento, tenha se considerado a possibilidade da origem da cratera estar relacionada a uma explosão nuclear, ou à queda de um meteoro, os especialistas do Instituto da Criosfera da Terra, da Academia de Ciências Russa e do Centro de Pesquisa do Ártico, afirmam que esse, na verdade, é um fenômeno absolutamente natural. De acordo com os cientistas, que farão uma nova expedição em abril de 2015, o fosso siberiano será transformado, ao longo dos anos, em mais um lago da tunda, na península de Yamal.


Assista o vídeo que registra a expedição dos cientistas ao interior da cratera:


Matéria original: clique aqui