10 de mai. de 2011

Astrônomos vão estudar asteroide que passará próximo à Terra

Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/05/2011


A melhor imagem já captada do 2005 YU55, feita por radar, tem uma resolução de 7,5 metros por pixel. Agora os cientistas querem detectar até as saliências em sua superfície.[Imagem: NASA/Cornell/Arecibo]

Segundo a NASA, um grande asteroide vai passar "raspando" pela Terra em novembro deste ano. Embora o asteroide 2005 YU55 tenha sido classificado como um objeto potencialmente perigoso, os especialistas dizem que não há riscos de que ele colida com a Terra nos próximos cem anos. Mas os cientistas estão esperando pelo evento com grande interesse.

Astronomia com radar

Os astrônomos pretendem aproveitar a oportunidade para estudar a rotação do asteroide, determinar a aspereza de sua superfície e até sua composição mineral. Da última vez que o 2005 YU55 foi visto, ele estava a 2,3 milhões de quilômetros da Terra. A imagem que pode ser captada dele, feita por radar, tem uma resolução de 7,5 metros por pixel.

Isto foi suficiente para que os astrônomos calculassem que ele mede 400 metros de diâmetro.

Agora, porém, o objetivo é fazer imagens muito melhores. Além de o asteroide chegar sete vezes mais perto desta vez - 323 mil km - os equipamentos utilizados pelos astrônomos, localizados no Observatório de Arecibo, em Porto Rico, tiveram umupgrade. Com isto, a expectativa é que as novas imagens alcancem uma resolução de 4 metros por pixel, o que permitirá uma visão muito detalhada do asteroide.

"Nós estamos falando sobre captar aquele tipo de detalhe da superfície que você sonha quando uma nave sobrevoa um corpo celeste desses," afirmou Lance Benner, astrônomo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Além das informações sobre a superfície, os dados coletados por outros telescópios ópticos e de infravermelho poderão mostrar até a composição mineral do asteroide.

Astronomia com radar

A astronomia por radar emprega as maiores antenas parabólicas do mundo. As antenas dirigem um feixe de micro-ondas rumo aos seus alvos celestiais, que podem estar tão próximos quanto a nossa Lua ou tão longes quanto as luas de Saturno.

Estes sinais se refletem no alvo, e o eco resultante é coletado e agrupado com precisão para criar imagens de radar, que podem ser usadas para reconstruir modelos tridimensionais detalhados do objeto. Esta é a primeira vez que cientistas preveem a passagem tão próxima à Terra de um objeto desse tamanho, o que está permitindo que eles se preparem para estudá-lo.


A NASA informou que um evento como esse não deve se repetir até 2028, quando o asteroide (153814) 2001 WN5 deverá passar a uma distância ainda menor do nosso planeta.

Sonda da Nasa confirma teoria de Einstein sobre o espaço-tempo

BBC - 05/05/2011



As previsões de Einstein descrevem a forma como o tempo e
o espaço são distorcidos pela presença de enormes objetos como planetas e estrelas.
[Imagem: NASA]

 Espaço-tempo

Quase cem anos depois, uma sonda espacial da Nasa, a agência espacial americana, confirmou previsões cruciais feitas pelo físico alemão Albert Einstein em 1915. As observações da sonda Gravity Probe B comprovaram que a massa da Terra está muito sutilmente causando uma curvatura no tempo e no espaço ao seu redor ao arrastá-los consigo. Os cientistas conseguiram observar esses efeitos através do estudo do comportamento de quatro esferas super-precisas levadas dentro do satélite. Os resultados foram publicados na revista científica Physical Review Letters.

Previsões de Einstein

As confirmações das previsões de Einstein são significativas não apenas por comprovar uma vez mais a genialidade do cientista alemão, mas também por trazer instrumentos mais refinados para a compreensão da física que rege o cosmos. As descobertas também representam o ápice de uma longa jornada para os líderes da missão, alguns dos quais dedicaram mais de cinco décadas à pesquisa. Entre eles está Francis Everitt, o principal pesquisador da missão na Universidade de Stanford, que participou da concepção da sonda de gravidade B no fim dos anos 50.

"Completamos este experimento histórico, testando o Universo de Einstein - e Einstein sobrevive", disse ele.

A GP-B só foi lançada ao espaço em 2004 e desde então a missão da equipe é interpretar as informações e checar a correção das observações feitas.

Teorias confirmadas

O objetivo da sonda de gravidade B era confirmar duas importantes consequências da Teoria da Relatividade Geral, publicada por Einstein em 1915. As previsões descrevem a forma como o tempo e o espaço são distorcidos pela presença de enormes objetos como planetas e estrelas. Uma delas é o efeito geodético - que trata da forma como a Terra curva o espaço-tempo - e a outra, o efeito de arrasto - sobre como a rotação da Terra distorce o espaço-tempo ao seu redor ao girar.
A sonda GP-B verificou ambos os efeitos medindo movimentos mínimos nos eixos de rotação de quatro giroscópios em relação à posição de uma estrela chamada IM Pegasi (HR 8703).

Curvatura do espaço-tempo

Para garantir a precisão do experimento, as esferas tinham de ser resfriadas até quase o "zero absoluto" (-273ºC) e então colocadas para flutuar dentro de um recipiente a vácuo gigante, contendo hélio superfluido. Esta e outras medidas isolavam as esferas de qualquer distúrbio externo.
Se Einstein estivesse errado, os giroscópios deveriam ter girado sem a influência de forças externas (pressão, calor, campo magnético, gravidade e carga elétrica). Mas como o físico alemão concluiu que o espaço-tempo ao redor da Terra é curvo e distorcido pelo movimento do planeta, os cientistas esperavam um desvio, apesar das grandes dificuldades em medi-lo. Ao longo de um ano, o desvio previsto no eixo das esferas devido ao efeito geodético foi calculado na escala de apenas alguns milhares de miliarcossegundos.  O efeito de arrasto deverá ser ainda menor.

"Um miliarcossegundo representa a largura de um fio de cabelo humano visto a uma distância de 16 quilômetros. É um ângulo extremamente pequeno e este é o grau de precisão que a sonda de gravidade B tinha de alcançar", explicou Everitt.

Tecnologia

A missão foi proposta inicialmente em 1959, mas teve de esperar vários anos para que a tecnologia necessária fosse inventada. "A GP-B, apesar de simples conceitualmente, é um experimento extremamente complexo tecnologicamente", disse um ex-gerente de programas na GP-B, Rex Geveden. "A ideia surgiu cerca de três ou quatro décadas antes que a tecnologia estivesse disponível para testes. Treze novas tecnologias foram criadas para a GP-B." As inovações criadas para a missão levaram diretamente à melhoria do GPS (Global Positioning System) e ao sucesso de outras missões espaciais da Nasa.

Noruega construirá laboratório marinho futurístico

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/05/2011

Centro Espacial Oceânico - Laboratório Marítimo da Noruega
A gigantesca estrutura ultra-moderna ficará protegida por um recife artificial. [Imagem: OSC Project]


Super laboratório marítimo

Enquanto cientistas brasileiros sonham em aproveitar umaplataforma de petróleo desativada para construir um laboratório marinho, os noruegueses estão planejando algo mais high-tech.

Lembrando a ligação histórica do país com os mares, e vislumbrando a dependência futura dos recursos oceânicos, pesquisadores e engenheiros da Noruega apresentaram a proposta inicial de um super laboratório marítimo, que tem um objetivo bem claro: transformar o país em um líder internacional em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias marinhas.

Centro Espacial Oceânico - Laboratório Marítimo da Noruega
Operários e cientistas trabalharão fora e dentro d'água. [Imagem: OSC Project]


Conhecimento e tecnologia

"Nós não sabemos ainda do que precisaremos para entender o oceano nos próximos 50 anos, mas está claro que serão necessários avanços em termos de conhecimento e de tecnologia," afirma o consórcio de institutos de pesquisa e empresas privadas que estão viabilizando Ocean Space Centre.

O termo Space tem uma dupla conotação, de espaço voltado para as pesquisas oceânicas, mas também como uma referência ao avanço das tecnologias espaciais e seus prospectos futurísticos.

Centro Espacial Oceânico - Laboratório Marítimo da Noruega
A estrutura dará acesso direto a todos os instrumentos necessários à pesquisa, incluindo barcos, robôs, submarinos e equipamentos de mergulho. [Imagem: OSC Project]
 
 
Tecnologia na prática
 
Sintomaticamente, o laboratório marinho será financiado pelo Ministério da Indústria e Comércio, mostrando a visão prática que guia o projeto, voltado para o desenvolvimento de tecnologias e para a exploração sustentada de recursos oceânicos.
Além de biologia marinha, meio ambiente e ciências da vida em geral, o Ocean Space Centre fará pesquisas na área de energia - geração de energia a partir das ondas e marés - mineração e pesca.






 

Planeta super pesado tem densidade semelhante ao chumbo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/05/2011


Planeta super pesado é quase tão denso quanto o chumbo

Simulação da silhueta do 55 Câncer passando à frente da sua estrela, comparado com a Terra e Júpiter passando à frente do Sol.[Imagem: Jason Rowe/Jaymie Matthews]



Planeta de chumbo

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um exoplaneta "super exótico".

O 55 Câncer pertence a umsistema planetário parecido com o nosso Sistema Solar, conforme revelado por uma pesquisa em 2002. O planeta exótico tem um diâmetro 60% maior do que o da Terra, mas tem uma massa oito vezes maior do que a massa do nosso planeta.
Com duas vezes a densidade da Terra, ele é quase tão denso quanto o chumbo. Isso o torna o planeta sólido mais denso que se conhece. A uma distância de cerca de 40 anos-luz da Terra, o 55 Câncer tem uma órbita tão próxima de sua estrela - a 55 Câncer A - que seu ano dura menos de 18 horas.

Sol brilhante

A temperatura na superfície do exoplaneta foi calculada em 2.700 graus Celsius, o que torna muito improvável que ele possua uma atmosfera. Se uma pessoa pudesse sobreviver na superfície desse exoplaneta super pesado ela pesaria três vezes mais do que na Terra. Ficar ao sol em 55 Câncer também não seria nada recomendável: seu "sol" brilha 3.600 vezes mais forte do que o nosso Sol e, visto da superfície, parece 60 vezes maior.

Bibliografia:

A Super-Earth Transiting a Naked-Eye Star. Astrophysical Journal Letters,
Joshua N. Winn, Jaymie M. Matthews, Rebekah I. Dawson, Daniel Fabrycky, Matthew J. Holman, Thomas Kallinger, Rainer Kuschnig, Dimitar Sasselov, Diana Dragomir, David B. Guenther, Anthony F.J. Moffat, Jason F. Rowe, Slavek Rucinski, Werner W. Weiss
April 2011






9 de mai. de 2011

Você sabe o que é uma Chuva de Meteoros?

Os meteoros são conhecidos popularmente como Estrelas Cadentes (em inglês "Shooting Stars") embora não tenham, absolutamente, qualquer tipo de relação com as estrelas. A grande maioria dos meteoros é destruída antes de atingirem a superfície da Terra. 

Se interessou no assunto e quer saber mais? Então clique aqui e conheça a classificação desses pequenos corpos celestes, perigos, mitos e muito mais.

6 de mai. de 2011

Centro para estudo de desastres naturais será inaugurado este ano

Folha de São Paulo - 03/05/2011


SABINE RIGHETTI

ENVIADA ESPECIAL AO RIO



O Brasil deve inaugurar em novembro seu primeiro centro de prevenção de desastres naturais, diz o climatologista Carlos Nobre, que coordena a iniciativa pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

O plano virou prioridade após o desastre na região serrana do Rio, neste ano, quando mais de 800 morreram. "A presidente Dilma quer o centro funcionando antes das chuvas de verão", disse ele.

De acordo com Nobre, mais de R$ 200 milhões devem ser injetados no projeto nos próximos quatro anos. Hoje, estima-se que menos de 10% das áreas de risco do país, que podem, por exemplo, sofrer deslizamentos com chuvas, estejam registradas.

A ideia é avançar nesse levantamento e cruzar tais dados com informações meteorológicas, obtidas por radares que já existem no país. Apesar de não ter desastres como terremotos e furacões, o Brasil está no alto da lista em mortes per capita por desastres naturais: ocupa a sexta posição no mundo. Mais de 2.000 pessoas morreram no país desde 2008 por causa de eventos como inundações e deslizamentos de terra.

"Nunca conseguiremos retirar todas as pessoas das áreas de risco. Mas precisamos de um sistema de alerta", defendeu Nobre durante sua palestra, que abriu a reunião anual da prestigiosa ABC (Academia Brasileira de Ciências).

"A sociedade acredita que o Brasil está livre de desastres naturais. Justamente por isso, o governo não investia muito em prevenção." De acordo com o climatologista, um sistema de alerta eficiente, somado à mobilização efetiva da população (o que deve ser feito pela Defesa Civil em caso de risco iminente) pode reduzir o número de mortos nos desastres em pelo menos 50%.