19/03/2012

Outono começa às 2h14 do dia 20 de março

Observatório Nacional
16/03/2012

O outono começa oficialmente nesta terça-feira, dia 20 de março, às 2h14 (horário de Brasília), noite em que ocorre o primeiro equinócio deste ano, quando o dia e a noite tem a mesma duração. As estações do ano são fenômenos naturais e ocorrem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol e pelo movimento de translação da Terra em torno do Sol. Desse modo, o início de cada estação é definido pelo comprimento do dia e da noite, que varia conforme a latitude, a época do ano e a inclinação do eixo de rotação da Terra.

Para a compreensão passagem das estações, a pesquisadora Josina Oliveira do Nascimento, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional, explica que é preciso imaginar a Terra parada e todos os outros astros se movendo em relação ao planeta. Assim, o movimento do Sol em torno da Terra durante um ano ocorre da seguinte maneira: em março o Sol atinge a linha do Equador indo de sul para norte – é o equinócio de outono no Hemisfério Sul e de primavera no Hemisfério Norte; em junho o Sol atinge o trópico de Câncer – é o solstício de inverno no Hemisfério Sul e de verão no Hemisfério Norte; em setembro o Sol chega novamente à linha do Equador, mas agora indo de norte para sul – é o equinócio de primavera no Hemisfério Sul e de outono no Hemisfério Norte; em dezembro o Sol atinge o trópico de Capricórnio – é solstício de verão no Hemisfério Sul e de inverno no Hemisfério Norte.

Assim, nos dias próximos à data do equinócio de outono, a duração do dia é igual à duração da noite. Em seguida, os dias ficam cada vez menores e as noites, cada vez maiores, até que no solstício de inverno ocorre a maior noite e o menor dia do ano. Depois acontece o inverso: os dias vão ficando cada vez maiores até que no equinócio da primavera novamente o dia e a noite estão com o mesmo comprimento. Os dias continuam ficando maiores e noites menores até que, no solstício de verão, é registrado o maior dia e a menor noite do ano.




Asteroide passará entre satélites artificiais e a Terra

Site Inovação Tecnológica
Com informações da ESA

O "2012 DA14" tem uma órbita muito parecida com a da Terra, com um período de 366,24 dias, apenas mais um dia que o nosso ano terrestre.[Imagem: ESA/La Sagra Sky Survey]

Órbitas gêmeas

Uma equipe de astrônomos amadores espanhóis descobriu um asteroide incomum, batizado de "2012 DA14", no último dia 22 de Fevereiro.

Por ser muito pequeno e ter uma órbita incomum, ele só foi visto depois de ter passado pela Terra, a uma distância de cerca de sete vezes a distância da Lua.

No entanto, as previsões indicam que ele vai voltar no ano que vem.

E, nesta sua próxima passagem, prevista para 15 de Fevereiro de 2013, ele passará a apenas 24.000 km da Terra - mais perto do que a maioria dos satélites artificiais de comunicação.

"Um cálculo preliminar da sua órbita mostra que o 2012 DA14 tem uma órbita muito parecida com a da Terra, com um período de 366,24 dias, apenas mais um dia que o nosso ano terrestre, e ele 'salta' para dentro e para fora do caminho da Terra duas vezes por ano," explica Jaime Nomen, um dos descobridores do asteroide.

Distância segura, mas monitorada

Apesar da grande aproximação na próxima passagem, a agência espacial europeia (ESA) afirma ser uma distância segura, mas que requer um acompanhamento.

"Esta é uma distância segura, mas perto o suficiente para deixar o asteroide visível com binóculos comuns," afirmou Detlef Koschny, responsável por monitorar os chamados "objetos próximos da Terra".

"Nós vamos também estar atentos para ver a órbita resultante do asteroide depois da próxima passagem, a fim de calcular futuros riscos de impacto," completou Koschny.

Olhou, achou

O asteroide foi descoberto pelo observatório de rastreio La Sagra, no sudeste da Espanha, perto de Granada, a uma altitude de 1.700 m, um dos pontos com menos poluição luminosa no continente europeu.

O observatório descobre centenas de asteroides e cometas todos os anos.

A equipe usou vários telescópios automatizados para rastrear o céu, e a descoberta ocorreu meio por acaso, depois que os astrônomos amadores decidiram pesquisar áreas do céu onde os asteroides não são geralmente vistos - ou não suficientemente procurados.

Embora um impacto com a Terra tenha sido descartado na próxima passagem do asteroide pela Terra, os astrônomos afirmam que irão usar essa super aproximação para fazer mais estudos e calcular os efeitos gravitacionais da Terra e da Lua sobre ele.



Observatório Nacional deposita seu primeiro pedido de registro de patente

Observatório Nacional

O Observatório Nacional (ON) depositou seu primeiro pedido de registro de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O objeto do pedido é um “dispositivo e método para simular a compensação de bússola náutica”, desenvolvido pelo pesquisador Cosme Ferreira da Ponte Neto, da Coordenação de Geofísica, e pelo estudante David Canabarro Savi, aluno do curso de doutorado em Geofísica no ON.

A invenção permite simular as manobras de compensação de uma bússola náutica para embarcações de médio e grande porte, e uma de suas principais vantagens é baratear e melhorar a eficiência do treinamento dos técnicos que fazem esse procedimento, normalmente realizado com navios em movimento.

Os procedimentos de apoio ao processo do pedido de patente de invenção foram realizados pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-RIO), e o depósito do pedido foi feito no dia 9 de março.



Cyberterror no espaço

Istoé

A Nasa divulga balanço assustador sobre os ataques sofridos em sua rede de computadores. Até a Estação Espacial Internacional ficou à mercê do domínio de hackers

Hélio Gomes

Sinônimo de tecnologia de ponta desde sua fundação, em 1958, a Nasa sempre foi vista como uma espécie de celeiro digital no qual os computadores mais modernos do mundo controlam missões a milhares de quilômetros da Terra com segurança e precisão absolutas. Infelizmente, tal imagem carece de revisão. Em depoimento concedido ao Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia do Congresso americano na semana passada, o inspetor-geral da agência espacial, Paul Martin, deu detalhes estarrecedores sobre as brechas de segurança nas redes e máquinas do órgão.

Apenas nos dois últimos anos, 5.408 incidentes foram contabilizados. Eles vão desde a simples contaminação por um vírus a invasões organizadas, que partiram de países como Turquia, Estônia e Nigéria (leia quadro). “Algumas das ocorrências afetaram milhares de computadores, causando danos a missões e resultando no roubo de dados sigilosos”, disse Martin durante a audiência. No mais grave dos casos, os hackers chegaram a controlar os sistemas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O endereço de IP da máquina que fez o ataque está localizado na China, um dos principais concorrentes dos EUA na corrida espacial contemporânea.

Além das agressões via internet, as máquinas portáteis são outro fator de altíssimo risco, já que apenas 1% dos laptops, tablets e outros computadores de mão da agência são criptografados – processo no qual a informação é codificada de tal maneira que somente a pessoa (ou o computador) com uma chave específica pode decodificá-la. Há cerca de um ano, um notebook com os algoritmos usados para controlar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi roubado, colocando em risco uma iniciativa de bilhões de dólares. Por sorte, não houve consequências.

Diante dos fatos, a única resposta possível para a Nasa é um investimento cada vez maior em sua segurança digital. Ainda segundo o depoimento do inspetor-geral da agência, US$ 58 milhões de um orçamento anual de U$ 15 bilhões foram gastos no setor em 2011. Os astronautas que vagam pelo espaço a bordo da ISS a 400 km da Terra agradecem.