14 de jan. de 2015

Você sabe o que são Radiotelescópios?

Este equipamento da astronomia permite que sejam registradas emissões de radiação nas faixas de micro-ondas e rádio do espectro eletromagnético. 

Nem sempre os radiotelescópios têm a forma de “prato” mostrada ao lado. Seu projeto é determinado pelo intervalo de frequência que deverá ser estudado. Conjuntos de radiotelescópios que trabalham juntos, conectados por filhas ópticas, cabos coaxiais, guias de onda ou outros tipos de linhas de transmissão, são chamados de interferômetros.

O maior radiotelescópio existente no mundo é o RATAN-600, na Rússia, com uma antena circular de 576 metros de diâmetro. Na Alemanha, o radiotelescópio Effelsberg possui a antena com um diâmetro de 100 metros.



13 de jan. de 2015

Robô com "amnésia" faz registro do topo de colina de Marte


O robô Opportunity, da NASA, enviou imagens do topo de uma colina de Marte, enquanto engenheiros continuam a corrigir um problema na sua memória. Segundo a agência, o veículo atingiu o monte Cape Tribulation.

A previsão é de que o robô ainda fique vários dias registrando imagens no local para que os engenheiros sejam capazes de colorir as imagens. De acordo com o gerente de projeto da NASA, John Callas, o Opportunity tentará encontrar rochas interessantes para estudar.

O veículo de seis rodas -- que não deve ser confundido com o Curiosity da missão lançada em 2011 -- tem reinicializado o seu sistema operacional constantemente e de forma inesperada. Os cientistas acreditam que o longo tempo de uso acabou afetando a memória eletrônica.

A falha, segundo a agência espacial americana, ocorre na memória não-volátil do robô, que perde todas as informações quando ele é desligado.

O plano dos cientistas para resolver o problema é "hackear" o software do Opportunity para consertar a falha, ao fazer com que ele ignore a parte com defeito de sua memória.

Mesmo que o robô pare de funcionar, ele terá atingido seu objetivo inicial de passar apenas três meses em Marte. Dez anos depois de seu pouso, o Opportunity já percorreu 41,8 km da superfície do planeta, enviando dados vitais para a compreensão da sua composição biológica. 

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12 de jan. de 2015

NASA cria pôsteres incríveis mostrando como seria viajar para exoplanetas


O timing é perfeito para admirar três belos cartazes que o Jet Propulsion Laboratory da NASA divulgou em dezembro: astrônomos anunciaram a descoberta de mais oito exoplanetas situados na região habitável de suas estrelas. E são justamente planetas semelhantes a estes, que têm potencial para abrigar água e vida em outros sistemas solares, que os pôsteres retratam. Com ilustrações estimulantes e bonito design gráfico, eles mostram como seria passar férias em mundos muito, muito distantes.

Parece que a imaginação do pessoal da NASA realmente foi longe ao idealizar como seria explorar estes astros: eles até criaram uma fictícia agência de viagens para exoplanetas, que batizaram de Exoplanet Travel Bureau. Você deve estar se perguntando quais são os roteiros que o “viajante” pode escolher. Até o momento, as três opções elaboradas pela equipe são, no mínimo, atraentes.

Se você for fã de Star Wars, talvez gostaria de fazer uma visita ao Kepler-16b, mundo que orbita um sistema com dois sóis – assim como Tatooine, onde vivia Luke Skywalker. Em um lugar destes, veríamos um pôr do sol duplo e também teríamos duas sombras. Outra alternativa incrível é o Kepler-186f, “onde a grama do vizinho é sempre mais vermelha”. Vermelha? Isso mesmo. Por girar em torno de uma anã vermelha, as plantas deste planeta também teriam um tom avermelhado, já que a fotossíntese precisaria se adaptar àquele comprimento de onda. Se sua praia são esportes radicais, o HD 40307g pode te interessar: por possuir cinco vezes a massa da Terra, a forte atração gravitacional deste corpo celeste permitiria liberar adrenalina com algumas atividades um tanto diferentes das daqui.

Confira os pôsteres abaixo:



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10 de jan. de 2015

Cientistas descobrem 8 planetas em uma região do espaço onde é possível haver vida

PLANETAS DESCOBERTOS PELO KEPLER QUE POSSUEM ALGUMA CHANCE DE
TER VIDA (FOTO: NASA / DIVULGAÇAÕ)

Uma equipe de astrônomos dos Estados Unidos anunciou o descobrimento de oito novos planetas em uma zona onde poderia haver vida. Entre eles, dois que são os exoplanetas mais parecidos com a Terra já descobertos até o momento. 

Este achado eleva para mil o número de planetas descobertos graças ao telescópio Kepler, usado pela primeira vez em 2009, informou o Centro para a Astrofísica (CfA, sigla em inglês) da Universidade de Harvard e do Instituto Smithsonian. "A maioria destes planetas têm boas probabilidades de serem rochosos, como a Terra", disse o principal autor do estudo, o investigador do CfA Guillermo Torres, que apresentou a descoberta em um encontro da Sociedade Americana de Astronomia. 

Os oito planetas se encontram na zona habitável de um sistema estelar, ou seja, sua "órbita está a uma distância em que a água em estado líquido pode existir na superfície do planeta", explicou o CfA. 

Dos oito novos astros, a equipe de pesquisadores identificou dois parecidos com a Terra, os planetas Kepler-438b e Kepler-442b, que "orbitam estrelas anãs vermelhas que são menores e mais frias que o nosso sol"

O Kepler-438b dá uma volta completa em sua estrela a cada 35 dias, tem um diâmetro 12% maior do que o da Terra e a possibilidade de que tenha uma superfície rochosa é de 70%, segundo os cálculos da equipe. 

Já o Kepler-442b realiza uma órbita completa em sua estrela a cada 112 dias, é cerca de um terço maior que a Terra e tem 60% de possibilidades de ter uma crosta rochosa. 

Para estar em uma zona habitável, um exoplaneta tem que receber mais ou menos a mesma quantidade de luz do sol que a Terra, para evitar que a água evapore ou congele, lembrou o CfA. 

Nesse sentido, os cientistas calculam que o planeta Kepler-442b tem 97% de probabilidade de estar na zona habitável de sua estrela, porque recebe aproximadamente dois terços da luz solar obtida pela Terra. 

O Kepler-438b, por sua vez, recebe cerca de 40% mais luz que a Terra, por isso tem 70% de chances de estar em uma zona habitável. 

"Não sabemos com segurança se algum dos planetas em nossa amostra é verdadeiramente habitável. Tudo o que podemos dizer é que são candidatos promissores", afirmou David Kipping, um dos pesquisadores do CfA que participaram do estudo. 

Torres detalhou que para seus cálculos a equipe adotou "os limites mais amplos possíveis que podem levar de forma plausível a condições adequadas para a vida"

Os dois planetas se encontram a uma distância que torna difícil uma investigação mais profunda, já que o Kepler-438b se encontra a 470 anos-luz da Terra e o Kepler-442b está a 1.100 anos-luz. 

Antes desta descoberta, os dois planetas mais parecidos com a Terra conhecidos eram o Kepler-186f, que recebe cerca de 32% da luz solar obtida pelo nosso planeta; e o Kepler-62f, cuja incidência de luz chega a 41% da recebida pelo o globo terrestre. 

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9 de jan. de 2015

O Hubble capturou uma versão ainda melhor de uma das suas imagens mais bonitas


Em 1995, o telescópio Hubble capturou uma imagem de tirar o fôlego: estrelas formando o que hoje é conhecido como “Pilares da Criação”. Agora, 20 anos depois, a NASA liberou novas imagens da mesma formação feitas por um novo e melhorado Hubble no ano passado. É sensacional.

A nova imagem (acima, é a da esquerda) é maior e tem uma resolução mais alta que a original. A comparação lado a lado mostra o tanto a mais de área o Hubble melhorado consegue capturar:

Por mais excepcional que essa icônica imagem seja, fotos dos Pilares da Criação não mostram necessariamente um evento incomum. As três colunas da Nebulosa Águia (também conhecida como M16) são, na realidade, redemoinhos de gás hidrogênio e poeira em processo de resfriamento gradual. Parece meio violento.

“Esses pilares representam um processo muito dinâmico e ativo”, diz Scowen. “Os pilares gasosos estão na verdade sendo ionizados, um processo pelo qual os elétrons são arrancados dos átomos e aquecidos pela radiação de estrelas massivas. Depois, eles são corroídos pelos ventos fortes e barragens cheias de partículas das estrelas, que literalmente são projetadas para o topo dessas colunas.”

Esse processo acontece o tempo todo, no universo inteiro. É provavelmente tão bonito (talvez até mais bonito) do que este ocorrendo na Nebulosa Águia. É difícil imaginar alguma coisa mais bela do que essa nova imagem, feita na faixa espectral do infravermelho, dos Pilares da Criação que a NASA liberou. Ela mostra todas as estrelas nascendo dentro das colunas de gás:


E também é bem maluca. Mais do que a imagem com o espectro de luz visível? Você decide.

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SpaceX remarca para este sábado lançamento de cápsula para a ISS


A tentativa de lançamento do foguete espacial Falcon 9, da empresa americana SpaceX, foi remarcado para este sábado (10), em Cabo Canaveral, na Flórida. A missão do foguete será enviar a cápsula Dragon, carregada com suprimentos, com destino à ISS (Estação Espacial Internacional).

A previsão é que o foguete seja lançado aproximadamente às 10h (horário de Brasília). Caso o lançamento seja bem sucedido, a Dragon chegará à ISS na segunda-feira (12).

Um problema no segundo estágio do foguete obrigou a SpaceX a abortar o lançamento do foguete, que estava marcado para a última terça-feira (6).

Além de enviar suprimentos para a ISS, a empresa privada espera realizar um pouso controlado do Falcon 9 em uma plataforma marítima para poder reutilizá-lo em futuras missões.

Minutos após o lançamento, quando a nave não tripulada seguir rumo à órbita terrestre para cumprir sua missão na ISS, a experiência começará.

Ao invés de cair no oceano, os motores do primeiro estágio do foguete deverão ser religados três vezes para orientar este estágio do Falcon 9 a um pouso sobre uma plataforma flutuante no Atlântico, a 322 km da costa da Flórida (sudeste dos EUA).

Se vai funcionar ou não, é uma incógnita até para Elon Musk, presidente da companhia, para quem a tentativa tem 50% de chance de sucesso.

A SpaceX, que trabalha há dois anos no desenvolvimento de tecnologias que permitam recuperar a primeira seção de seus foguetes a fim de reduzir significativamente os custos dos lançamentos, já conseguiu pousar suavemente o Falcon em setembro de 2013 e duas vezes este ano.

Mas conseguir um pouso preciso sobre uma plataforma flutuante no oceano é "muito mais difícil", explicou a empresa por meio de um comunicado prévio.

"Controlar o primeiro estágio do Falcon, que mede mais ou menos o equivalente a um prédio de 14 andares e avança a 2.092 Km por segundo (...) é como tentar controlar um cabo de vassoura apoiando um extremo na mão durante uma tempestade", comparou.

Este deve ser o primeiro de uma série de testes similares que permitirão deixar pronta a primeira seção do Falcon 9, totalmente reutilizável.

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