16 de out. de 2012

Um show de imagens ‘nebulosas’


Blog Observatório
por Cássio Barbosa


Qual será o futuro do Sol? O que deve acontecer com ele daqui a uns 5 bilhões de anos?
A evolução de uma estrela é ditada pela quantidade de massa que ela possui. Estrelas com pouca massa, como o nosso Sol por exemplo, devem transformar hidrogênio em hélio durante bilhões de anos.
Quando o reservatório de hidrogênio de uma estrela dessas se esgota, ela se torna uma gigante vermelha, expele suas camadas exteriores, e seu núcleo se contrai em uma anã branca. Para o nosso Sol, esse processo todo deve levar 10 bilhões de anos, mais ou menos. Como ele já viveu 5 bilhões de anos, ainda terá outros 5 bilhões de vida.



Estrelas com mais massa que o Sol, umas 10 vezes mais pelo menos, devem evoluir muito mais rápido, em escalas de tempo da ordem de milhões de anos. Nas fases finais, acabam explodindo em supernovas e podem terminar a vida como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.
Quando uma estrela do tipo do Sol chega à fase de gigante vermelha, suas camadas exteriores são lançadas ao espaço, e o núcleo se contrai em uma anã branca que produz um vento intenso. Esse vento é responsável por  “esculpir” o gás ejetado da gigante vermelha, formando imagens fantásticas. Essas são as nebulosas planetárias.
Algumas das nebulosas mais famosas e bonitas foram agora estudadas pelo telescópio espacial Chandra, que observa em raios X. A ideia desse projeto da Nasa é observar a emissão de raios X  causada pelas ondas de choque que surgem da colisão do vento rápido da anã branca com o gás ejetado durante a fase de gigante vermelha.
Os resultados do estudo revelam que as nebulosas que têm emissão difusa de raios X mostram estruturas esféricas, com a borda estreita e bem definida – tudo rodeado por halos pouco brilhantes, isso nas imagens ópticas. Todas as estruturas esféricas parecem ter menos de 5 mil anos, o que representa mais ou menos a escala de tempo para o vento começar a produzi-las. Uma nebulosa dessas deve ser o destino final do nosso Sol.
Adicionalmente, quase metade das nebulosas planetárias desse estudo possuem fontes pontuais emitindo em raios X, bem no centro. Entretanto, dentre todas as 21 nebulosas observadas, 20 parecem ter uma fonte central dupla, ou seja, a maior parte das estrelas que ejetam suas partes externas e criam nebulosas planetárias deve ter uma companheira.
As quatro nebulosas da foto deste post foram observadas pelo Hubble e pelo Chandra, e suas imagens foram combinadas para produzir uma imagem composta. As observações ópticas, feitas pelo Hubble, estão representadas pelas cores vermelho, verde e azul, já a emissão em raios X, detectada pelo Chandra, está em rosa.



9 de out. de 2012

Presidente do CNPq sobre Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil



OF. CIRC. PR. nº 0473/2012
Brasília, 08 de outubro de 2012


Prezado Dirigente de Pesquisa,

O ano de 2013 reveste-se de um significado especial na história do CNPq: os 20 anos do acompanhamento censitário das atividades dos grupos de pesquisa no Brasil, cujo primeiro inventário foi realizado em 1993. Para comemorar esta data, o CNPq está desenvolvendo um novo sistema, mais ágil e com novas funcionalidades e conteúdo, a ser lançado no início do próximo ano. Por esse motivo, o 10º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil-DGP, que irá inaugurar o novo modelo, será realizado no primeiro semestre de 2013, retomando assim o calendário que vigorou nos primeiros censos do Diretório: o primeiro semestre dos anos ímpares.

No momento oportuno, divulgaremos a data do próximo censo. Como é natural, ele vai exigir um período de coleta um pouco mais extenso, tendo em vista as novas informações a serem prestadas. Todas as mudanças que estão sendo implementadas são resultantes dos trabalhos de uma Comissão de Avaliação do DGP, instituída em 2010 pelo Presidente do CNPq, por críticas e sugestões recebidas pelo Diretório ao longo dos últimos anos, e pela busca de soluções de problemas técnicos ou conceituais já apontados pela
comunidade científica e pelo próprio CNPq. A Produção CT&I do grupo, por exemplo, não será mais a soma de todas as produções dos seus participantes: o líder deverá selecionar, entre as produções dos participantes, aquelas que são específicas do grupo; o módulo de Técnicos também está sendo todo reformulado e se equiparará aos de pesquisadores e estudantes, que demandam CPF e Currículo Lattes. O sistema terá um novo módulo de Colaboradores estrangeiros (sem a exigência de CV Lattes) e guardará o histórico dos participantes, entre outras novidades.

É extremamente importante que os pesquisadores e estudantes iniciem, desde já, a atualização dos seus Currículos Lattes. Mais que isso, como o novo DGP exigirá o CV Lattes dos técnicos, significa que todos os participantes (só no censo de 2010 foram mais de 27 mil técnicos cadastrados) precisarão ter seus currículos no CNPq. Como na versão atual do DGP isso não é exigido, é possível que uma boa parte deles nem tenha ainda seus currículos cadastrados. Nesse ponto, é fundamental a colaboração dos Senhores Dirigentes.

Finalmente, solicitamos a cada um dos Senhores a gentileza de divulgar estecomunicado na página de sua instituição, agradecendo, antecipadamente, esta e outras iniciativas que venham mobilizar os participantes para que o Censo de 2013 retrate da melhor forma possível a atividade de pesquisa em cada instituição participante.

Atenciosamente,

GLAUCIUS OLIVA
PRESIDENTE






8 de out. de 2012

A Grande Luneta Equatorial - 90 Anos de História

O Observatório Nacional inaugura em 15 de outubro, data em que comemora seus 185 anos, a exposição: 

A Grande Luneta Equatorial - 90 Anos de História   


A Luneta, que há 90 anos foi instalada no campus do Observatório Nacional, tem importância inegável para a Astronomia brasileira. A partir da sua chegada muitos projetos foram realizados, permitindo ao Brasil ingressar nos programas internacionais de observação de estrelas duplas visuais, planetas, asteroides, cometas, eclipses solares e lunares. 
A exposição acontece dentro da própria cúpula. Os visitantes poderão ver de perto a Grande Luneta Equatorial e levar para casa uma revista com todo conteúdo da exposição.





Sem ter 'céu próprio', primeiro observatório do país se reinventa


Folha de São Paulo

GIULIANA MIRANDA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO



Solitária, uma imponente luneta de seis metros de altura aponta para o céu, protegida por uma das poucas áreas verdes do bairro industrial de São Cristóvão. É um dos sinais da presença do mais antigo observatório astronômico do hemisfério Sul ainda na ativa.

Pouca gente sabe que ali, entre o estádio do Vasco da Gama e a feira de tradições nordestinas, é definida a hora oficial do Brasil. Prestes a completar 185 anos, o ON (Observatório Nacional), fundado por D. Pedro 1º, precisou se reinventar para continuar relevante para a ciência.

"Tem de ter criatividade e jogo de cintura", explica Sérgio Fontes, diretor do Observatório Nacional, reconhecendo que, muitas vezes, as limitações de verba e de flexibilização das atividades podem ser um empecilho para a competitividade do ON.

Sem os gigantescos telescópios de observatórios europeus e americanos e ladeado por forte poluição luminosa, o observatório teve de "terceirizar" suas observações ou buscar outras saídas.

Hoje, o ON é um dos líderes em astronomia solar. O Girasol (Grupo de Instrumentação e Referência em Astronomia Solar) construiu no campus um inovador telescópio para observação do Sol.

Luneta do Observatório Nacional, que completa 185 anos
Luneta do Observatório Nacional, que completa 185 anos

E, se não pode vencê-los, o observatório se juntou a grandes projetos internacionais, como o DES (Dark Energy Survey), que construiu as mais potentes câmeras do mundo para tentar desvendar a energia escura, um dos misteriosos componentes do Cosmos.

O ON também tem um projeto de monitoramento de asteroides e cometas potencialmente perigosos para a Terra. As observações são feitas em um telescópio em Pernambuco, e os dados são enviados para análise no Rio.

Mas as atividades relacionadas à geofísica e ao petróleo foram as que mais cresceram nos últimos anos, impulsionadas pela injeção de recursos da Petrobras, que, por lei, precisou reinvestir parte dos lucros em pesquisa.

Protegidos em um abrigo no subsolo da sede do observatório, ficam os relógios atômicos, responsáveis por definir a hora oficial do país. Enquanto um bom relógio de quartzo perde 30 segundos de precisão por ano, um desses leva mais de 1 milhão de anos para atrasar 1 segundo.

NA MÉDIA

Atualmente, são 12 relógios desse tipo. Grosso modo, é pela média deles que se chega à hora oficial. Nove estão na sede e três em outros lugares, por segurança.

Algumas empresas e serviços, especialmente os do setor financeiro, precisam saber com precisão a hora das operações. E é aí que o ON entra, oferecendo um serviço de certificação da hora certa.

A receita ainda é pequena, diz a administração, mas já foi o suficiente para a instituição gerar dinheiro pela primeira vez na história.

Já o outrora popular "disque hora certa" hoje quase não recebe ligações. "Quando começa ou acaba o horário de verão tem algum aumento, mas a maioria já confere tudo no site", diz Fontes.





4 de out. de 2012

Segundo módulo do Curso EAD do Observatório Nacional está disponível


Atenção alunos!


MÓDULO 2 - O campo geomagnético interno  


  • 2.1. Como se formou a Terra?
    • Saiba mais sobre os planetas do Sistema Solar. 
    • Slides: Como se formou a Terra
  • 2.2. O geodínamo 
    • Faça você mesmo um experimento de magnetismo.
  • 2.3. As reversões do campo e a variação secular 


Link para o site do curso: http://www.on.br/ead_2012/site/


As inscrições estarão abertas até o dia 12/11/2012, último dia da primeira prova. 

Assista ao Vídeo de Apresentação.



Curiosity encontra leito seco de rio em Marte

Redação do Site Inovação Tecnológica

Curiosity encontra leito seco de rio em Marte
Esta foto é uma amostra de uma formação sedimentar que se estende pelo local onde o robô Curiosity estava passando rumo ao seu destino, uma região chamada Glenelg.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS]

Rio seco marciano

O robô Curiosity encontrou sinais do que pode ser o leito seco de um riacho que fluiu no passado em Marte.
Os cientistas da NASA batizaram o riacho seco marciano de "Hottah", em homenagem ao Lago Hottah, no Canadá.
Segundo os geólogos, a formação consiste em rochas expostas compostas de fragmentos menores cimentados entre si - um conglomerado sedimentar - com cerca de 15 centímetros de espessura.
Como estão apontadas para cima, os geólogos levantaram a hipótese de que as rochas foram rompidas no passado, quando já secas, eventualmente devido a impactos de meteoritos, o que explicaria sua angulação em relação à superfície - as rochas sedimentares são depositadas paralelamente à superfície.

Rochas sedimentares

O indício chave para que os geólogos afirmem tratar-se do leito de um antigo fluxo de água vem das dimensões e das formas arredondadas do cascalho no interior e no entorno da rocha sedimentar.
O Hottah marciano tem pedaços de cascalho embutidos, chamados clastos, alguns atingindo alguns centímetros de diâmetro, incorporados no interior de uma matriz de grãos de areia.
Alguns dos clastos são redondos, levando a equipe de cientistas a concluir que eles foram transportados por um fluxo vigoroso de água - os grãos são grandes demais para terem sido movidos pelo vento, afirmam eles.

Sinais de vida

A equipe está ansiosa para estudar a química do conglomerado sedimentar pode ele pode dar indicações da natureza da água que o depositou - seu pH, por exemplo - além de indicações do ambiente na época da sedimentação.
Infelizmente, leitos secos de fluxos de água corrente não são bons lugares para procurar por sinais de vida, conforme ensina a experiência na Terra - os sedimentos lodosos acumulados no fundo dos lagos são bem mais ricos de pistas nesse sentido.


Curiosity encontra leito seco de rio em Marte
Comparação entre a formação de rochas sedimentares encontrada em Marte (esquerda) e um conglomerado típico da Terra (direita). [Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS/PSI]

Seco demais

Na contramão do entusiasmo gerado pelo Hottah, a equipe que coordena o instrumento DAN (Dynamic Albedo of Neutrons) concluiu que a Cratera Gale, onde o Curiosity pousou, parece ser mais seca do que eles imaginavam.
O instrumento detecta a localização e a abundância de água graças à forma como o hidrogênio (um dos componentes da água) reflete os nêutrons.
Quando os nêutrons encontram partículas pesadas, eles ricocheteiam com pouca perda de energia. Mas quando atingem átomos de hidrogênio, que são muito mais leves, com uma massa similar à dos próprios nêutrons, eles perdem metade de sua energia.
Assim, a reflexão do feixe de nêutrons disparado contra o solo de Marte revela a proporção de água no solo.
Previsões feitas a partir das sondas em órbita de Marte indicavam uma proporção de até 6% de água no solo.
"Mas os resultados preliminares do Curiosity mostram apenas uma fração disso," contou Maxim Mokrousov, que projetou o equipamento DAN, sem fornecer os números exatos.
A esperança é que o resultado seja diferente nas amostragens feitas em outros locais durante o percurso do Curiosity.