15 de ago de 2012

Mapa do Universo oferece novas pistas sobre matéria escura


O projeto Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III) divulgou, no dia 8 de agosto, o maior mapa tridimensional já feito de galáxias massivas e buracos negros distantes. Isso vai ajudar os astrônomos a explicar os mistérios da matéria e da energia escuras, que correspondem a cerca de 96% do que existe no Universo. A imagem faz parte do Data Release 9 (DR9), etapa que concentra o primeiro terço dos dados previstos para divulgação até 2014.

A participação do Brasil no projeto é coordenada pelo Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia – formado pelo Observatório Nacional (ON), Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

O DR9 é o mais recente de uma série de divulgação de dados que começou em 2001. Ele inclui novos dados da Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS), que vai medir a posição de 1,5 milhão de galáxias massivas nos últimos 7 bilhões de anos em tempo cósmico, bem como de 160 mil quasares – buracos negros gigantes se alimentando ativamente de estrelas e gás - distantes até 12 bilhões de anos. O BOSS mira nessas galáxias grandes e brilhantes porque elas vivem no mesmo lugar que outras galáxias e são fáceis de detectar, mesmo distantes. Mapear essas galáxias, portanto, é um meio efetivo de mapear o resto das galáxias do universo.

Com um mapa desses, os cientistas podem montar a história do Universo nos últimos 7 bilhões de anos. Com essa história, é possível ter melhores estimativas de quanto do universo é feito de matéria escura – que não pode ser diretamente vista por não emitir ou absorver luz – e de energia escura – força misteriosa responsável pela aceleração da expansão do Universo.

 O mapa do Universo é a peça central do DR9, que inclui imagens de 200 milhões de galáxias e espectros de 1,35 milhão, dentre as quais 540 mil de quando o Universo tinha a metade da idade que tem hoje.

Sobre o SDSS-III – O Sloan Digital Sky Survey foi o projeto que, no início de 2011, divulgou a maior imagem já feita do universo. Ela levou uma década para ser montada e possui mais de um trilhão de pixels, o que significa que seriam necessárias 500 mil TVs Full HD, uma ao lado da outra, para visualizá-la na sua resolução máxima (http://www.youtube.com/watch?v=HyMnSyYE1b0). A imagem fez parte da oitava divulgação de dados do projeto (Data Release 8).







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