24 de fev de 2012

Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra

Redação do Site Inovação Tecnológica



Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa. [Imagem: ESA/AOES Medialab]


Escudo magnético da Terra

Os três satélites que compõem a missão Swarm, da ESA, estão prontos para embarcar para a Rússia, de onde serão lançados em Julho.

A missão Swarm (enxame, ou cardume) é uma constelação de satélites de observação da Terra destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera do nosso planeta.

Eles vão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do campo magnético que nos protege.

Essa blindagem magnética protege o planeta das partículas carregadas que vêm com o vento solar.

Sem essa proteção natural, a vida na Terra seria impossível.

Esse escudo é gerado principalmente nas profundezas da Terra, por um verdadeiro oceano de ferro fundido que serpenteia pelo núcleo externo líquido.


Exploradores da Terra

Como o campo magnético terrestre é criado, e como ele se altera ao longo do tempo, é algo complexo e ainda não completamente compreendido.


Sem a proteção do campo magnético natural do planeta, a vida na Terra seria impossível. 
[Imagem: ESA/AOES Medialab]



Esta força está em constante mudança - no momento, ela mostra sinais de um enfraquecimento significativo.

Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm pretende lançar novos conhecimentos sobre estes processos naturais, além de coletar novas informações sobre o clima espacial.

Esta será a quarta missão da série Exploradores da Terra, da agência espacial europeia - as outras são GOCE, que mapeou a gravidade da Terra, o SMOS, mais conhecido como satélite da água, e o CryoSat, o satélite do gelo.


Satélites em formação

Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.

Dois satélites vão orbitar muito próximos entre si, na mesma altitude - inicialmente a cerca de 460 km -, enquanto o terceiro estará em uma órbita mais alta, de 530 km.

As diferentes órbitas quase-polares, juntamente com os vários instrumentos a bordo, melhoram a qualidade dos dados coletados, tanto no espaço, quanto no tempo.

Isto vai ajudar a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes do magnetismo.



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