14 de jun de 2011

Telescópio VST estreia super câmera de 268 milhões de pixels

Site Inovação Técnologica
Com informações do ESO - 08/06/2011

Telescópio de rastreio

O VST e a OmegaCAM de 268 milhões de pixels começam as operações

O VLT Survey Telescope(VST), recentemente instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, divulgou as suas primeiras imagens do céu austral.


Por trás de enormes lentes do VST está a OmegaCAM, uma super-câmera com 32 sensores CCD, selada a vácuo, capaz de criar imagens de 268 milhões de pixels. Aqui é visto o seu núcleo central.
[Imagem: ESO/INAF-VST/OmegaCAM/O. Iwert]



O VST é um telescópio de rastreio de campo largo, com um campo de visão duas vezes maior que a Lua Cheia.

Os grandes telescópios, tais como o Very Large Telescope(VLT) e o Telescópio Espacial Hubble, conseguem ver apenas uma parte muito pequena do céu em cada momento - já os telescópios de rastreio atuam de forma automatizada para fotografar grandes regiões do céu rapidamente e com grande precisão, fazendo um levantamento completo de grandes áreas do céu.

O VST o maior telescópio do mundo concebido para mapear o céu no visível de forma exclusiva, com 2,6 metros. Ele complementa o outro telescópio de rastreio do ESO, o VISTA, que opera na faixa do infravermelho.

A maior estrela do VST é a OmegaCAM uma enorme câmera de 268 megapixels, projetada para mapear o céu de modo rápido e com uma excelente qualidade de imagem.
VST - VLT Survey Telescope

O VST é um telescópio de vanguarda, com uma abertura de 2,6 metros, que possui um sistema de óptica ativa que lhe permite manter os espelhos posicionados sempre de modo perfeito.

A óptica do telescópio inclui também correção para a dispersão devida à atmosfera da Terra.

No seu interior, por trás de enormes lentes que garantem a melhor qualidade de imagem possível, encontra-se a OmegaCAM, de 770 kg, construída em torno de 32 sensores CCD, selada a vácuo, capaz de criar imagens de 268 milhões de pixels.

Além dos 32 sensores principais, a OmegaCAM contém ainda alguns CCDs extras, que funcionam com os sistemas do telescópio de modo a controlar os sistemas de guiagem e de óptica ativa.

Para detectar corretamente a cor dos objetos no céu, utilizam-se diferentes filtros de vidro, que são colocados à frente dos detectores. Cada filtro tem cerca de 30 cm de lado e a maior parte deles tem uma cobertura especial que faz com que muito pouca radiação se perca.

Um obturador, constituído por duas lâminas, é utilizado para bloquear a radiação na altura em que os detectores estão sendo lidos.

Volume astronômico

O volume de dados produzidos pela OmegaCAM será enorme. Serão produzidos cerca de 30 terabytes de dados brutos por ano, que irão ser encaminhados para diferentes centros de dados na Europa para processamento.

Um novo e sofisticado sistema de software foi desenvolvido para o tratamento de tão grande quantidade de dados.

O produto final do processamento serão enormes listas dos objetos encontrados, assim como imagens, que estarão disponíveis aos astrônomos de todo o mundo para análise científica.

"A combinação do grande campo de visão, da excelente qualidade de imagem e do modo de operação muito eficiente do VST produzirá uma enorme riqueza de informação que fará certamente avançar muitos campos da astrofísica," conclui Konrad Kuijken, chefe do consórcio OmegaCAM.



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