16 de ago de 2011

Congresso Internacional de Geofísica começa no RJ



Geofísica Brasil - 16/08/2011


Num espaço novo e aprovado pela maioria dos participantes, teve início ontem, no Rio de Janeiro, o 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica (12º CISBGf) & Expogef 2011.


Com 45 minutos de atraso, a solenidade de abertura praticamente lotou o auditório do Centro de Convenções SulAmérica no final da tarde desta segunda-feira (15/8). A mesa contou com a participação do presidente da SBGf, Eduardo Lopes de Faria, do diretor-presidente da CPRM - Serviço Geológico do Brasil, Manoel Barretto, do gerente-executivo de Exploração da Petrobras, Mario Carminatti, e da presidente do 12º CISBGf, Ana Cristina Chaves.

A palestra inaugural "As demandas de Exploração e Produção" coube a Mario Carminatti, que falou sobre conhecimento e tecnologia nas áreas de Geologia e Geofísica.
Ele apresentou um quadro comparativo da matriz energética brasileira e previu a necessidade de ampliar a oferta de petróleo em 40 milhões de barris por dia até 2020. Fundamentais para atingir essa meta, geólogos e geofísicos têm, segundo Carminatti, três pontos de atuação principais: 1) aumentar o fator de recuperação dos sistemas de produção; 2) otimizar os processos de produção; 3) promover novas descobertas, sejam por caminhos tradicionais ou não convencionais.


 
"Esse crescimento deve ser baseado no binônimo conhecimento/tecnologia e pode contar com a colaboração dos métodos sísmicos e não-sísmicos", acrescentou.

Segundo Carminatti, as demandas de E&P são muito desafiadoras. A concorrência é grande e os custos são muito elevados. Os riscos precisam ser minimizados e o grande desafio é centrar na compreensão das rochas.

"Trata-se de um enorme quebra-cabeças que a Geofísica e a Geologia, com seus conhecimentos e tecnologias, terão certamente a missão de desempenhar para termos um mundo melhor e um Brasil mais sustentável".

Balanço

Eduardo Lopes de Faria, em seu último dia de mandato como presidente da SBGf, fez um balanço das atividades da entidade, que conta atualmente com 5.000 associados. Por sua vez, a presidente do Congresso, Ana Cristina Chaves, saudou os participantes da solenidade e informou que até o início da tarde do primeiro dia, havia cerca de 2.500 inscrições registradas.

Em seu pronunciamento, Manoel Barretto, da CPRM, saudou os congressistas presentes e destacou o Programa Geologia do Brasil que realizou o maior levantamento aerogeofísico da história do país. De 2003 a 2011 foi coberta uma área de aproximadamente 80% do embasamento cristalino brasileiro. Barretto informou ainda que serão investidos cerca de R$ 188 milhões, de 2011 a 2014, em levantamentos aerogeofísicos da base cristalina, incluindo novos métodos além da gamaspectometria e magnetometria.

Prêmios

A solenidade prosseguiu com a tradicional entrega de prêmios aos homenageados pela contribuição à Geofísica.O prêmio Décio Oddone foi entregue a Jorge Marques de Toledo Camargo (Statoil), por sua contribuição à Geofísica do Petróleo. O prêmio Nero Passos foi concedido ao professor José Gouvêa Luiz (UFPA) por sua contribuição à Pesquisa e Eduação em Geofísica. O prêmio Irnack do Amaral foi entregue a Antonino Juarez Borges (CPRM) pela brilhante carreira em Geofísica para Mineração. E o prêmio Alcides Barbosa foi para Marco Aurélio Latgé (Petrobras).

Inauguração
O corte da fita inaugural da Expogef 2011 aconteceu às 18h50 e foi seguido pelo animado coquetel 'icebreaker' no área de exposição do Centro de Convenções SulAmérica.

Mario Carminatti, Ana Cristina Chaves, Manoel Barretto e Eduardo Faria inauguram a EXPOGEF 2011
O animado coquetel "icebreaker" se estendeu até as 22 horas


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