20 de nov de 2014

Nosso planeta em movimento: Terremotos

O que é um terremoto?

Um dos mais aterrorizantes fenômenos que ocorre no nosso planeta é o terremoto. Seu poder de destruição pode ser tão grande que um simples tremor de terra é capaz de levar pânico às populações que vivem em regiões capazes de serem afetadas por esse fenômeno natural.

Os terremotos são súbitos movimentos de camadas da superfície da Terra causados pela abrupta liberação de tensões que se acumularam no seu interior durante muito tempo. Hoje sabemos que a superfície do nosso planeta é formada por enormes placas que se movem lentamente umas em relação a outras. Nesse seu deslocamento, algumas placas mergulham sob outras enquanto algumas se friccionam lateralmente. Algumas vezes esse movimento é gradual mas em certos casos as placas não conseguem se mover e passam a acumular uma quantidade imensa de energia nos seus pontos de contato. Quando essa energia atinge valores insuportáveis elas a liberam de modo súbito e um terremoto acontece. As consequências podem ser desastrosas.

As Placas Tectônicas 

A crosta terrestre está dividida em várias placas tectônicas contíguas que, praticamente, delimitam os continentes. A maioria dos terremotos e erupções vulcânicas ocorrem ao longo dos contornos das placas, nas regiões em que elas estão em contato. 

Um dos contornos de placa mais ativos, onde terremotos e erupções de vulcões são frequentes, por exemplo, está em torno da placa do Pacífico, comumente citada como o "Anel de Fogo do Pacífico". Outras duas regiões de grande atividade são o contorno entre a placa do Pacífico e a placa norte-americana, e o contorno entre a placa nazca e a placa sul-americana.


A parte da geofísica que estuda os terremotos se chama sismologia. O hipocentro de um terremoto é a localização abaixo da superfície da Terra onde começa a ruptura da falha. O epicentro de um terremoto é a localização, diretamente acima do hipocentro, sobre a superfície da Terra.

A maioria dos terremotos ocorre a menos de 80 km da superfície da Terra. Os terremotos mais profundos tipicamente ocorrem nos contornos de placas. Estes terremotos ocorrem a profundidades muito grandes, alguns acontecendo a 750 km abaixo da superfície do planeta.

Todos os terremotos provocam perturbações (ou vibrações) que se deslocam através da Terra e são chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem ser de dois tipos: ondas S e ondas P como mostra a figura abaixo.




As ondas sísmicas são registradas em instrumentos chamados sismógrafos. Os sismógrafos registram um traçado em zig-zag que mostra a variação da amplitude das oscilações do solo que estão ocorrendo abaixo do instrumento.

Os sismógrafos (imagem ao lado, demonstra um sismógrafo utilizado pelo Observatório Nacional) são instrumentos muito sensíveis capazes de ampliar os movimentos que estão ocorrendo no solo. Eles podem detectar vibrações produzidas por fortes terremotos cujas fontes geradoras estão localizadas em qualquer lugar no mundo.

Existe uma diferença entre a magnitude e a intensidade de um terremoto. A magnitude de um terremoto é o valor que mede o tamanho do terremoto. Ela é a mesma não importa onde você está ou quão forte ou fraco foi o tremor sentido em várias localidades. A intensidade de um terremoto é uma medida do tremor criado por ele e este valor varia com a região. Uma boa maneira de explicar esta diferença é fazendo uma analogia com as transmissões de rádio. Ela se aplica em sismologia porque os sismógrafos registram as ondas de perturbação elástica, que são irradiadas a partir da fonte do terremoto, do mesmo modo como os receptores de rádio registram as ondas de rádio, que são irradiadas por alguma estação de rádio.

A magnitude de um terremoto pode ser comparada com a potência de saída em quilowatts de uma estação de rádio. A intensidade local de um terremoto é comparável com a intensidade do sinal que chega a um receptor de rádio em uma dada localidade, na verdade a qualidade do sinal. A intensidade de um terremoto, do mesmo modo que a intensidade do sinal de rádio, geralmente decai com a distância à fonte do tremor, embora ela também dependa das condições locais e da trajetória que liga a fonte ao ponto de registro do tremor. 

Terremotos com magnitude de, aproximadamente, 2,0 ou menor são usualmente chamados de microterremotos. Os terremotos com magnitude igual ou menor a 2,0 não são sentidos pelas pessoas e são, geralmente, registrados somente por sismógrafos locais. Os eventos com magnitudes de, aproximadamente, 4,5 ou maior (e ocorrem vários milhares desses abalos anualmente) são bastante fortes para serem registrados por sismógrafos sensíveis em todo o mundo. 

Também ocorrem terremotos na Lua, mas eles acontecem menos frequentemente e têm magnitudes menores do que os terremotos na Terra. Os indícios levam a crer que eles estão relacionados com as tensões de marés produzidas pela variação da distância entre a Terra e a Lua. Estes terremotos ocorrem a grandes profundidades no nosso satélite natural, aproximadamente a meia distância entre a superfície e o centro da Lua. Os astronautas das missões Apollo que estiveram na superfície da Lua instalaram vários sismômetros no nosso satélite natural. Estes aparelhos são utilizados para medir tremores que lá ocorrem e, a partir da análise desses dados, estudando como as ondas sísmicas se propagam no interior do nosso satélite natural, os cientistas conseguem reconstituir sua estrutura interna.

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