9 de nov de 2010

Do Observatório Imperial ao Observatório Nacional

Do site Rede da Memória Virtual Brasileira

Mônica Martins
Doutora em História – Bolsista PCI/ MCT/ON
Pesquisadora do Projeto Preservação e Memória da Hora Legal Brasileira

Selma Junqueira
Doutora em Astrofísica – Tecnologista MCT/ON
Coordenadora do Projeto Preservação e Memória da Hora Legal Brasileira


A necessidade de um Observatório Astronômico foi sentida no Brasil ainda no período colonial, e algumas tentativas foram feitas no sentido de sua criação. Com o incremento das atividades mercantis e o vertiginoso crescimento de embarcações que chegavam e partiam dos portos fluminenses, desde o início do século XIX, essa demanda se tornou mais evidente. Para maior segurança das viagens marítimas era fundamental a obtenção de um conhecimento preciso sobre a declinação magnética, a hora média e de informações sobre longitude, a fim de que os comandantes pudessem regular os cronômetros. A instalação de um observatório em local fixo poderia oferecer às embarcações informações mais precisas do que aquelas obtidas em mar.

Chegaram-nos registros de uma tentativa de instalação de um observatório no morro do Castelo, em 1730, por iniciativa dos jesuítas e, no mesmo local, foi instalado em 1780 um observatório por astrônomos portugueses, onde foram realizadas as primeiras observações de astronomia, meteorologia e magnetismo terrestre. Mas somente em outubro de 1827, por decreto de D. Pedro I, foi instalada a sede do Observatório Imperial do Rio de Janeiro, primeira instituição do gênero construída no Brasil.

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Sob delegação do INMETRO, a Divisão do Serviço da Hora do Observatório Nacional (DSHO) tornou-se o Laboratório Primário de Tempo e Freqüência (LPTF), operando os padrões de tempo e freqüência nacionais, executando a calibração dos padrões de césio, rubídio e outros instrumentos da Rede Brasileira de Calibração (RBC), oferecendo serviços para diversas instituições públicas, órgãos do governo e empresas privadas. Os padrões atômicos de césio existentes hoje na DSHO são rastreados pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), garantindo a confiabilidade da Hora Legal Brasileira fornecida pelo ON. Em conjunto com laboratórios de outros países, o Observatório Nacional contribui para a geração pelo BIPM do Tempo Universal Coordenado (UTC) e do Tempo Atômico Internacional (TAI).
A disseminação da Hora Legal por todo o território nacional, dá-se fundamentalmente através de linhas telefônicas e da internet, respeitando os quatro diferentes fusos-horários brasileiros. A Divisão Serviço da Hora (DSHO) tem sido também responsável, nas últimas décadas, pela implementação do Horário de Verão.

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