27 de jan de 2012

Pesquisador explica a existência do ano bissexto

Observatório Nacional
27/01/2012

O acréscimo de um dia ao calendário civil é feito para compensar a defasagem de seis horas anuais decorrente do período de translação da Terra

Este ano o mês de fevereiro terá 29 dias, pois 2012 é o chamado ano bissexto, com 366 dias. O acréscimo de um dia ao calendário a cada quatro anos é feito para compensar a defasagem dos anos anteriores, levando em conta o período de translação da Terra – aproximadamente 365 dias e 6 horas, ou precisamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46,08 segundos.

Anualmente há uma diferença aproximada de seis horas, que a cada quatro anos totaliza 24 horas, correspondendo, portanto, a um dia que é somado ao nosso calendário. Assim, nos anos bissextos, o mês de fevereiro tem 29 dias, ajustando o calendário civil ao calendário astronômico.

O pesquisador João Luiz Kohl Moreira, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional (ON), explica que os calendários são convenções para organizar a vida civil, observar as obrigações religiosas e marcar os eventos científicos.

Segundo Kohl, o ano bissexto foi introduzido pelo imperador romano Júlio César, em 45aC, com uma reforma no calendário encomendada a um astrônomo chamado Solsígenes, da Escola de Alexandria (Egito), que adotou o ano de 365 dias e 6 horas.

Atualmente, porém, a maioria dos países adota o calendário Gregoriano, estabelecido em 1582, pelo Papa Gregório XIII, que apresenta uma pequena variação em relação ao calendário Juliano. Naquele ano foram suprimidos 10 dias do mês de setembro para corrigir a diferença entre as 6 horas, definidas por aproximação, e as reais 5 horas, 48 minutos e 46,08 segundos. Nessa mudança, pelo mesmo motivo, foi definido que os finais de séculos só seriam bissextos quando divisíveis por 400.



Nenhum comentário:

Postar um comentário