8 de out de 2010

Os vencedores do Prêmio Jabuti

Revista Pesquisa Fapesp


Primeiro volume da obra de Mario Schönberg ganhou na categoria Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

Edição Impressa - Especial Einstein


O primeiro volume da obra do físico teórico Mario Schönberg (1914-1990), publicado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp), venceu o Prêmio Jabuti 2010 na categoria Ciências Exatas, Tecnologia e Informática. Organizado por Amélia Hamburguer, física da USP e pesquisadora em história e epistemologia da física, Obra Científica de Mário Schönberg: Volume 1 – 1936 a 1948 reúne 50 artigos científicos de Schönberg publicados no período entre 1936 e 1948 e deverá ser seguido por um segundo volume com o período posterior (Leiaresenha de Olival Freire publicada em Pesquisa FAPESP).

O Jabuti, um dos mais tradicionais prêmios literários do Brasil, é concedido desde 1959 pela Câmara Brasileira do Livro. Os vencedores em cada categoria recebem, além de um troféu, um prêmio no valor de R$ 3 mil.

Na categoria Ciências Humanas, o primeiro lugar coube ao livro Viver em Risco (Editora 34), de Lucio Kowarick, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP. A obra parte de dois modelos distintos de tratar a exclusão social, nos Estados Unidos e na França, para compreender a situação brasileira nos anos 2000, com foco nas principais formas de habitação popular da Região Metropolitana de São Paulo: as favelas, os cortiços e as casas autoconstruídas de periferia (Leia reportagem sobre a linha de pesquisa de Kowarick).

Clínica Médica (Editora Manole, Medicina USP, HC-FMUSP), dos professores da Faculdade de Medicina da USP Milton de Arruda Martins, Flair José Carrilho, Venâncio Avancini Ferreira Alves, Euclides Ayres de Castilho, Giovanni Guido Cerri e Chao Lung Wen, venceu na categoria Ciências Naturais e Ciências da Saúde. Trabalho Flexível, Empregos Precários: Uma comparação Brasil, França, Japão (Edusp) de Nadya Araújo Guimarães, Helena Hirata e Kurumi Sugita, foi o primeiro lugar na categoria Economia, Administração e Negócios. Nadya Guimarães é professora de sociologia da USP e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP. O vencedor na categoria Direito foi A Constituição na Vida dos Povos – Da Idade Média ao Século XXI (Editora Saraiva), de Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP.

O Leão e o Chacal Mergulhador, da Editora Globo, venceu na categoria melhor tradução, feita por Mamede Mustafa Jarouche. Na categoria Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes, o primeiro lugar foi do livro Athos Bulcão (Fundação Athos Bulcão), de Paulo Humberto Ludovico Almeida. Em Teoria/Crítica Literária, o ganhador foi A Clave do Poético (Companhia das Letras), de Benedito Nunes. Igreja e Convento de São Francisco da Bahia (Versal Editores e Odebrecht) venceu na categoria projeto gráfico. Já Já: a história de uma árvore apressada (Editora Ática), ilustrado por Paulo Rea, ganhou na categoria Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil. O Tempo e o Cão (Boitempo Editorial), da psicanalista Maria Rita Kehl, venceu em Educação, Psicologia e Psicanálise. O Leitor Apaixonado- Prazeres à luz do abajur (Companhia das Letras), de Ruy Castro, foi o vencedor na categoria melhor livro de reportagem. Uma História da Cultura Afro-brasileira (Editora Moderna) de Walter Fraga e Wlamyra Albuquerque, foi o melhor livro didático e paradidático.

Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal (Editora Globo), de Ricardo Alexandre, ganhou como melhor biografia. A melhor capa foi a do livro O Resto é Ruído- Escutando o Século XX (Companhia das Letras), do escritório Retina78. Passageira em Trânsito (Editora Record), de Marina Colasanti, foi o melhor livro de poesias. Eu Perguntei Pro Velho Se Ele Queria Morrer (Editora 7LETRAS), de José Rezende Jr., venceu na categoria Contos e Crônicas. Os Herdeiros do Lobo (Editora Comboio de Corda), de Nelson Cruz, foi o melhor livro infantil. Avó Dezanove e o Segredo do Soviético(Companhia das Letras), de Ondjaki, foi escolhido o melhor livro juvenil. Se eu fechar os Olhos Agora (Editora Record), de Edney Silvestre, venceu como o melhor romance. A melhor tradução de Obra Literária Espanhol-Português foi a do livro Purgatório(Companhia das Letras), traduzido por Bernardo Ajzenberg

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