26 de set de 2011

Astrônomos querem que você encontre uma galinha no céu

Redação do Site Inovação Tecnológica

Galinha Fugitiva

Acostumados com a infinitude do Universo, os cosmólogos e astrônomos parecem também não encontrar limites em seus esforços para chamar a atenção para suas pesquisas.

Você consegue ver uma galinha nesta imagem?[Imagem: ESO]

A última iniciativa do Observatório Europeu do Sul (ESO) foi criar um concurso para quem conseguir identificar uma galinha na imagem da Nebulosa Lambda Centauro.
A nebulosa é uma brilhante nuvem de hidrogênio, repleta de estrelas recém-nascidas, localizada na constelação de Centauro.
Segundo os astrônomos, a Lambda Centauro também pode ser chamada de IC 2944 ou de Galinha Fugitiva, devido a uma forma de ave que algumas pessoas conseguem enxergar em sua região mais brilhante.
Como sempre acontece nesses casos, em que pessoas conseguem enxergar coisas - das mais absurdas às mais criativas - em desenhos com um nível suficiente de complexidade, não há concordância onde exatamente está a galinha.
Quem quiser se arriscar poderá pegar a imagem e traçar sua própria galinha fujona, enviando o trabalho para a página do ESO no Flickr (www.flickr.com/groups/youresopictures).
Segundo a entidade, "haverá oportunidade de ganhar prêmios interessantes", sem precisar do que se trata - eventualmente uma galinha de louça, para colocar sobre a geladeira.

Glóbulos de Bok

De volta à astronomia, além do gás brilhante, outro sinal de formação estelar na IC 2944 está em uma série de glóbulos negros opacos, que aparecem em silhueta sob o fundo vermelho.
São exemplos de um tipo de objeto chamado Glóbulos de Bok. Eles aparecem escuros porque absorvem radiação do fundo luminoso.
No entanto, observações destes glóbulos escuros com telescópios infravermelhos, que conseguem enxergar através da poeira que normalmente bloqueia a radiação visível, revelaram estrelas se formando no interior de muitos deles.
O conjunto principal de glóbulos de Bok nesta imagem é conhecida como Glóbulos de Thackeray, em homenagem ao astrônomo que os descobriu, nos anos 1950.



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